Desconhecido do brasileiro, Parque Nacional de Superagui é surpresa do litoral do Paraná

Super… o que? Esta foi a pergunta que eu mais ouvi quando anunciei para os amigos que passaria férias em Superagui, no litoral norte do Paraná.

E é, exatamente, esse desconhecimento que faz o destino ser um dos endereços mais exclusivos em terras do Sul.

Localizado no município de Guaraqueçaba, o Parque Nacional de Superagui abriga quase 34 mil hectares de ilhas, canais, rios e terras continentais como o Vale do Rio dos Patos, além de uma fauna  ameaçada de extinção como o mico-leão-da-cara-preta, papagaio-da-cara-roxa, suçuarana e bugio.

Praia de Superagui, no litoral norte do Paraná (foto: Eduardo Vessoni)
Praia de Superagui, no litoral norte do Paraná (foto: Eduardo Vessoni)

Nesta área declarada Sítio do Patrimônio Natural e Reserva da Biosfera pela UNESCO, carros não entram e o acesso se dá de barco, a partir do porto de Paranaguá, uma longa viagem de três horas em barcos de madeira que cruzam a vizinha mais famosa, a Ilha do Mel.

Em Superagui, tudo segue do mesmo jeito: as ruas estreitas do vilarejo rústico ainda são de areia, construções de madeira pintada em tons coloridos recortam o verde preservado do parque, o fandango dá o ritmo da música tocada nos raros bares do destino, a cataia (a bebida local preparada com uma folha da região) envelhece na garrafa improvisada de cachaça e os raros papagaios-da-cara-roxa da Ilha dos Pinheiros continuam fazendo barulho na hora da revoada do final de tarde.

De resto, só praias desertas e pequenas piscinas naturais se formam nos encontros do rio com o mar.

Confira  as atrações de destino:

BAR AKDOV

(foto: Eduardo Vessoni)
(foto: Eduardo Vessoni)

Esta é uma espécie de balada local, onde locais e visitantes (aos montes em épocas como Reveillon e Carnaval) se espremem ao som de fandango tocado pelos moradores mais tradicionais. Não fosse o cenário natural do lado de fora, poderíamos arriscar que essa é a melhor atração local.

BARRA DO SUPERAGUI

(foto: Eduardo Vessoni)
(foto: Eduardo Vessoni)

O maior vilarejo da ilha serve como base de apoio para os visitantes, onde também se localizam as principais opções de hospedagem. Porém não conte com mais do que alguns poucos restaurantes com cardápio de pouca criatividade, alguns mercadinhos e uma padaria.

PRAIAS DESERTAS

(foto: Eduardo Vessoni)
(foto: Eduardo Vessoni)

São 38 km de praias selvagens que podem ser explorados a pé ou com as bicicletas que são alugadas em quase todas as pousadas de Superagui. A região pode ser visitada com caminhadas de nível moderado por trilhas pela mata com duração de 1h30. Evite-a durante a época de chuva por conta das áreas de alagamento e carregue no repelente contras insetos.

BARRA DA LAGOA

(foto: Eduardo Vessoni)
(foto: Eduardo Vessoni)

Neste encontro do mar com o rio, distante das praias frequentadas pelos visitantes, imensas piscinas naturais de água doce formam oásis a poucos metros do mar. Vá de bicicleta, leve comida para fazer um piquenique por ali mesmo e passe o dia no local.

ILHA DAS PEÇAS

(foto: Eduardo Vessoni)
(foto: Eduardo Vessoni)

Localizada em frente ao píer de acesso ao vilarejo, esta ilha tem grande concentração de botos e abriga uma praia virgem com 7 km de extensão com vista para a Ilha do Mel. Combine com os barqueiros da região o horário da travessia de volta para Superagui.

ILHA DOS PINHEIROS

(foto: Eduardo Vessoni)
(foto: Eduardo Vessoni)

A principal atração desta ilha são as revoadas, no final de tarde, do raro papagaio-da-cara-roxa. Voam em bandos e de forma ruidosa, mas ficam tímidos quando grupos de turistas barulhentos de final de semana (sobretudo nos feriados mais longos) decidem fazer do lugar uma espécie de extensão de algum bar de Superagui.

BARBADOS

(foto: Eduardo Vessoni)
(foto: Eduardo Vessoni)

É neste vilarejo com acesso de barco que os visitantes podem provar as ostras feitas no fogão à lenha e vendidas em bares simples localizados no interior de casinhas locais.

 

4 Comentário

  1. Para quem vai acampar é aconselhável levar comida pois o preço lá é mais caro devido ao isolamento. Se for na alta temporada leve muita água também. Fui em 2016 e por conta da quantidade de turistas não havia água potável. Nessa época há barcos indo e voltando diariamente de Paranaguá, os preços cobrados foram de R$ 30 para barcos e R$ 40 para “voadeiras”, é só chegar no cais e embarcar. O lugar não é tão desconhecido assim, após o carnaval até o ano novo o local recebe poucos visitantes, mas no Réveillon fica bem movimentado. Obs.: os famosos sonhos vendidos na ilha são como bolinhos de chuva grandes recheados com doce de leite.

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