Atrações de água doce são alternativas no litoral de Florianópolis

Lagoa da Conceição (foto: Eduardo Vessoni)
Lagoa da Conceição (foto: Eduardo Vessoni)

Em plena temporada de verão, a capital de Santa Catarina não tem boas notícias para os banhistas.

Segundo informou o jornal O Estado de São Paulo, na edição do último domingo (17 de janeiro), as praias do norte de Florianópolis, como Canasvieiras, dos Ingleses e Ponta das Canas, apresentam contaminação da água por conta do lançamento de esgoto no mar, causando surto de virose e esvaziamento de pousadas.

Ainda segundo a reportagem, o relatório de balneabilidade apontou que, das 42 praias do destino, mais da metade apresenta pontos impróprios para banhos de mar.

Mas como nesse cobiçado destino do Sul do Brasil a água é protagonista, listamos outras atrações de Florianópolis para visitantes se refrescarem nos dias quentes de verão.

Considerada um dos mais famosos cenário de Floripa, a Lagoa da Conceição, no centro geográfico da Ilha de Santa Catarina, oferece opções de atividades náuticas como SUP, vela, caiaque e kite ou windsurfe, estimulados por suas águas calmas e de pouca profundidade.

Para vê-la do alto, vá até algum dos mirantes que se debruçam sobre essa lagoa de 15 km² , rodeada por montanhas, como o Ponto de Vista, entre a Praia Mole e a Barra da Lagoa. O local, que abriga também um restaurante, tem vista para a avenida das Rendeiras, dunas da Joaquina e Morro da Conceição.

Lagoa da Conceção, a partir do mirante Ponto de Vista, na costa leste de Florianópolis (foto: Eduardo Vessoni)
Lagoa da Conceção, a partir do mirante Ponto de Vista, na costa leste de Florianópolis (foto: Eduardo Vessoni)

Outra alternativa é o belo Canal da Lagoa, a única ligação entre o mar e a Lagoa da Conceição. Com um percurso de 3 km, o canal ainda vê pescadores lançarem redes em suas águas e esportistas praticarem atividades em caiaques ou em pranchas de Stand Up Paddle, bem ao lado da Praia da Barra da Lagoa.

É dali que parte a trilha em direção à praia da Galheta, endereço dos naturistas.

Famoso pela pesca de tainha, durante a temporada que vai de maio a julho, o Canal da Barra é conhecido pelos restaurantes de frutos do mar.

Canal da Lagoa (foto: Eduardo Vessoni)
Canal da Lagoa (foto: Eduardo Vessoni)

A costa leste da ilha de Santa Catarina abriga também o Parque Estadual do Rio Vermelho, uma área de 1.532 hectares que preserva amostras de Mata Atlântica e abriga a piscina natural do Terminal Lacustre do Rio Vermelho com águas cristalinas e tranquilas, ideais para famílias.

Tombada como Área de Preservação Cultural e considerada um dos últimos redutos da cultura açoriana, a região é ponto de partida das embarcações que cruzam aquelas águas até a Costa da Lagoa, uma viagem de, aproximadamente, 10 minutos, até os restaurantes que vendem sequências de camarões, na Lagoa da Conceição.

Parque Estadual do Rio Vernelho (foto: Eduardo Vessoni)
Parque Estadual do Rio Vernelho (foto: Eduardo Vessoni)
Terminal Lacustre do Rio Vermelho (foto: Eduardo Vessoni)
Terminal Lacustre do Rio Vermelho (foto: Eduardo Vessoni)

Já o sul da ilha abriga um dos cenários mais improváveis para aquelas terras que fizeram do mar sua principal atração. Localizada a 24 do centro, próximo às praias da Armação e Pântano do Sul, a Lagoa do Peri fica em um parque municipal de 20 km² e abriga um espelho d’água com 5 km de extensão, rodeada por um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica.

O local é considerado a maior lagoa de água doce da costa de Santa Catarina e é uma das poucas do Brasil a contar com a certificação Bandeira Azul.

Lagoa do Peri (foto: Eduardo Vessoni)
Lagoa do Peri (foto: Eduardo Vessoni)

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Água salgada com história (e sem muvuca)
Voltada para o continente, em águas protegidas do Mar de Dentro, a vila de Santo Antônio de Lisboa segue alheia à muvuca de endereços mais populares de Floripa e preserva o casario europeu da época em que foi ocupada por portugueses açorianos.

Declarada a primeira vila da cidade e dona da primeira rua a contar com calçamento, em todo o estado, devido à visita do imperador do Brasil, Dom Pedro II, em outubro de 1845, a atração (de água salgada, diga-se de passagem) é conhecida pela pequena praia interna usada para prática de esportes náuticos como caiaque e SUP, e pelos bares de cerveja artesanal, com vista para o mar e a cidade, na Baía do Norte.

Santo Antonio de Lisboa (foto: Eduardo Vessoni)
Santo Antonio de Lisboa (foto: Eduardo Vessoni)

Na Baía Sul, a histórica e gastronômica Ribeirão da Ilha é outro destino que foge do mais óbvio de Floripa.

Localizado a 27 km do centro, esse bairro preserva casario açoriano que começou a ser erguido, a partir do século 18, e ganhou fama nacional com a produção de ostras criadas em fazendas marinhas locais, responsável por mais de 70% da produção desses moluscos em toda Florianópolis.

Essa praia interna da Baía Sul se caracteriza por suas faixas de areia grossa e mar tranquilo.

Casario de Ribeirão da Ilha (foto: Eduardo Vessoni)
Casario de Ribeirão da Ilha (foto: Eduardo Vessoni)

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imagem: Secretaria Municipal de Turismo da Prefeitura de Florianópolis
imagem: Secretaria Municipal de Turismo da Prefeitura de Florianópolis
SAIBA MAIS
Site oficial do turismo de Santa Catarina
www.turismo.sc.gov.br

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