10 motivos para conhecer o Chile

Dono de uma das geografias mais extremas do continente, o Chile abriga uma sequência de paisagens que vai da fria e isolada Patagônia ao norte árido do país, onde o Atacama é o principal cartão postal.

É justamente essa variedade de cenários naturais que atrai viajantes de estilos tão diferentes, naquelas estreitas terras espremidas, entre as cordilheiras dos Andes e o oceano Pacífico.

Com uma superfície continental de mais de 756 mil km², o Chile conta com experiências únicas na América do Sul como travessia de lagos andinos, hotéis localizados em endereços isolados, tours astronômicos no deserto e até trilhas entre algumas das estátuas mais misteriosas do planeta.

⇒ MIRANTE MAIS ALTO DA AMÉRICA DO SUL

foto: Sky Costanera/Divulgação
foto: Sky Costanera/Divulgação

Em Santiago, capital chilena, o mirante Sky Costanera fica a 300 metros de altura, no shopping Costanera Center e conta com vista de 360° da cidade.

No 61º piso do edifício, a 253 metros de altura, fica um mirante fechado, de onde se tem vista das atrações turísticas mais famosas da capital chilena. No andar seguinte, a 263 metros de altura, está o mirante a céu aberto, equipado com binóculos de longo alcance que auxiliam na identificação dos centros de esqui da cordilheira dos Andes, na direção leste, e do Templo Votivo de Maipú, a oeste.

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“Mirante mais alto da América do Sul é inaugurado no Chile”

⇒ TRAVESSIA DOS LAGOS ANDINOS

foto: Cruce Andino/Divulgação
foto: Cruce Andino/Divulgação

Em 1913, o suíço Ricardo Roth,  foi responsável pelo primeiro cruzamento com fins turísticos na região, criando a Travessia dos Lagos, uma viagem de sete etapas (lacustres e terrestres), que dura até dois dias.

A viagem começa a mais de mil km de Santiago, em Porto Varas, passa por Porto Montt, capital da Região dos Lagos, e segue em ritmo lento por uma sequência única de paisagens que inclui lagos de origem glacial, vulcões adormecidos de picos nevados, florestas centenárias, povoados minúsculos e bosques de lengas e alerces andinos, até Bariloche, na Argentina.

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⇒ PATAGÔNIA CHILENA

Escalada no glacial Grey, na Pataônia Chilena (foto: Davidlohr Bueso/Flickr-Creative Commons)
Escalada no glacial Grey, na Patagônia Chilena (foto: Davidlohr Bueso/Flickr-Creative Commons)

O Chile abriga a menor parte patagônica do continente, com 240 mil km², isolada e inóspita, com densidade demográfica de um habitante por km². A geografia local é conhecida pela abundância de áreas verdes e mais arborizadas, e permite navegação pela terceira maior extensão de gelo continental do mundo, uma área de 21 mil km² que inclui atrativos como o Parque Nacional Laguna San Rafael e o glaciar Exploradores, nos Campos de Gelo Norte.

Na Patagônia chilena, a vida animal é mais presente e pode ser vista com facilidade, mesmo na beira de estradas ou ao longo das diversas trilhas disponíveis. Apesar de  não ser tão estruturada quanto à vizinha Agentina para receber turistas, é uma versão mais selvagem e exótica da Patagônia.

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⇒ HOTEL COM VISTA PARA TORRES DEL PAINE

Vista do terraço do Tierra Patagonia (foto: Morten Andersen/Divulgação)
Vista do terraço do Tierra Patagonia (foto: Morten Andersen/Divulgação)

Na Patagônia chilena, o hotel Tierra Patagonia, a 25 km do Parque Nacional Torres del Paine, vai muito além do conceito de hospedagem.

Das janelas dos quartos é possível admirar os famosos maciços rochosos de origem glacial que colocaram a província de Última Esperanza na rota dos destinos mais cobiçados dos viajantes de alma aventureira, em território sul-americano.

O estabelecimento foi eleito pela revista Condé Nast Traveler “um dos melhores novos hotéis” e foi o único estabelecimento do continente a ser premiado no Design Awards,promovido pela revista Travel+Leisure, tendo recebido o título de “Melhor Resort”.

Entre as atrações do hotel, cuja arquitetura foi inspirada nas formas criadas pelo vento, estão as janelas voltadas para a Patagônia, excursões pela região e gastronomia com elementos locais.

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⇒ PUYUHUAPI

Vista do Puyuhuapi Lodge & Spa, em Puyuhuapi, na Patagônia chilena (foto: Eduardo Vessoni)
Vista do Puyuhuapi Lodge & Spa, em Puyuhuapi, na Patagônia chilena (foto: Eduardo Vessoni)

Próximo a Carretera Austral, uma estrada que liga a Região dos Lagos ao extremo sul chileno, fica o pequeno vilarejo de Puyuhuapi, na Patagônia Chilena. Criado em 1930, possui pouco mais de 500 habitantes, que vivem ao redor das águas marinhas que alimentam o canal que deu nome ao povoado.

As vias de acesso são tranquilos canais que formam os fiordes locais e as atrações da região são trilhas pelo Parque Nacional Queulat, glaciais suspensos como o Ventisqueiro Colgante e as termas locais, piscinas ao ar livre com águas até 40º.

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⇒ FIORDES AUSTRAIS

Vista de glacial durante navegação pelos fiordes do Chile (foto: Eduardo Vessoni)
Vista de glacial durante navegação pelos fiordes do Chile
(foto: Eduardo Vessoni)

Navegando pelos gelados canais e fiordes da Patagônia, um navio sem luxos faz sucesso há mais de 50 anos. A paisagem é motivo suficiente para atrair, durante o ano inteiro, um grupo exclusivo de viajantes, principalmente, europeus e alguns latinos que procuram experiências de viagem que não costumam aparecer nas opções de turismo em terras austrais.

O roteiro inclui imensas montanhas nevadas, glaciais, observação de animais marinhos e um visual único do território do Chile, durante o percurso que tem 1.500 km, até Porto Montt.

Sem a programação tradicional de cruzeiros, o navio tem breves aulas de glaciologia e estudo da fauna patagônica. Os dois únicos navios que cruzam os canais da Patagônia chilena saem semanalmente e são o único meio de transporte marítimo para mercadorias entre os pequenos vilarejos. SAIBA MAIS

⇒ DESERTO DO ATACAMA

Valle de la Luna, no Atacama (foto: Eduardo Vessoni)
Valle de la Luna, no Atacama (foto: Eduardo Vessoni)

Dono do território mais árido do planeta, o Atacama está localizado na região norte do Chile, até a fronteira com o Peru, e é o tipo de lugar que vale a pena ser visitado em várias viagens, em diferentes épocas do ano.

Entre as atrações imperdíveis, estão o povoado de San Pedro do Atacama, que fica a 1.000 km de Santiago, com construções de adobe e o típico colorido andino; os Vales da Lua e da Morte, formados por dunas de areia e esculturas rochosas naturais; o Salar do Atacama, um impressionante deserto de rochas de sal que rodeia lagoas; a Aldea de Tulor, uma aldeia arqueológica e gêiser e lagoas a mais de 4 mil metros de altitude, entre outros locais que valem a viagem. SAIBA MAIS

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⇒ TOURS ASTRONÔMICOS

Vista da área de observação astronômica no Atacama, no norte do Chile (foto: Eduardo Vessoni)
Vista da área de observação astronômica no Atacama, no norte do Chile (foto: Eduardo Vessoni)

Os céus do Chile são conhecidos mundialmente por sua nitidez, com condições climáticas que garantem 300 noites de céu aberto por ano, e podem ser vislumbrados em diversos pontos do país, a partir de observatórios abertos para visita.

A 20 minutos de Santiago, está o Observatório Astronômico Andino que realiza visita noturnas em uma cúpula com três telescópios e um terraço de observação.

Em San Pedro de Atacama, o Space ensina os astrônomos de primeira viagem a observarem o céu a olho nu e até a lerem um mapa, com tours de 2h30 de duração e direito a chocolate quente.

Além desses, outros lugares para observar o céu são Paranal, ao sul de Antofagasta, Cerro Tololo a Oeste de La Serena e Combarbalá, a 293 km de Viña del Mar. SAIBA MAIS

⇒ VULCÕES

Vulcão Osorno (foto: Eduardo Vessoni)
Vulcão Osorno (foto: Eduardo Vessoni)

O Chile abriga mais de dois mil vulcões,  dos quais mais de 500 são ativos. Aproximadamente, 80 deles contam com registro eruptivo nos últimos 450 anos.

Os vulcões Villarrica e Llaima, considerados os mais ativos da América do Sul se encontram em território chileno. O primeiro, que fica na região de Pucón, entrou em erupção em março do ano passado. Além desses, outros vulcões famosos (e visitados) da região são Liancabur, na fronteira com a Bolívia; Osorno, na região de Porto Varas; e Ranu Kao, na distante Ilha de Páscoa. SAIBA MAIS

⇒ ILHA DE PÁSCOA

10) VER OS CENTROS CERIMONIAIS: Tongariki, na baía Haga Nui, é a maior plataforma funerária de Rapa Nui e abriga uma sequência de 15 moais (foto: Eduardo Vessoni)
Centros Cerimoniais Tongariki, na baía Haga Nui, é a maior plataforma funerária de Rapa Nui e abriga uma sequência de 15 moais (foto: Eduardo Vessoni)

No Oceano Pacífico, a 3.700 km da costa do Chile, se localiza a Ilha de Páscoa, que é o local mais distante de qualquer lugar habitado do mundo e uma das três extremidades do triângulo imaginário formado por Nova Zelândia e Havaí.

O cartão postal do destino são as belas e misteriosas esculturas feitas de rocha vulcânica, estátuas gigantes que ficam no  “umbigo do mundo”, segundo o idioma local.

Mas, além dos moais, há muitas outras atrações: cavernas abertas ao público, trilha pelo território de Maunga Terevaka, mergulhos em ilhotas e praias de água esverdeada, como Anakema e Pea. SAIBA MAIS

Site oficial do turismo do Chile
www.chile.travel

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