Saiba como é a viagem no Orient-Express, de Paris a Veneza

Venice Simplon-Orient-Express, que vai de Paris a Veneza (foto: Eduardo Vessoni)
Venice Simplon-Orient-Express, que vai de Paris a Veneza (foto: Eduardo Vessoni)

A princípio soa como mais uma viagem de trem. Vagões que balançam em ritmo hipnotizante, paisagem que quase não se deixa ver, do lado de fora, e som melódico e constante sobre os trilhos.

Mas quem embarca em um trem Orient-Express, cenário do clássico da literatura ‘Assassinato no Expresso do Oriente’, escrito por Agatha Christie, uma viagem ferroviária deixa de ser apenas um deslocamento entre destinos e assume status de experiência histórica.

Com trens luxuosos de estilo vintage, o Venice Simplon-Orient-Express sai da capital da França e, quase 24 horas mais tarde, chega a Veneza, cuja muvuca da estação ferroviária dessa cidade italiana faz a gente querer voltar para Paris no mesmo trem.

O embarque é precedido de pequenas porções e vinhos, servidos em um lounge em um bar escondido da estação de Paris, onde os passageiros (metidos em traje formal, uma condição para viajar no Orient-Express) são convidados para o embarque.

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Orient-Express, durante parada em Innsbruck, na Áustria (foto: Eduardo Vessoni)
Orient-Express, durante parada em Innsbruck, na Áustria (foto: Eduardo Vessoni)

A bordo, os tradicionais mordomos de uniforme azul dão breves explicações sobre o funcionamento de alguns segredos do interior das cabines privativas, como as portas do armário que escondem um pequeno lavabo e os horários do jantar no Etoile du Nord, restaurante em estilo art deco que, assim como as cabines dormitório, foi construído na década de 20.

Vê-se pouco do visual lá fora, já que o trem deixa a estação depois das dez da noite, mas a manhã seguinte começa revelando o cenário alpino, enquanto o café da manhã é servido na cabine.

A travessia de mais de 800 km, que passa pelos interiores da França, Suíça, Áustria e Itália, cruza montanhas de picos nevados e vilarejos com suas típicas casinhas de madeira, uma jornada que começa às dez da noite e só termina, sem nenhuma pressa, no final da tarde do dia seguinte.

Entre Paris e Veneza, o trem faz uma única parada, na estação de Innsbruck, na Áustria. De resto, nos sobra ficar com o rosto colado no vidro do trem, vendo aquele cenário alpino de ares bucólicos riscando o cenário, do lado de fora.

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Conheça curiosidades sobre o Orient-Expres:

– A ‘Rainha do Crime’, como ficou conhecida Agatha Christie, era passageira regular do Orient-Express e teve inspiração para escrever uma de suas obras mais famosas após uma parada forçada de seis dias na Turquia, quando seu trem que vinha de Istambul foi pego de surpresa por uma forte tempestade de neve.

– Entre 1883 e 1977, as viagens ferroviárias a bordo do Orient-Express eram realizadas por celebridades e figuras da realeza. Atualmente, os trens, que funcionam com vagões originais reformados, continuam sendo um privilégio para poucos. Sobretudo para bolsos folgados dispostos a desembolsar até US$ 7.900 por viagem.

– As viagens mais longas oferecidas, atualmente, são entre Paris e Istambul, uma travessia com seis dias de duração que passa por cidades como Bucareste (Romênia) e Budapeste (Hungria); e a jornada de sete dias pelo Sudeste Asiático, uma viagem que passa por Cingapura, Malásia e Tailândia.

– Os deslocamentos mais longos são combinados com noites em hotéis e manhãs livres para passeios nos destinos de paradas.

Orient-Express, durante parada em Innsbruck, na Áustria (foto: Eduardo Vessoni)
Orient-Express, durante parada em Innsbruck, na Áustria (foto: Eduardo Vessoni)

– Os serviços oferecidos para os passageiros incluem mordomos nas cabines, jantares de gala e recepção com vinho servido em lounges instalados nas estações de embarque.

– Conhecida pelas longas viagens entre Paris e a atual Turquia, no final do século 19, a empresa administra, atualmente, travessias na América do Sul (em Machu Pichu, no Peru), Europa e Ásia, em países como Tailândia, Malásia e Cingapura.

– O valor do bilhete por pessoa em uma cabine dupla pode custar de US$ 988 (Paris – Londres) a US$ 9.200 (Cingapura-Bangcoc).

– Os jantares são extremamente formais e possui regras de vestimenta a bordo que exigem trajes como terno ou black tie para homens, e vestidos para mulheres. Este é o figurino obrigatório para fazer parte de uma das viagens ferroviárias mais glamurosas do planeta.

– A companhia costuma criar sensações (gastronômicas e linguísticas) de acordo com a região pela qual acaba de entrar. Basta cruzar a fronteira entre a Áustria e a Itália, por exemplo,  para que o garçom do restaurante anuncie: ‘benvenuto a Italia’ e comece a servir pratos de influências italianas como canelone de berinjela.

– O The Eastern & Oriental Express, trem que faz o trajeto asiático, possui um vagão observatório de madeira na parte traseira exclusivo para quem quer apenas apreciar o cenário exterior.

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VEJA FOTOS

  • Orient-Express, durante parada em Innsbruck, na Áustria (foto: Eduardo Vessoni)
    Orient-Express, durante parada em Innsbruck, na Áustria (foto: Eduardo Vessoni)

  • Vagão-restaurante do Venice Simplon-Orient-Express, que vai de Paris a Veneza (foto: EDuardo Vessoni)
    Vagão-restaurante do Venice Simplon-Orient-Express, que vai de Paris a Veneza (foto: Eduardo Vessoni)

  • Orient-Express, durante parada em Innsbruck, na Áustria (foto: Eduardo Vessoni)
    Orient-Express, durante parada em Innsbruck, na Áustria (foto: Eduardo Vessoni)

  • Interior do Venice Simplon-Orient-Express, que vai de Paris a Veneza (foto: Eduardo Vessoni)
    Interior do Venice Simplon-Orient-Express, que vai de Paris a Veneza (foto: Eduardo Vessoni)

  • foto: Divulgação
    foto: Divulgação

  • Venice Simplon-Orient-Express, em Paris (foto: Eduardo Vessoni)
    Venice Simplon-Orient-Express, em Paris (foto: Eduardo Vessoni)

SAIBA MAIS
Venice Simplon-Orient-Express
Confira o roteiro e datas de saída: www.belmond.com

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6 Comentário

  1. E eu pensando que poderia viajar no Expresso Oriente desta vez. Vou viajar pela Itália, irei à Veneza. Expresso Oriente quem sabe, talvez, emalgum lugar no passado… kkkkkk caríssimo! mas não desistirei da ideia.

  2. Adorei o relato e eu ri alto na parte em que você fala “quase 24 horas mais tarde, chega a Veneza, cuja muvuca da estação ferroviária dessa cidade italiana faz a gente querer voltar para Paris no mesmo trem”.
    Lindas fotos! Poderia ter adicionado algumas da paisagem.

    Abraço,
    Ju
    http://madamebr.com

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