Pinturas de mais de 13 mil anos são destaques da Patagônia argentina

Não é de hoje que as terras austrais da Patagônia atraem e fascinam viajantes.

Por aquela geografia gelada rasgada pelas cordilheiras dos Andes já passaram povos nativos como os Tehuelches, expedições de peso como as que levavam figuras históricas como o navegador português Fernão de Magalhães e até Charles Darwin, durante sua clássica viagem ao redor do mundo, a bordo del HMS Beagle.

E foi em uma das inúmeras explorações naquele território distante e inóspito, dono de uma das mais baixas densidades demográficas do mundo, que foi descoberto uma das atrações mais inusitadas de toda a Patagônia argentina.

Conhecidas como Cueva de las Manos, as pinturas rupestres do rio Pinturas, a 116 km da cidade patagônica de Perito Moreno, foram encontradas pelo sacerdote Alberto M. de Agostini, em 1941. E desde então nunca mais deixou de atrair arqueólogos, topógrafos e visitantes curiosos naquele que é considerado um dos  sítios arqueológicos mais importantes da Argentina.

Cueva de las Manos, na Patagônia argentina (foto: Instituto Nacional de Antropología y Pensamiento Latinoamericano/Divulgação)
Cueva de las Manos, na Patagônia argentina (foto: Instituto Nacional de Antropología y Pensamiento Latinoamericano/Divulgação)

Atualmente, a atração tem acesso pela mítica Ruta 40, considerada a maior estrada da Argentina, com 5.224 km de extensão.

Declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco, as pinturas em rochas de uma caverna local foram feitas entre 13.000 e 9.500 a.C., que contam também com representações de espécies da fauna local como guanacos, e serviram como forma de manifestar práticas sociais e recriar paisagens da região.

Segundo estudos realizados desde sua descoberta, aqueles estêncis foram executados com pigmentos minerais naturais, moídos com ferramentas de pedra, e se destacam pelas impressões de mãos esquerdas de ambos sexos, tanto de adultos como de jovens e crianças; e representações de caças a guanacos em fuga.

Cueva de las Manos, na Patagônia argentina (foto: Instituto Nacional de Antropología y Pensamiento Latinoamericano/Divulgação)
Cueva de las Manos, na Patagônia argentina (foto: Instituto Nacional de Antropología y Pensamiento Latinoamericano/Divulgação)

As pinturas da Cueva de las Manos se encontram a, aproximadamente, 88 metros de altura sobre o curso superior do Río Pinturas, em uma caverna de 20 metros de profundidade e com 10 metros de altura. O local é considerado um dos mais importantes registros dos primeiros grupos de caçadores-coletores da América do Sul, segundo a comunidade científica internacional.

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