Morto há quase duas décadas, Chico Science é homenageado no Galo da Madrugada

foto: Galo da Madrugada/Divulgação
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Declarado o maior bloco de Carnaval do planeta, segundo o Livro dos Recordes, o Galo da Madrugada faz voos mais altos e, em 2016, homenageia um dos filhos mais ilustres de Recife: Francisco de Assis França, mais conhecido como Chico Science.

Morto em um acidente de carro, em 2007, o cantor e compositor da banda Nação Zumbi será tema do 39º desfile pelas ruas de Recife, sob o tema “Galo, Frevo e Manguebeat – Homenagem a Chico Science”.

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“É um reconhecimento à genialidade, à capacidade inovadora e à ousadia que Chico Science, assim como seus parceiros, teve ao unir uma diversidade de culturas e ritmos”, descreve Rômulo Meneses, presidente da agremiação. Para Meneses, o movimento manguebat que surgiu na capital de Pernambuco, nos anos 90, “promoveu a interação da cultura popular nordestina com o pop mundial, mesclando ritmos tipicamente nossos como – frevo, coco, embolada, maracatus e ciranda -, com outros como rap, rock, funk e soul”.

Gratuito e com cerca de 30 trios ao longo do trajeto, o evento tem concentração dos foliões ainda na madrugada da sexta-feira para o sábado, conhecido como ‘Sábado de Zé Pereira’, e sai ao amanhecer, anunciando a abertura oficial do carnaval de Recife.

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MANGUEBEAT
Criado no Recife nos anos 1990, esse estilo musical inovador teve seu nome criado da junção das palavras mangue e beat (‘batida, em português, e também uma referência à linguagem dos códigos binários utilizados na informática).

De uma mistura de rock, hip-hop e música eletrônica, o Manguebeat, cujo símbolo são os caranguejos dos manguezais, surgiu para ser uma música de contestação, para protestar sobre o descaso sofrido pela cultura pernambucana, da desigualdade entre as pessoas e também sobre o abandono sofrido pelo mangue em Pernambuco.

Além de Science, outros idealizadores levaram esse ritmo para o resto do Brasil e o do mundo, como Fred Zero Quatro, Renato L, Mabuse e Héder Aragão. Somaram-se a eles Jorge Du Peixe, Pupilo, Lúcio Maia, Toca Ogan, Gilmar Bola 8, Otto, entre outros.

A proposta de toda aquela gente engajada era desorganizar a música brasileira, misturar tendências e, logo, reorganizá-la, como bem lembra a letra de “Da Lama ao Caos”, disco simbólico para o movimento. Mesmo depois da morte de Chico Science, o movimento continua vivo e forte, sempre ligado ao seu papel social e representado por bandas como Mundo Livre S/A, Nação Zumbi, Sheik Tosado e Eddie.

(*com informações do Galo da Madrugada)

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SAIBA MAIS
Galo da Madrugada
6 de fevereiro, às 9h
www.galodamadrugada.org.br
(*com informações do Galo da Madrugada)

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