10 experiências únicas para o verão no Nordeste

Não tem combinação melhor do que verão e Nordeste. É nessa época que o mar se estende para banhistas, mostra sua melhor visibilidade e suas águas se acalmam e variam nos tons.

Em estados como Bahia, Alagoas e Rio Grande do Norte, só para citar algumas opções de destinos na região, dá para se banhar entre dunas ou em rios (para os menos apegados ao sal), navegar em piscinas naturais, ser o único em extensas e isoladas faixas de areia e fazer atividades físicas como aulas de SUP, de mergulho ou até pedalar.

De acordo com o Estudo Sondagem do Consumidor – Intenção de Viagem, divulgado, recentemente, pelo Ministério do Turismo, os destinos nacionais deverão ser a escolha de cerca de 9 em cada 10 brasileiros nas próximas viagens, incluindo as férias de verão e o carnaval.

Segundo a pesquisa, 86,4% dos entrevistados afirmaram que pretendem conhecer mais o Brasil, em 2016, cujas regiões mais procuradas são o Nordeste e Sudeste, 36,9% e 36,8%, respectivamente. O Sul vem na terceira posição das intenções de viagem (17,3%), seguido do Centro-Oeste (6,4%) e do Norte (2,6%).

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O Viagem em Pauta selecionou algumas experiências únicas no Nordeste, entre tantas outras possíveis no litoral mais cobiçado do Brasil.

Nadar em um rio da Bahia

Rio dos Frades, entre Trancoso e a Praia do Espelho, no sul da Bahia (foto: Eduardo VESSONI)
Rio dos Frades, entre Trancoso e a Praia do Espelho, no sul da Bahia (foto: Eduardo VESSONI)

Tarefa nada penosa, em se tratando de Bahia. Mas a nossa última empreitada no assunto foi em dezembro, em um roteiro de bicicleta pelo sul do estado.

Localizado entre Trancoso e a Praia do Espelho, o rio dos Frades é um ponto isolado, frequentado apenas por pescadores locais. Ali, é você e mais quem você quiser (e só). Em dias de maré cheia, e caso você siga mais ao sul, em direção à Praia do Espelho, é necessário contratar um dos barquinhos dos moradores locais para cruzar o rio.

Pedalar no sul da Bahia

Rio dos Frades, atração natural da travessia de bicicleta, entre Trancoso e a Praia do Espelho (foto: Eduardo Vessoni)
Rio dos Frades, atração natural da travessia de bicicleta, entre Trancoso e a Praia do Espelho (foto: Eduardo Vessoni)

É em certas praias isoladas do litoral sul da Bahia, onde carros não entram e banhistas só chegam com certo esforço, que acontecem as travessias em bike, entre Porto Seguro e Caraíva, uma viagem de quase 50 km que combina ciclismo e caminhada, em um reoteiro de três dias, passando por endereços como Trancoso e Praia do Espelho.

Prepare-se para encontrar extensas faixas de areia onde você e seu guia serão os únicos; piscinas naturais que emergem bem na beira da praia, durante a maré preguiçosa; falésias imponentes que se erguem sobre nossas cabeças, como se espiassem o mar ali em frente; e uma sequência de outros cenários que só podem ser vistos por quem chega a pé ou de bicicleta.

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Navegar na Praia do Marceneiro, em Alagoas

Piscinas naturais da Praia do Marceneiro, em Alagoas (foto: Eduardo Vessoni)
Piscinas naturais da Praia do Marceneiro, em Alagoas (foto: Eduardo Vessoni)

Localizada em Passo de Camaragibe, município da Rota Ecológica, no litoral norte do estado, essa praia é daqueles lugares para você se sentir único (no sentido mais literal da expressão).

Com vizinhos de peso como a Praia do Patacho e São Miguel dos Milagres, a Praia de Marceneiro é a versão menos badalada da rota e onde acontecem experiências como a navegação entre corais e piscinas naturais; e banhos no encontro da foz do rio Camaragibe e a Praia do Morro.

Fazer snorkel nas piscinas naturais de Maragogi

foto: Eduardo Vessoni
foto: Eduardo Vessoni

Vamos direto ao assunto: depois de Maceió, Maragogi é considerado o segundo destino turístico mais visitado de Alagoas; seu mar possui uma das melhores visibilidades do Nordeste, atrás apenas de Fernando de Noronha; e por ali passa a segunda maior sequência de corais do planeta.

Nas galés, como são chamadas as piscinas naturais locais, é possível realizar snorkel (leve seu próprio equipamento para não ter que alugá-lo no barco) ou fazer mergulhos conduzidos, uma viagem aquática que permite a amadores realizar um passeio com cilindro.

Não precisa certificação especial, nem experiência. Basta seguir atento às instruções dos monitores, fazer os primeiros ensaios e se deixar ser conduzido a até 5 metros de profundidade, onde é possível avistar mais de 15 espécies de peixes e quatro tipos de corais.

Conhecer Coqueirinhos, na Paraíba

Praia de Coqueirinho, em Conde, na Paraíba (foto: Eduardo Vessoni)
Praia de Coqueirinho, em Conde, na Paraíba (foto: Eduardo Vessoni)

Essa baía em forma de ferradura, no sul do estado, tem cenário com falésias e coqueiral denso, em Conde.

Passada a muvuca da área mais lotada de banhistas por conta de suas águas protegidas, siga para o norte da praia, em direção aos coqueirais que deitam sobre o mar. A experiência se completa com uma área típica de cânion, no extremo direito da praia, e plataforma natural que serve como mirante para ver Coqueirinho do alto.

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Ir a praias desertas da Paraíba

Vista aérea da Barra de Camaratuba, em Mataraca, a 110 km de João Pessoa (foto: Cacio Murilo/PBTur)
Vista aérea da Barra de Camaratuba, em Mataraca, a 110 km de João Pessoa (foto: Cacio Murilo/PBTur)

Com um litoral de apenas 130 km de extensão, esse estado tem faixas de areia para todos as gostos. De praias de rio, em Cabedelo, próximo da capital João Pessoa, a endereços isolados do norte da Paraíba.

Localizada em Mataraca, o último município do estado, a Barra de Camaratuba tem 13 km de praia de mar aberto e trilha até mangues e lagoas. A região abriga a praia da Baía da Traição, considerada a última reserva de índios Potiguar.

Fazer uma aula de SUP, em São Miguel do Gostoso

foto: Eduardo Vessoni
foto: Eduardo Vessoni

Conhecido como um dos melhores endereços do mundo para a prática de wind e kitesurfe, esse destino a 120 km de Natal aproveita os bons ventos para oferecer aulas de Stand Up Paddle que acontecem em lagos e no mar (para os iniciados).

Um dos endereços mais famosos para aprender a remar sobre um prancha é a Ponta do Santo Cristo, praia com grande concentração de esportistas. SAIBA MAIS

Tomar banhos entre dunas de Galinhos, no Rio Grande do Norte

Final de tarde sobre a Duna do André, um dos clássicos da região de Galinhos (foto: Eduardo Vessoni)
Final de tarde sobre a Duna do André, um dos clássicos da região de Galinhos (foto: Eduardo Vessoni)

Galinhos e o vizinho distrito de Galos ficam em uma península estreita de 500 metros de largura e vira ilha quando a maré enche. E a sensação é de que você será sempre o único a pisar os pés por ali, cuja população é de 400 pessoas, em Galos, e 1.200, em Galinhos.

Devido aos altos níveis de salinidade e mar agitado, as praias locais nem sempre animam os visitantes. Mas isso não importa quando lagoas azuladas de águas mornas se formam entre dunas, como a exibida Duna do Capim, atrativo que serve para banhos de água doce, durante os passeios de bugue.

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Ir, por fim, a Fernando de Noronha

foto: Eduardo Vessoni
foto: Eduardo Vessoni

Visitar o paraíso na Terra tem seu preço. E em Fernando de Noronha, os custos são bem altos, diga-se de passagem.

Mas esse arquipélago a pouco mais de uma hora do continente é democrático, assim como as dezenas de praias e baías para todos os estilos de banhistas, e oferece opções para todos os bolsos. É possível, sim, desembarcar naquelas terras exibidas sem estourar o orçamento.

Dá para comer onde almoçam os instrutores de mergulho, ficar na casa de um local e até complementar os passeios (obrigatoriamente, pagos) com experiências gratuitas como a captura intencional de tartarugas ou, simplesmente, fazer de seu escritório qualquer faixa de areia, durante uma tarde.

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Mergulhar em Noronha

foto: All Angle/Andreza dos Santos
foto: All Angle/Andreza dos Santos

Mais do que riqueza em biodiversidade marinha, Noronha fascina pelos cenários com fundos de pedra e de areia, pequenas cavernas e uma fauna exibida.

E é ali, entre golfinhos, raias-chita, tubarões lixa e tartarugas-de-pente, que aspirantes a mergulhador fazem batismo ou se certificam para a prática de mergulho autônomo, em um dos mares mais cobiçados do litoral brasileiro.

Localizado a 545 km de Recife, Fernando de Noronha é um arquipélago oceânico que emerge do fundo do Atlântico, cuja distância do litoral e a ausência de águas de rios e seus sedimentos garantem a esse destino pernambucano uma das melhores visibilidades do Brasil, podendo chegar a 50 metros de profundidade.

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