Começa a temporada de atividades inusitadas na Antártica

Este é o continente mais frio do planeta, cujos termômetros já chegaram a marcar -89º, durante o inverno; recebe rajadas de ventos com velocidades extremas; e está localizado a mil km do Ushuaia, melhor conhecido como o Fim do Mundo.

E ainda assim tem gente que sonha em desembarcar na Antártica, a região mais inóspita do mundo, localizada no extremo sul do planeta.

No último dia 18 de outubro terá início a temporada de cruzeiros antárticos. Segundo dados da Direção Provincial de Portos, a temporada contará com 40 navios turísticos, dos quais 28 partem em direção à Antártica. O período de viagens termina no 1º de abril de 2015, antes do início do inverno (depois disso, nem os pinguins ficam por ali).

Um dos destinos mais populares na região é a Península Antártica, no norte do Continente Branco.

Viagens por canais estreitos, avistamento de icebergs com formas surreais, vida animal exibida (e sem nenhuma cerimônia para se aproximar de forasteiros) e uma rotina diária de atividades como passeios de caiaque, trekking no gelo e camping a céu aberto.

Confira galeria de fotos das atividade turísticas da Antártica que podem ser feitas por viajantes como você:

Para elevar o grau de contato com essa região isolada do planeta, os navios que chegam ao Continente Branco organizam inusitados acampamentos ao ar livre por uma longa e gelada noite (foto: Eduardo Vessoni)
ACAMPAR AO AR LIVRE: Para elevar o grau de contato com essa região isolada do planeta, os navios que chegam ao Continente Branco organizam inusitados acampamentos ao ar livre por uma longa e gelada noite (foto: Eduardo Vessoni)

 

Antártica
VER ANIMAIS DE PERTO (MUITO PERTO): Em locais como Paradise Harbour e a ilha Aitacho, animais se aproximam dos visitantes sem nenhuma cerimônia como focas de weddeel, que dormem bem ao lado do acampamento, e os simpáticos pinguins-gentoo que tendem a transgredir as regras que limitam a distância de cinco metros entre os bichos e os visitantes (foto: Eduardo Vessoni)

 

Em locais como Paradise Harbour e a ilha Aitacho, animais se aproximam dos visitantes sem nenhuma cerimônia como focas de weddeel, que dormem bem ao lado do acampamento, e os simpáticos pinguins-gentoo que tendem a transgredir as regras que limitam a distância de cinco metros entre os bichos e os visitantes (foto: Eduardo Vessoni)
VER ANIMAIS DE PERTO (MUITO PERTO): Em locais como Paradise Harbour e a ilha Aitacho, animais se aproximam dos visitantes sem nenhuma cerimônia como focas de weddeel, que dormem bem ao lado do acampamento, e os simpáticos pinguins-gentoo que tendem a transgredir as regras que limitam a distância de cinco metros entre os bichos e os visitantes (foto: Eduardo Vessoni)

 

A viagem entre o Ushuaia, na Terra do Fogo, e a Península Antártica dura (longas e agitadas) 60 horas sobre a Passagem de Drake (saiba mais) e inclui atividades a bordo como palestras sobre vida animal e experiências ao ar livre como caiaque, mergulho e trekking (foto: Eduardo Vessoni)
NAVEGAR ENTRE BLOCOS DE GELOS CENTENÁRIOS: A viagem entre o Ushuaia, na Terra do Fogo, e a Península Antártica dura (longas e agitadas) 60 horas sobre a Passagem de Drake (saiba mais) e inclui atividades a bordo como palestras sobre vida animal e experiências ao ar livre como caiaque, mergulho e trekking (foto: Eduardo Vessoni)

 

Durante o verão antártico, que vai de novembro a início de abril, a sensação é como a de viver um eterno dia de sol com 24 horas de duração. Na foto, final do dia em Port Lockroy, na Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)
VER O FINAL DO DIA (OU NÃO): Durante o verão antártico, que vai de novembro a início de abril, a sensação é como a de viver um eterno dia de sol com 24 horas de duração. Na foto, final do dia em Port Lockroy, na Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)

 

ENVIAR UM CARTÃO POSTAL: Localizado em Goudier Island, Port Lockroy é uma antiga base militar britânica desativada que abriga um escritório do correio, de onde é possível enviar um cartão-postal para qualquer endereço do planeta por apenas um dólar (e a gente testou o serviço e funciona mesmo) (foto: Eduardo Vessoni)
ENVIAR UM CARTÃO POSTAL: Localizado em Goudier Island, Port Lockroy é uma antiga base militar britânica desativada que abriga um escritório do correio, de onde é possível enviar um cartão-postal para qualquer endereço do planeta por apenas um dólar (e a gente testou o serviço e funciona mesmo) (foto: Eduardo Vessoni)

 

SER ACOMPANHADO POR UM GRUPO DE BALEIAS: Durante a viagem pela Antártica é comum ver grupos de baleias cortando a rota dos navios que singram aquelas águas geladas e calmas. Na região da Península Antártica, por exemplo, é possível avistar espécies como baleias orca e cachalote (foto: Eduardo Vessoni)
SER ACOMPANHADO POR UM GRUPO DE BALEIAS: Durante a viagem pela Antártica é comum ver grupos de baleias cortando a rota dos navios que singram aquelas águas geladas e calmas. Na região da Península Antártica, por exemplo, é possível avistar espécies como baleias orca e cachalote (foto: Eduardo Vessoni)

 

CONHECER UMA ESTAÇÃO DE PESQUISA: Vista da Almirante Brown, base científica argentina, em Paradise Harbour, na Antártica. Conhecida como o ‘continente mais inteligente do mundo’ devido à concentração de estudiosos, a Antártica abriga bases científicas que podem ser visitadas como a chilena General Bernardo O’Higgins e a Base Antártica Brown, da Argentina (foto: Eduardo Vessoni)
CONHECER UMA ESTAÇÃO DE PESQUISA: Vista da Almirante Brown, base científica argentina, em Paradise Harbour, na Antártica. Conhecida como o ‘continente mais inteligente do mundo’ devido à concentração de estudiosos, a Antártica abriga bases científicas que podem ser visitadas como a chilena General Bernardo O’Higgins e a Base Antártica Brown, da Argentina (foto: Eduardo Vessoni)
VER PINGUINS AOS MONTES: Colônia de pinguins em Jougla Point, na Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)
VER PINGUINS AOS MONTES: Colônia de pinguins em Jougla Point, na Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)
VER PINGUINS AOS MONTES: Colônia de pinguins em Jougla Point, na Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)
VER PINGUINS AOS MONTES: Colônia de pinguins em Jougla Point, na Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)

 

VER TÚNEIS DE GELO: Paradise Harbour é um cenário impactante formado pelo reflexo das geleiras sobre as águas calmas e suas formas abstratas que vão se modificando de acordo com o ponto de vista do viajante (foto: Eduardo Vessoni)
VER TÚNEIS DE GELO: Paradise Harbour é um cenário impactante formado pelo reflexo das geleiras sobre as águas calmas e suas formas abstratas que vão se modificando de acordo com o ponto de vista do viajante (foto: Eduardo Vessoni)
DESEMBARCAR EM UM VULCÃO CONGELADO: Deception Island é um dos destinos mais inusitados de toda a Península Antártica. Com acesso por um estreito canal de 150 metros, na baía Foster, a ilha está localizada no interior da cratera congelada de um vulcão (foto: Eduardo Vessoni)
DESEMBARCAR EM UM VULCÃO CONGELADO: Deception Island é um dos destinos mais inusitados de toda a Península Antártica. Com acesso por um estreito canal de 150 metros, na baía Foster, a ilha está localizada no interior da cratera congelada de um vulcão (foto: Eduardo Vessoni)

 

VISITAR UMA COLONIA DE PINGÜINS: A Half Moon Island, uma das ilhas da Península Antártica, abriga colônias de pinguins como o gentooo (na foto acima) e os divertidos pinguins-de-barbicha, cuja penugem lembra uma barba discreta e um capacete militar (foto: Eduardo Vessoni)
VISITAR UMA COLONIA DE PINGÜINS: A Half Moon Island, uma das ilhas da Península Antártica, abriga colônias de pinguins como o gentooo (na foto acima) e os divertidos pinguins-de-barbicha, cuja penugem lembra uma barba discreta e um capacete militar (foto: Eduardo Vessoni)

 

VISITAR UMA COLONIA DE PINGÜINS: Half Moon Island, na Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)
VISITAR UMA COLONIA DE PINGÜINS: Half Moon Island, na Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)

 

FAZER TREKKING NA NEVE: Caminhadas guiadas por guias especializados em explorações de montanhas são algumas das atividades que podem ser feitas em Moon Island, nas ilhas Shetland do Sul, a 120 quilômetros a norte da península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)
FAZER TREKKING NA NEVE: Caminhadas guiadas por guias especializados em explorações de montanhas são algumas das atividades que podem ser feitas em Moon Island, nas ilhas Shetland do Sul, a 120 quilômetros a norte da península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)

 

PRATICAR CAIAQUE: A prática de caiaque é uma das atividades que podem ser feitas em Moon Island, nas ilhas Shetland do Sul, a 120 quilômetros a norte da península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)
PRATICAR CAIAQUE: A prática de caiaque é uma das atividades que podem ser feitas em Moon Island, nas ilhas Shetland do Sul, a 120 quilômetros a norte da península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)

 

SAIBA MAIS
Como chegar: A cidade argentina de Ushuaia, no extremo sul do continente, é a principal porta de entrada para a Antártica, localizada a mil km dali. Dali partem os navios turísticos em direção ao Continente, uma longa viagem de 60 horas que cruza a furiosa Passagem de Drake, corredor oceânico que separa a Antártica da América do Sul, e é conhecida como a zona marítima com as piores condições de navegação do mundo.

Quando ir: De novembro a abril. As viagens duram em média 10 dias (roteiros mais curtos), como os que cobre a Península Antártica.

Quanto custa: A viagem por pessoa começa em US$ 5.500, mas é bastante comum encontrar ofertas com descontos bem interessantes para passageiros que adquirem as passagens de última hora.

Quem leva: www.oceanwide-expeditions.com

*por Eduardo Vessoni

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