Parques Nacionais pouco conhecidos pelos brasileiros

Parques Nacionais são unidades de conservação criados para proteger um determinado bioma, além de sua fauna e flora.

E no Brasil, isso significa falar de áreas com mais de 400 ilhas, como o arquipélago fluvial de Anavilhanas; caverna com acesso por teleférico (Ceará); e até sítios arqueológicos, como na Serra das Confusões.

Conheça parques nacionais brasileiros, ainda desconhecidos do grande público, que possuem paisagens exóticas e diversas opções de atividades, do Amazonas ao Paraná, passando por Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro e outros estados:

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PARQUE NACIONAL DE ANAVILHANAS

Vista aérea do Parque Nacional de Anavilhanas (foto: Wikimedia Commons)
Vista aérea do Parque Nacional de Anavilhanas (foto: Wikimedia Commons)

Entre Manaus e Novo Airão, esse parque nacional é formado por um arquipélago fluvial de 400 ilhas, considerado um dos maiores do mundo, com 130 km de extensão, aproximadamente.

No período da seca, de setembro a fevereiro, é possível aproveitar as praias de areia que emergem entre as ilhas. Já no período da cheia, de março a agosto, a principal atividade é passeios de barco nas florestas alagadas.

Observação de botos-cor-de-rosa, banhos no Rio Negro e trilhas, como a do Barro Branco, são algumas das atividades possíveis no parque.

COMO CHEGAR: Pode-se chegar de carro, pela AM-070, partindo de Manaus, no sentido Manacaparu por 85 km. Depois, o percurso continua pela AM-352, por 98 km até chegar a Novo Airão. De ônibus, saindo de Manaus para Manacapuru, que dura em média 4h. Também é possível ir de barco, que sai do Porto de São Raimundo, em Manaus, e a viagem dura 9h.
QUANTO CUSTA: A entrada é gratuita e não é necessário autorização
QUANDO IR: De setembro a fevereiro (período de seca e de praias de rio); e de agosto a março (período de cheia).

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PARQUE NACIONAL DA SERRA DAS CONFUSÕES

foto: Otávio Nogueira/Flickr-Creative Commons
Descida para o Riacho dos Bois, atração do Parque Nacional da Serra das Confusões (foto: Otávio Nogueira/Flickr-Creative Commons)

Localizado no Piauí, a 620 km da capital, esse parque fica entre os municípios de Caracol, Guaribas, Santa Luz e Cristino Castro. O nome “Confusões” vem das rochas que mudam de cor conforme a luminosidade, podendo variar do acinzentado ao vermelho.

Além dos sítios arqueológicos com inscrições rupestres, uma das principais atrações é a Gruta do Riacho dos Bois, onde a água brota de dentro das rochas.

O cenário é composto por vegetação típica da Caatinga, como xique-xique ou mandacuru. e formado por paredões rochosos. Para conhecer o parque, é necessário estar acompanhado de um guia da Associação de Condutores do Parque Nacional da Serra das Confusões.

 

COMO CHEGAR: De carro, pela BR-343 até Floriano, ou pela PI-140 até São Raimundo Nonato e PI-144 até Caracol, seguindo por mais 20 km chega-se ao Parque.
QUANTO CUSTA: A entrada é gratuita, mas é preciso contratar o condutor, que pode levar no máximo 15 pessoas, pelo mesmo valor.
QUANDO IR: A temperatura média anual no sudeste do Piauí é elevada, sendo junho o mês mais ameno, com temperatura média de 25°C. O início da estação das chuvas é entre outubro e novembro, que também é o período mais quente do ano.

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PARQUE NACIONAL DE UBAJARA

Gruta de Ubajara, atração no Parque Nacional de Ubajara, no Ceará (foto: Otávio Nogueira/ Flickr-Creative Commons)
Gruta de Ubajara, atração no Parque Nacional de Ubajara, no Ceará (foto: Otávio Nogueira/ Flickr-Creative Commons)

No Ceará, a 348 km de Fortaleza, esse parque nacional possui 6 mil hectares de área e é conhecido como um dos menores do Brasil. Sua principal atração é a Gruta do Ubajara, uma galeria de 1.200 m de extensão, cujos 450 metros iniciais estão abertos para visita, cujo acesso pode ser feito através de um teleférico suspenso a 550 metros, que propicia também uma vista de praticamente todo o parque.

Outra atração são as trilhas, dentre as quais a da Samambaia, de 1,5 km de extensão, que leva até o mirante e ao Circuito das Cachoeiras.

COMO CHEGAR: Saindo de Fortaleza, o acesso é pela BR-222 até o município de Tianguá, percorrendo 325 km. Depois, pela CE-187 por 17 km, até a Cidade de Ubajara.
QUANTO CUSTA: O ingresso é gratuito, porém as atividades são cobradas. As trilhas, com guia obrigatório, variam de R$ 5 a R$ 15, e o teleférico custa R$ 8.
QUANDO IR: O melhor período é de fevereiro a junho ou de agosto a novembro, exceto em feriados prolongados. Nesse caso, ou em férias escolares, o número de visitantes por dia é muito alto, com média de 1.500 pessoas.

PARQUE NACIONAL DE CATIMBAU

Vista do Vale do Catimbau (foto: Bart van Dorp/Flickr-Creative Commons)
Vista do Vale do Catimbau (foto: Bart van Dorp/Flickr-Creative Commons)

Entre o agreste e o sertão pernambucano, a aproximadamente 300 km de Recife, esse parque possui mais de 62 mil hectares de área, o segundo maior sítio arqueológico do Brasil, e é parte dos municípios de Buíque, Ibimirim, Sertânia e Tupanatinga.

Sua principal atração são os paredões de arenito, que possuem diversas cores e datam de mais de 100 milhões de anos. Há também cerca de 2 mil cavernas arqueológicas, com pinturas rupestres e artefatos da pré-história, alguns datando de mais de 6 mil anos.

COMO CHEGAR:De Recife pela BR-232 até Caruaru, então pela PE-180 até Arcoverde. O acesso é feito pela rodovia estadual PE-270 por mais 15 km até o distrito de Carneiro em Buíque, seguindo até a vila do Catimbau
QUANTO CUSTA: A entrada é gratuita.
QUANDO IR: De junho a outubro, quando o clima não é tão seco, a paisagem fica mais verde e a temperatura é menos intensa.

PARQUE NACIONAL DA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Véu da Noiva, atração no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (foto: Wikimedia Commons)
Véu da Noiva, atração no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães (foto: Wikimedia Commons)

No Mato Grosso, localizado nos municípios de Cuiabá e Chapada dos Guimarães, esse parque tem quase 33 mil hectares de área e é marcado pela diversidade de relevo.

Sua principal atração é o Véu da Noiva, uma cachoeira de 86 metros cercada por paredões de arenito, onde se encontram também ninhos de araras vermelhas. Outras atrações obrigatórias são a Casa de Pedra, uma gruta de arenito, e o Morro São Jerônimo, um dos pontos mais altos do parque, com 880 metros.

COMO CHEGAR: O acesso é feito pela MT 251, que margeia e corta o parque em grande extensão. De Cuiabá até a entrada principal são 50 km e de Chapada dos Guimarães até a entrada são 11km.
QUANTO CUSTA: A entrada é gratuita
QUANDO IR:  De janeiro a março tem grande incidência de chuvas na região; o período que vai de julho a outubro é marcado pela seca, mas com altas temperaturas e riscos de queimadas.

PARQUE NACIONAL DA SERRA DOS ÓRGÃOS

Vista do monte Dedo de Deus, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (foto: Carlos Perez Couto/Wikimedia Commons)
Vista do monte Dedo de Deus, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (foto: Carlos Perez Couto/Wikimedia Commons)

Nos municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim, fica essa área protegida de, aproximadamente, 20 mil hectares, um dos principais pontos do País para a prática de montanhismo, como escalada e rapel. O parque possui três sedes, em Teresópolis, Petrópolis e Guapimirim, e a principal atração são suas trilhas, que juntas formam 200 km de percurso, incluindo uma trilha suspensa, acessível também para cadeirantes.

Entre os picos de escaladas se destacam o Dedo de Deus, marco do início do montanhismo no Brasil e a Agulha do Diabo, considerada uma das 15 melhores rochas para escalada do mundo. O parque ainda conta com poços, cachoeiras e piscinas naturais, onde os visitantes podem molhar o corpo e, para quem for mais aventureiro, a Travessias Teresópolis-Petrópolis, que une as duas sedes, uma trilha de 30 km e dificuldade alta, que dura em média três dias.

COMO CHEGAR: Sede Teresópolis – a entrada do parque fica ao lado da ponte sobre o Rio Paquequer, na entrada da cidade, próximo ao Mirante do Soberbo e ao Portal da Cidade. Sede Petrópolis – a portaria fica no Bairro do Bonfim, cujo acesso principal é feito pela BR- 040, que liga Rio de Janeiro a Juiz de Fora. Sede Guapamirim – está localizada no início da subida da serra, a 74 km do Rio de Janeiro, no Km 98,5 da BR 116.
QUANTO CUSTA: A entrada custa R$ 10 para brasileiros e o camping dentro do parque custa R$ 18. Entra as atrações, a Trilha da Montanha (R$ 24).
QUANDO IR: A visita é ideal durante o ano inteiro, pois o clima é ameno e o parque funciona todos os dias, das 8h às 17h, em qualquer sede.

PARQUE NACIONAL DE SUPERAGUI

Praia de Superagui, no litoral do Paraná (foto: Eduardo Vessoni)
Praia de Superagui, no litoral do Paraná (foto: Eduardo Vessoni)

Localizado no município de Guaraqueçaba, é considerado Patrimônio Natural pela UNESCO e tem uma área com quase 34 mil hectares que protege uma fauna local, ameaçada de extinção, formada por mico-leão-da-cara-preta, papagaio-da-cara-roxa e suçuaranas.

Possui 38 km de praias virgens, que podem ser percorridos a pé ou de bicicleta e, apesar de ser um destino pouco visitado, tem diversos atrativos, como aproveitar a Praia Deserta, trilhas na Mata Atlântica, visita a comunidades que cultivam ostras e servem o molusco assado em fogões rústicos, praias de água doce formadas pelo rio local e avistamento da revoada dos raros papagaios-da-cara-roxa que habitam a Ilha dos Pinheiros. Além disso, a comunidade local se reúne para apresentações de fandango no bar Akdov, durante as férias e feriados.

COMO CHEGAR: Veículos são proibidos na ilha, de modo que o único acesso é por vias marítimas. Os barcos saem de Paranaguá às segundas, quartas e sextas, às 14h, no mesmo ponto de onde partem as balsas para a vizinha Ilha do Mel.
QUANTO CUSTA: Não há cobrança de ingresso.
QUANDO IR: Para quem quer movimento, a melhor época é do reveillon até o Carnaval. Mas, para quem quer sossego, é indicado ir nas outras épocas do ano, durante a semana. Vale ressaltar que o vilarejo tem pouca estrutura turística desenvolvida, então fora de temporada talvez não haja muitas opções de restaurantes ou lugar para ficar.

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