Rio Grande do Norte: litoral que se exibe para todos

Democrático e exibido, o litoral do Rio Grande do Norte é para todos.

Na costa norte do Brasil, a rústica Galinhos tem praias selvagens e um clima pé na areia capaz de fazer qualquer visitante querer mudar de CEP.

Não muito longe dali, São Miguel do Gostoso, cujo nome já adianta a sensação de ver o Brasil fazer a curva, esportistas se deixam levar pelos convenientes ventos alísios que levam e trazem viajantes de todo o mundo.

Já o sul potiguar é o endereço provisório de jovens de Natal que, nos finais de semana, lotam Pipa e desfilam pela estreita rua de paralelepípedos do centro da cidade.

E assim, entre cenários isolados e destinos descoladinhos, o Rio Grande do Norte é daqueles estados que reúnem todas as possibilidades em um mesmo lugar.

Confira a seleção de destinos no Rio Grande do Norte que são a cara dos próximos meses quentes:

MARACAJAÚ

Localizados a 60 km de Natal, no município de Maxaranguape, os parrachos de Maracajaú são o melhor cenário para a gente achar que desembarcou no Caribe brasileiro.

Suas rasas piscinas naturais de águas transparentes ficam a 7 km da praia e permitem ao visitante nadar entre arrecifes de corais que aparecem de acordo com a maré, dando origem a um cordão de 13 km².

Vista aérea dos parrachos de Maracajaú, no litoral do Rio Grande do Norte (foto: Corais de Maracajaú/Divulgação)
Vista aérea dos parrachos de Maracajaú, no litoral do Rio Grande do Norte (foto: Corais de Maracajaú/Divulgação)

No local é possível também praticar snorkeling e mergulho autônomo com cilindro, mesmo quem não conta com certificação.

A viagem até o local é realizada a bordo de catamarãs, de onde os visitantes desembarcam para acessar o ponto de apoio que funciona em uma balsa flutuante de dois andares equipada com bar. SAIBA MAIS

LEIA TAMBÉM: “Maracajaú: piscinas em alto mar, no litoral do Rio Grande do Norte”

SÃO MIGUEL DO GOSTOSO

Em São Miguel do Gostoso quem dita o ritmo da viagem é o vento.

Com constantes deslocamentos de ar que dobram a esquina onde o litoral do Brasil faz a curva, o destino é considerado um dos melhores pontos do mundo para prática de kite e windsurf, cuja temporada vai de setembro a março.

São Miguel do Gostoso, Rio Grande do Norte, Brasil
Aulas de esportes náuticos, inusitados passeios a cavalo na areia e até prática de Stand Up Paddle na lagoa são algumas das atividades e São Miguel do Gostoso (foto: Eduardo Vessoni)

Aulas de esportes náuticos no mar, inusitados passeios a cavalo na areia da praia e até prática de Stand Up Paddle na lagoa da Pousada Mar de Estrelas são algumas das atividades mais comuns desse antigo vilarejo de pescadores, localizado a 120 km de Natal.

Porém antes de deixar Gostoso, cujo nome já começa a fazer sentido até para o mais urbano dos visitantes, não deixe de esticar até a vizinha Tourinhos para ver o pôr do sol nessa praia em forma de fenda que abriga uma baía para banho em águas calmas, ao lado de dunas petrificadas.

Final de tarde em Tourinhos, ao lado de São Miguel do Gostoso (foto: Eduardo Vessoni)
Final de tarde em Tourinhos, ao lado de São Miguel do Gostoso (foto: Eduardo Vessoni)

LEIA TAMBÉM: “Rio Grande do Norte: a terra do pôr do sol”

GALOS/GALINHOS

Dizem que é nesse destino da costa norte do estado que o mar encontra o sertão e onde o sertão vira mar.

Isolados em uma península estreita, entre as águas mansas do rio Aratuá e o mar, Galos e Galinhos são destinos da região oeste potiguar que abrigam uma geografia exagerada que conseguiu reunir em um mesmo endereço a típica vegetação da caatinga, dunas móveis, falésias, mangue, imensas salinas e extensas faixas isoladas de areia (ou em outras palavras, praias desertas só para você).

foto: Eduardo Vessoni
Praia do Farol, em Galinhos (foto: Eduardo Vessoni)

O destino não tem acesso para carros (exceto os 4×4), que devem ficar estacionados em um estacionamento em Pratagil, de onde saem as embarcações de madeira que levam os visitantes até a península.

Basta desembarcar naquela península, a quase 170 km de Natal, para um vilarejo rústico de pescadores se exibir bem diante dos olhos.

Pôr do sol na Duna do André, em Galinhos (foto: Eduardo Vessoni)
Pôr do sol na Duna do André, em Galinhos (foto: Eduardo Vessoni)

E já estamos sabendo que a única pousada em Galos, vilarejo pé-na-areia com apenas 400 habitantes, ainda tem lugar para passar o Reveillon, em um dos seus únicos 10 quartos, de onde se vê sobe e desce sem pressa do rio Aratuá, em um movimento de maré preguiçosa que arrasta barquinhos de madeira pra longe e os traz de volta, no final do dia. SAIBA MAIS

LEIA TAMBÉM: “O dia em que o Tubarão fez o almoço do pirata”

PIPA

Definitivamente, Pipa é o destino potiguar mais recomendado para os baladeiros de plantão, nem que seja só para caminhar pela fervida (e estreita) via de paralelepípedos do centro da cidade, a rua Baía dos Golfinhos.

Localizado a quase 90 km ao sul de Natal, o município de Tibau do Sul surgiu como destino dos viajantes alternativos, nos anos 70, e hoje abriga algumas das praias mais famosas do litoral nordestino.

Praia do Amor vista do Chapadão, em Pipa (foto: Eduardo Vessoni)
Praia do Amor vista do Chapadão, em Pipa (foto: Eduardo Vessoni)

É só circular pelo centrinho dessa cidade localizada sobre falésias para o visitante se dar conta de que o espírito Flower Power ainda resiste por ali, embora hoje em dia com um excessivo toque do estilo hippie chique, materializado em forma de boutiques e restaurantes com preços elevados que, de longe, lembram os anos do “paz e amor” da sociedade alternativa.

Mas, certamente, você não vai cruzar o extremo do Nordeste brasileiro para se perder em lojas de marcas famosas.

Em Pipa, o melhor fica do lado de fora e é de graça: falésias, praias de águas calmas recortadas por piscinas naturais e trechos preservados de Mata Atlântica são alguns dos atrativos naturais da região.

SAIBA MAIS
Site oficial do turismo do Rio Grande do Norte
www.natalbrasil.tur.br

 

1 Comentário

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*