Brasileiros fazem expedição inédita na Antártica

Começou, no último domingo (28 de dezembro), a mais ousada das viagens na Antártica feita por uma equipe de brasileiros.

Financiada pelo MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), a expedição de 1,4 mil km pelo interior do Continente Branco levará quatro pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul para coletar amostras de neve e gelo com o objetivo de gerar dados que avaliem os impactos da ação humana sobre a atmosfera nos últimos 50 anos.

A travessia de três semanas pretende também mapear e preparar o local para a instalação do módulo científico Criosfera 2, estrutura similar ao Criosfera 1, a primeira plataforma brasileira de pesquisas no centro da Antártica.

De Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, o grupo liderado pelo glaciologista Jefferson Simões seguirá até Punta Arenas, na Patagônia Chilena, e de lá seguirá para a geleira Union, em 5 de janeiro, a bordo da aeronave Ilyushin 76, adaptada para pousar em pistas de gelo. A aventura segue por terra, ao longo de 520 km, até o Criosfera 1, de onde partem para outra viagem, de 650 quilômetros, com destino ao monte Johns, região do Criosfera 2.

O retorno deve ocorrer no final de janeiro.

Porém, o gelado Continente Branco não é destino apenas de cientistas.

Pinguins em Aitacho Island, Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)
Pinguins em Aitacho Island, Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)

Anualmente, alguns poucos viajantes desembarcam naquela que é conhecida como a região mais inóspita do mundo, localizada no extremo sul do planeta.

Um dos destinos mais populares na região é a Península Antártica, onde o cardápio de atrações para os visitantes que chegam a desembolsar mais de 10 mil dólares por uma viagem de 12 dias inclui canais estreitos singrados por navios quebra-gelo, icebergs de formações surreais sobre águas calmas de baías paralisantes, centenas de pinguins que parecem saudar, pessoalmente, cada um dos desembarcados, travessias a bordo de caiaque, caminhadas no gelo, mergulhos em icebergs e até um acampamento a céu aberto.

Confira atrações que podem ser visitadas na Antártica

PRATICAR CAIAQUE: A prática de caiaque é uma das atividades que podem ser feitas em Moon Island, nas ilhas Shetland do Sul, a 120 quilômetros a norte da península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)
A prática de caiaque é uma das atividades que podem ser feitas em Moon Island, nas ilhas Shetland do Sul, a 120 quilômetros a norte da península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)

 

FAZER TREKKING NA NEVE: Caminhadas guiadas por guias especializados em explorações de montanhas são algumas das atividades que podem ser feitas em Moon Island, nas ilhas Shetland do Sul, a 120 quilômetros a norte da península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)
Caminhadas guiadas por guias especializados em explorações de montanhas são algumas das atividades que podem ser feitas em Moon Island, nas ilhas Shetland do Sul, a 120 quilômetros a norte da península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)

 

VISITAR UMA COLONIA DE PINGÜINS: Half Moon Island, na Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)
Half Moon Island, na Península Antártica, é um dos locais onde é possível ver colônias de pinguins-gentoo (foto: Eduardo Vessoni)

 

VISITAR UMA COLONIA DE PINGÜINS: A Half Moon Island, uma das ilhas da Península Antártica, abriga colônias de pinguins como o gentooo (na foto acima) e os divertidos pinguins-de-barbicha, cuja penugem lembra uma barba discreta e um capacete militar (foto: Eduardo Vessoni)
A Half Moon Island, uma das ilhas da Península Antártica, abriga colônias de pinguins como o gentooo (na foto acima) e os divertidos pinguins-de-barbicha, cuja penugem lembra uma barba discreta e um capacete militar (foto: Eduardo Vessoni)

 

DESEMBARCAR EM UM VULCÃO CONGELADO: Deception Island é um dos destinos mais inusitados de toda a Península Antártica. Com acesso por um estreito canal de 150 metros, na baía Foster, a ilha está localizada no interior da cratera congelada de um vulcão (foto: Eduardo Vessoni)
Deception Island é um dos destinos mais inusitados de toda a Península Antártica. Com acesso por um estreito canal de 150 metros, na baía Foster, a ilha está localizada no interior da cratera congelada de um vulcão (foto: Eduardo Vessoni)

 

VER TÚNEIS DE GELO: Paradise Harbour é um cenário impactante formado pelo reflexo das geleiras sobre as águas calmas e suas formas abstratas que vão se modificando de acordo com o ponto de vista do viajante (foto: Eduardo Vessoni)
Paradise Harbour é um cenário impactante formado pelo reflexo das geleiras sobre as águas calmas e suas formas abstratas que vão se modificando de acordo com o ponto de vista do viajante (foto: Eduardo Vessoni)

 

VER PINGUINS AOS MONTES: Colônia de pinguins em Jougla Point, na Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)
A colônia de pinguins em Jougla Point é uma das atrações impressionantes da Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)

 

VER PINGUINS AOS MONTES: Colônia de pinguins em Jougla Point, na Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)
Colônia de pinguins em Jougla Point, na Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)

 

CONHECER UMA ESTAÇÃO DE PESQUISA: Vista da Almirante Brown, base científica argentina, em Paradise Harbour, na Antártica. Conhecida como o ‘continente mais inteligente do mundo’ devido à concentração de estudiosos, a Antártica abriga bases científicas que podem ser visitadas como a chilena General Bernardo O’Higgins e a Base Antártica Brown, da Argentina (foto: Eduardo Vessoni)
Vista da Almirante Brown, base científica argentina, em Paradise Harbour, na Antártica. Conhecida como o ‘continente mais inteligente do mundo’ devido à concentração de estudiosos, a Antártica abriga bases científicas que podem ser visitadas como a chilena General Bernardo O’Higgins e a Base Antártica Brown, da Argentina (foto: Eduardo Vessoni)

 

SER ACOMPANHADO POR UM GRUPO DE BALEIAS: Durante a viagem pela Antártica é comum ver grupos de baleias cortando a rota dos navios que singram aquelas águas geladas e calmas. Na região da Península Antártica, por exemplo, é possível avistar espécies como baleias orca e cachalote (foto: Eduardo Vessoni)
: Durante a viagem pela Antártica é comum ver grupos de baleias cortando a rota dos navios que singram aquelas águas geladas e calmas. Na região da Península Antártica, por exemplo, é possível avistar espécies como baleias orca e cachalote (foto: Eduardo Vessoni)

 

ENVIAR UM CARTÃO POSTAL: Localizado em Goudier Island, Port Lockroy é uma antiga base militar britânica desativada que abriga um escritório do correio, de onde é possível enviar um cartão-postal para qualquer endereço do planeta por apenas um dólar (e a gente testou o serviço e funciona mesmo) (foto: Eduardo Vessoni)
Localizado em Goudier Island, Port Lockroy é uma antiga base militar britânica desativada que abriga um escritório do correio, de onde é possível enviar um cartão-postal para qualquer endereço do planeta por apenas um dólar (e a gente testou o serviço e funciona mesmo) (foto: Eduardo Vessoni)

 

Durante o verão antártico, que vai de novembro a início de abril, a sensação é como a de viver um eterno dia de sol com 24 horas de duração. Na foto, final do dia em Port Lockroy, na Península Antártica (foto: Eduardo Vessoni)
Durante o verão antártico, que vai de novembro a início de abril, a sensação é como a de viver um eterno dia de sol com 24 horas de duração. Na foto, final do dia em Port Lockroy, na Península Antártica (foto: Eduardo 
A viagem entre o Ushuaia, na Terra do Fogo, e a Península Antártica dura (longas e agitadas) 60 horas sobre a Passagem de Drake (saiba mais) e inclui atividades a bordo como palestras sobre vida animal e experiências ao ar livre como caiaque, mergulho e trekking (foto: Eduardo Vessoni)
A viagem entre o Ushuaia, na Terra do Fogo, e a Península Antártica dura (longas e agitadas) 60 horas sobre a Passagem de Drake (saiba mais) e inclui atividades a bordo como palestras sobre vida animal e experiências ao ar livre como caiaque, mergulho e trekking (foto: Eduardo Vessoni)

 

Em locais como Paradise Harbour e a ilha Aitacho, animais se aproximam dos visitantes sem nenhuma cerimônia como focas de weddeel, que dormem bem ao lado do acampamento, e os simpáticos pinguins-gentoo que tendem a transgredir as regras que limitam a distância de cinco metros entre os bichos e os visitantes (foto: Eduardo Vessoni)
Em locais como Paradise Harbour e a ilha Aitacho, animais se aproximam dos visitantes sem nenhuma cerimônia como focas de weddeel, que dormem bem ao lado do acampamento, e os simpáticos pinguins-gentoo que tendem a transgredir as regras que limitam a distância de cinco metros entre os bichos e os visitantes (foto: Eduardo Vessoni)

 

Para elevar o grau de contato com essa região isolada do planeta, os navios que chegam ao Continente Branco organizam inusitados acampamentos ao ar livre por uma longa e gelada noite (foto: Eduardo Vessoni)
Para elevar o grau de contato com essa região isolada do planeta, os navios que chegam ao Continente Branco organizam inusitados acampamentos ao ar livre por uma longa e gelada noite. Saiba mais (foto: Eduardo Vessoni)

 

 

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(*fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação)

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