Grupo seminômade da África é destaque da Namíbia

Na Namíbia, na costa oeste da África, o cenário que se abre diante dos olhos parece fruto de alguma alucinação e a mente custa a entender aquela combinação de imagens quase surreais.

De norte a sul, esse país com vistas para o oceano Atlântico é dono de um território capaz de fazer até o mais experiente dos viajantes esfregar os olhos quando paisagens desérticas e selvas lotadas de animais insistem em cruzar o seu caminho.

Seja na esverdeada porção norte do país, onde se encontra o Etosha National Park, uma área verde com mais de 22 mil km² e 100 espécies de mamíferos; ou no alaranjado sul, conhecido pelas dunas de Sossusvlei, a Namíbia é um dos destinos mais impressionantes da região sul do continente africano.

É ali que se encontra uma das últimas populações seminômades da África: os Himba.

Mulheres HImba em Windhoek, capital da Namíbia (foto: Eduardo Vessoni)
Mulheres HImba em Windhoek, capital da Namíbia (foto: Eduardo Vessoni)

Encontrado na região desértica do noroeste da Namíbia e no sul da Angola, esse grupo étnico é conhecido pela tradição de passar na pele e no cabelo uma mistura de ocre vermelho, gordura e resina aromática como forma de proteger a pele contra o sol forte e o clima seco do deserto, além de evitar picadas de mosquitos.

Com uma população atual de cerca de 50 mil pessoas, esses homens e mulheres faziam parte do grupo Herero que migraram da África Oriental, no século 16. Os Himbas permaneceram na região norte de Kaokoland, enquanto os Herero se dirigiram para o sul.

Conheça algumas curiosidades dos hábitos do povo Himba:

⇒ meninos e meninas Himba são identificados com cortes diferenciados de cabelo;

⇒ os meninos têm apenas uma trança virada para trás e as meninas possuem duas tranças caídas sobre o rosto. As garotas Himba, quando chegam à puberdade, usam várias tranças cobertas com a tradicional mistura de ocre;

⇒ as mulheres ainda se vestem de forma tradicional, com apenas uma saia de pele de animal e muitos adereços;

⇒ o colar de conchas mostra a feminilidade das mulheres Himba e o pedaço de couro na cabeça indica o seu estado civil;

⇒ os homens desse grupo podem ter mais de uma esposa e, quando se casam, usam um tecido na cabeça;

⇒ suas casas são construídas com madeira, barro e esterco em volta de um lugar para manter o rebanho e o local do fogo sagrado;

⇒ os homens pastoreiam o rebanho e as mulheres fazem a maior parte dos trabalhos, como trazer água, cuidar das crianças, tirar leite das vacas;

⇒ os Himba vivem da criação de gado, ovelhas e cabras, e as vacas só são abatidas em ocasiões especiais;

⇒ esse grupo étnico se alimenta, basicamente, de mingau de milho e leite com adição de carne de cabra;

⇒ para os Himba, o fogo sagrado reverencia e se comunica com os ancestrais, considerado um local para ocasiões especiais.

Confira galeria de imagens

Mulher Himba, na Namíbia (foto: Marc Veraart/Flickr - Creative Commons)
O colar de conchas mostra a feminilidade das mulheres Himba e o pedaço de couro na cabeça indica o seu estado civil, na Namíbia (foto: Marc Veraart/Flickr – Creative Commons)
Mulher Himba, na Namíbia (foto: Ilan Molcho/Flickr - Creative Commons)
Na cultura Himba, os homens pastoreiam o rebanho e as mulheres fazem a maior parte dos trabalhos, como trazer água, cuidar das crianças e tirar leite das vaca (foto: Ilan Molcho/Flickr – Creative Commons)

 

Mulher Himba, na Namíbia (foto: Ilan Molcho/Flickr - Creative Commons)
As casas dos HImba, na Namíbia, são construídas com madeira, barro e esterco em volta de um lugar para manter o rebanho e o local do fogo sagrado (foto: Ilan Molcho/Flickr – Creative Commons)
Mulher Himba, na Namíbia (foto: David Siu/Flickr - Creative Commons)
Encontrados na região desértica do noroeste da Namíbia e no sul da Angola, os Himba são conhecidos pela tradição de passar na pele e no cabelo uma mistura de ocre vermelho, gordura e resina aromática como forma de proteger a pele contra o sol forte e o clima seco do deserto, na Namíbia (foto: David Siu/Flickr – Creative Commons)

 

Mulher Himba, na Namíbia (foto: Marc Veraart/Flickr - Creative Commons)
O colar de conchas mostra a feminilidade das mulheres Himba e o pedaço de couro na cabeça indica o seu estado civil, na Namíbia (foto: Marc Veraart/Flickr – Creative Commons)

 

Mulher Himba, na Namíbia (foto: Gusjer/Flickr - Creative Commons)
Menina Himba, na Namíbia (foto: Gusjer/Flickr – Creative Commons)

 

Himba, na Namíbia (foto: yannboix/Flickr - Creative Commons)
Garoto Himba, na Namíbia (foto: yannboix/Flickr – Creative Commons)

 

Crianças Himba, na Namíbia (foto: Gusjer/Flickr - Creative Commons)
Os meninos e meninas Himba são identificados com cortes diferenciados de cabelo. Eles têm apenas uma trança virada para trás e as meninas possuem duas tranças caídas sobre o rosto, na Namíbia (foto: Gusjer/Flickr – Creative Commons)

 

Crianças Himba, na Namíbia (foto: Marc Veraart/Flickr - Creative Commons)
Crianças Himba, na Namíbia (foto: Marc Veraart/Flickr – Creative Commons)

 

Crianças Himba, na Namíbia (foto: Voyages Lambert/Flickr - Creative Commons)
Mulher Himba, na Namíbia (foto: Voyages Lambert/Flickr – Creative Commons)

 

Crianças Himba, na Namíbia (foto: Voyages Lambert/Flickr - Creative Commons)
As mulheres Himba ainda se vestem de forma tradicional, com apenas uma saia de pele de animal e muitos adereços, na Namíbia (foto: Voyages Lambert/Flickr – Creative Commons)

VEJA TAMBÉM: Dez experiências em que a geografia é protagonista

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*