Conheça curiosidades das viagens a bordo do trem Orient-Express

Viagens sobre trilhos costumam causar certa nostalgia em passageiros de algumas partes do mundo, sobretudo para viajantes do lado de cá do planeta.

Mas quando se trata de cruzar a Europa a bordo do mítico Orient-Express, uma viagem ferroviária  deixa de ser apenas um deslocamento e assume status de experiência histórica.

Esse trem ganhou fama internacional depois de ter servido para ambientação do clássico ‘Assassinato no Expresso do Oriente’, livro escrito pela britânica Agatha Christie, em 1934.

Conheça curiosidades sobre os trens Orient-Express que, desde o último dia 10 de março, passaram a ser chamados de Belmond.

–  A ‘Rainha do Crime’, como ficou conhecida essa passageira regular do Orient-Express, teve inspiração para escrever uma de suas obras mais famosas após uma parada forçada de seis dias na Turquia, quando seu trem que vinha Istambul foi pego de surpresa por uma forte tempestade de neve.

  • Entre 1883 e 1977, as viagens ferroviárias a bordo do Orient-Express eram realizadas por celebridades e figuras da realeza. Atualmente, os trens, que funcionam com vagões originais reformados, continuam sendo um privilégio para poucos. Sobretudo para bolsos folgados dispostos a desembolsar até US$ 9.200 por viagem.

  • Conhecida pelas longas viagens entre Paris e a atual Turquia, no final do século 19, a empresa administra, atualmente, travessias na América do Sul (em Machu Pichu, no Peru), Europa e Ásia, em países como Tailândia, Malásia e Cingapura.

Orient Express
foto: Divulgação
  • As viagens mais longas oferecidas, atualmente, são entre Paris e Istambul, uma travessia com seis dias de duração que passa por cidades como Bucareste (Romênia) e Budapeste (Hungria); e a jornada de sete dias pelo Sudeste Asiático, uma viagem que passa por Cingapura, Malásia e Tailândia.

  • Os deslocamentos mais longos são combinados com noites em hotéis e manhãs livres para passeios nos destinos de paradas.

  • O valor do bilhete por pessoa em uma cabine dupla pode custar de US$ 940 (Paris – Londres) a US$ 9.200 (Cingapura-Bangcoc).

  • Os serviços oferecidos para os passageiros incluem mordomos nas cabines, jantares de gala e recepção com vinho servido em lounges instalados nas estações de embarque.

Orient Express
foto: Divulgação
  • Os jantares são extremamente formais e possui regras de vestimenta a bordo que exigem trajes como terno ou black tie para homens e vestidos para mulheres. Este é o figurino obrigatório para fazer parte de uma das viagens ferroviárias mais glamurosas do planeta.

– A companhia costuma criar sensações (gastronômicas e linguísticas) de acordo com a região pela qual acaba de entrar. Basta cruzar a fronteira entre a Áustria e a Itália, por exemplo,  para que o garçom do restaurante anuncie: ‘benvenuto a Italia’ e comece a servir pratos de influências italianas como canelone de berinjela.

  • As travessias a bordo do Orient-Express são experiências histórica para quem busca “estar”, sem se preocupar com o “chegar”. Ao longo das viagens são realizadas poucas e breves paradas para uma esticada rápida de pernas. O restante do tempo é ocupado mesmo no lounge do bar ou com o cenário típico do interior do Velho Continente que passa do lado de fora.
Orient Express
foto: Divulgação
  • O The Eastern & Oriental Express, trem que faz o trajeto asiático, possui um vagão observatório de madeira na parte traseira exclusivo para quem quer apenas apreciar o cenário exterior.

Saiba mais: www.belmond.com

 

 

 

2 Comentário

1 Trackback / Pingback

  1. Era uma vez o Orient Express | Viagem em Pauta

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*