Sobre a sorte (e a emoção) de encontrar os Big Five, na África do Sul

Colocar os pés sobre território africano é uma experiência que por décadas rondou o imaginário humano, uma experiência que, por muitas vezes, se resumia apenas a documentários exóticos que a gente só via diante da televisão.

Logo veio a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. O país caiu na graça do mundo e entrou para lista dos destinos exóticos também acessíveis para viajantes com orçamento moderado.

Visita a bairros periféricos de fama mundial, museus sobre o apartheid e praias cobiçadas às margens do Atlântico. A lista de clichês inevitáveis em uma primeira viagem ao país é bem grande, mas uma das experiências mais impressionantes (e obrigatórias) na África do Sul é encarar um dos diversos safáris no país.

E melhor ainda se for para ver os Big Five em um mesmo dia (experiência rara, mas possível).

O termo tem origem no século 19, quando caçadores profissionais buscavam o título ao tentar matar a pé, no menor tempo possível, os cinco animais mais perigosos da savana africana: leão, elefante, búfalo, rinoceronte e leopardo.

Os rinocerontes são um dos Big Five da África do Sul (foto: Eduardo Vessoni)
Os rinocerontes são um dos Big Five da África do Sul (foto: Eduardo Vessoni)
Os elefantes são um dos Big Five da África do Sul (foto: Eduardo Vessoni)

 

Sobre a sorte (e a emoção) de encontrar os Big Five, na África do Sul
Felinos como os leões são um dos Big Five da África do Sul
Felinos como o leopardo são um dos Big Five da África do Sul

Considerado um rito de passagem, a matança (por fim, proibida) foi praticada por presidentes americanos, membros da realeza europeia e chefes de estado africanos.

Para sorte dos animais (e para as gerações futuras de viajantes), atualmente, os safáris se resumem apenas a uma busca de animais com fins fotográficos e turísticos.

Conheça os Big Five que tivemos a sorte de encontrar em um mesmo dia, durante um safári na Sabi Sand Reserve, uma das reservas naturais mais antigas do país, situada na província de Mpumalanga.

SOBRE OS SAFÁRIS
– Os safári acontecem duas vezes por dia: pela manhã, às 5h30, e no final da tarde, a partir das 17h. Estes são os melhores horários para encontrar animais selvagens. Por isso desconfie de atrações que garantem observação de bichos durante todo o dia, pois a chance de se frustar com grandes zoológicos a céu aberto é bem grande.

– Esteja preparado para longos deslocamentos sentado em carros que sacolejam savana adentro e considere a possibilidade de não encontrar todos os Big Five. Os profissionais não se comprometem e logo avisam que não podem garantir a observação de nenhum animal, mas fazem de tudo para que o grupo volte para o hotel com as melhores histórias de caçadores.

– O safári da manhã pode não empolgar, mas é neste horário que os animais estão mais dispostos a aparecer.

– Nos safáris organizados, o visitante costuma ser acompanhado de um ranger, o piloto que vai acompanhado de uma espingarda (só pelas dúvidas) e o tracker , uma espécie de guia que dá as instruções de comportamento durante a atividade e oferece boas informações sobre os bichos encontrados.

– O tracker, especialista em pegadas e sons, conhece tão bem aquele território quanto o leopardo que cruzou o caminho algumas horas antes. No volante, o field guide, como também é conhecido o ranger, segue atento às orientações do colega e joga o carro para onde for preciso, só para garantir a melhor posição para o disparo.

– Binóculos e câmeras fotográficas são as melhores armas para registrar uma das experiências mais fascinantes em todo o continente africano.

– A melhor época para a observação de animais é entre junho e agosto devido à abundância de bichos próximos às reservas naturais de água, mas mesmo durante o verão, o visitante corre o agradável risco de ficar cara a cara com os mais cobiçados da região.

–  Os rangers costumam se comunicar por rádio, ao encontrar algum bicho escondido. Fique atento à troca de pistas, ao longo de todo o safári

Saiba mais sobre os Big Five
* por: Eduardo Vessoni

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