Cinco experiências marcantes em Hong Kong

por Eduardo Vessoni

Conhecido como o destino onde o Ocidente encontra o Oriente, Hong Kong é uma das metrópoles mais fascinantes de todo o continente asiático.

Seu perfil internacional faz com que os viajantes se sinta como em outras grandes cidades mundo afora. Quem já esteve em Buenos Aires, São Paulo ou Nova York nem deve sentir o choque cultural de um país em que a maioria da população ainda se comunica cantonês e o inglês nem sempre é o idioma disponível.

Embora voltada para os negócios internacionais, Hong Kong consegue ter tempo para os assuntos espirituais e abriga construções de origem budista e taoista que seguem alheias àquela movimentação frenética, cuja fumaça de incensos se confunde com o tradicional nevoeiro de Hong Kong.

Seja qual for a sua crença, o som intermitente de orações em chinês e a variedade de imagens que cruzam o caminho dos forasteiros são uma das experiências mais cenográficas da viagem.

Conheça as cinco experiências mais impactantes do destino:

1. Ver a Sinfonia das Luzes

Considerada a “maior mostra permanente de luz e som do mundo”, a Sinfonia das Luzes acontece, diariamente, diante do Victoria Harbour, quando mais de 40 edifícios são iluminados em um impressionante show multimídia de sincronização de luzes e música.

Sinfonia de Luzes, apresentação diária sobre o skyline de Hong Kong (foto: Eduardo Vessoni)
Sinfonia de Luzes, apresentação diária sobre o skyline de Hong Kong (foto: Eduardo Vessoni)

As apresentações acontecem às 20 horas.

DICA: O evento é uma das atrações mais concorridas do destino, por isso chegue com pelo menos 30 minutos de antecedência e procure lugar em alguns dos terraços localizados em frente ao porto.


2. Visitar templos

Hong Kong abriga centenas de templos budistas e taoistas espalhados por toda a cidade, muitas vezes localizados ao lado de imensos e modernos edifícios espelhados. Algumas das construções são uma homenagem a Tin Hau, a deusa do mar e protetora dos pescadores.

Um dos templos mais cenográficos é o Man Mo, uma construção de 1847 em tributo a Man, o Deus da Literatura e Mo, o Deus da Guerra.

Interior do Man Mo Temple, templo em tributo aos deuses da Literatura e da Guerra (foto: Eduardo Vessoni)
Interior do Man Mo Temple, templo em tributo aos deuses da Literatura e da Guerra (foto: Eduardo Vessoni)

DICA: Muitos dos templos budistas abrigam restaurantes vegetarianos abertos para o público em geral. Reserve ao menos um de suas refeições nestes estabelecimentos.


3. Observar a cidade do alto

O The Peak é uma das atrações turísticas mais concorridas de Hong Kong. E não é por menos.

Hong Kong vista da torre The Peak (foto: Eduardo Vessoni)
Hong Kong vista da torre The Peak (foto: Eduardo Vessoni)

Com acesso por um bondinho histórico de mais de 120 anos, o local abriga uma plataforma a 396 metros sobre o nível do mar, de onde se tem uma vista de 360º graus da cidade. Dizem que se você só tiver a chance de visitar uma única atração em Hong Kong, o The Peak deve ser a opção.

DICA: Suba no final do dia e vá acompanhando a iluminação noturna sobre os edifícios de Hong Kong.


4. Assistir a uma ópera cantonesa

Ópera cantonesa (foto: Eduardo Vessoni)
Ópera cantonesa (foto: Eduardo Vessoni)

Assim como o chá, a ópera chinesa é um dos maiores ícones dessa cultura milenar declarada Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco. Não é a toa que alguns dizem que a ópera chinesa é uma “forma de arte irrigada pelo chá”.

Com origem na região sul da China, em locais como Guangdong, Hong Kong e Macau, esse gênero musical  se realizava em vilarejos tradicionais como saudação aos deuses e entretenimento.

Cantadas em (melancólica) língua cantonesa, as apresentações podem durar mais de três horas e são protagonizadas por bonecos ou atores.

De 20 de junho a 30 de agosto, Hong Kong sedia o Chinese Opera Festival em sete endereços diferentes. Confira a programação.

DICA: Salvo se você dominar a língua cantonesa, as óperas são incompreensíveis e emocionantes apresentações para os visitantes do lado de cá do planeta. Algumas companhias oferecem, previamente, um programa com uma explicação do enredo em inglês.


5. Caminhar sem rumo pelas ruas

A labiríntica Hong Kong é um convite para se perder, literalmente, entre ruelas e construções históricas.

Um dos endereços mais autênticos é o vilarejo de pescadores Tai O, na Ilha Lantau, cujo acesso se dá com o Ngong Ping 360, um teleférico com 5,7 km de extensão.

Vista de Tai O, vilarejo de pescadores da Ilha de Lantau (foto: Eduardo Vessoni)
Vista de Tai O, vilarejo de pescadores da Ilha de Lantau (foto: Eduardo Vessoni)

A vila abriga o povo Tanka, uma comunidade de pescadores conhecida por suas residências construídas em palafitas sobre as águas da Ilha de Lantau.

DICA: Embora turístico, este tradicional vilarejo não deve ser visitado por viajantes autônomos, uma vez que nem toda a população local fala inglês. Procure visitar a região acompanhado de um guia.


COMO CHEGAR
Prepare-se para uma longa viagem até o outro lado do planeta, cujo trajeto pode levar mais de dois dias.

A rota pela África do Sul, com parada em Joanesburgo e reembarque poucas horas depois, é considerada a mais curta e dura 21 horas.

Saiba mais: www.flysaa.com


Site do turismo de Hong Kong
www.discoverhongkong.com

 

 

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