8 motivos para conhecer o Deserto do Atacama, no Chile

Imenso e fascinante, o Deserto do Atacama é daqueles lugares para serem visitados em mais de uma viagem (e em diferentes estações do ano).

Cada vez que se desembarca por ali, uma nova opção de atração aparece na programação do visitante.

A geografia por ali continua a mesma, mas este é aquele tipo de destino que a gente nunca se cansa de voltar. O Atacama é o destino mais seco do planeta, abriga o deserto mais alto do mundo, seu solo é comparado ao de Marte e a chuva segue rara por ali.

Conheça atrações do Atacama para quem vai pela primeira vez e para os que estão de volta ao deserto:

1. Andar entre rochas de sal

Localizado no interior da Reserva Nacional Los Flamencos, esse salar é um dos cenários obrigatórios, no Deserto do Atacama, no Chile (foto: Eduardo Vessoni)
Localizado no interior da Reserva Nacional Los Flamencos, esse salar é um dos cenários obrigatórios, no Deserto do Atacama, no Chile (foto: Eduardo Vessoni)

Localizado no interior da Reserva Nacional Los Flamencos, o Salar de Atacama é um dos cenários obrigatórios do Atacama. São 320 mil hectares de um impressionante deserto formado por rochas de sal que rodeiam lagoas que servem de habitat para três tipos de flamingos.

A Reserva Nacional Los Flamencos preserva uma área de mais de 73 mil hectares e abriga atrações como os salares de Tara, de Aguas Caliente, de Puisa e do Atacama, além das lagoas Miscanti e Miñiques.

LEIA TAMBÉM: “Reserva natural é atração surreal da Bolívia”

2. Caminhar na Lua (ou em um lugar bem parecido)

Valle de la Luna, no Atacama (foto: Eduardo Vessoni)
Valle de la Luna, no Atacama (foto: Eduardo Vessoni)

Não tem como escapar. Se essa é a sua primeira visita ao Atacama, os valles da Lua e da Morte também são obrigatórios no roteiro.

Formado por dunas de areia e esculturas rochosas naturais, o Valle de la Luna, fica a 2 km de San Pedro e pode ser visitado de forma independente por visitantes a bordo de bicicletas.

Já o Valle de la Muerte é visitado em tours mais demorados que incluem a Cordilheira do Sal e curiosas esculturas de sal conhecidas como Las Tres Marías.

3. Tomar café da manhã entre mini vulcões

foto: Eduardo Vessoni
foto: Eduardo Vessoni

Para quem visita o Atacama pela primeira vez, os Gêiseres de El Tatio não podem faltar no seu roteiro.

Esse tour começa, obrigatoriamente, às quatro da manhã, por conta do trabalho das fumarolas dos gêiseres que só pode ser visto bem cedo, devido ao frio. Vá preparado para encarar temperaturas que giram em torno dos 16° negativos.

Localizado a quase 4.300 metros de altitude, esse campo geotérmico fica em El Tatio, a 90 km ao norte de São Pedro, e podem ser vistos durante os inusitados banhos em piscinas naturais de águas vulcânicas, atividades que acontecem logo após o café da manhã servido no local, ali mesmo entre um gêiser e outro.

LEIA TAMBÉM: “Vulcões do Chile”

4. Nadar sem afundar

foto: Eduardo Vessoni
foto: Eduardo Vessoni

Escondidas no deserto, a 4.200 metros de altitude, as lagoas altiplânicas são outra atração obrigatória para visitantes de primeira viagem.

As mais populares são Miscanti e Miñiques, conhecidas pelas suas águas de tons azuis safiros, a pouco mais de 100 km de San Pedro. Mais próximo ao centro do vilarejo se encontra a Cejar, lagoa de água com alta concentração de sal que permite aos visitantes nadar no local sem afundar.

LEIA TAMBÉM: “Patagônia argentina ou chilena? Saiba quais são as diferenças e programe-se”

5. Ter mais de 300 noites de céu limpo

Vista da área de observação astronômica no Atacama, no norte do Chile (foto: Eduardo Vessoni)
Vista da área de observação astronômica no Atacama, no norte do Chile (foto: Eduardo Vessoni)

Dono de uma das melhores condições para observação do céu, o Atacama é endereço de uma das mais fascinantes experiências do destino.

Acompanhado por um especialista no assunto, o tour astronômico é uma visita de 2h30 a um autêntico observatório, onde é posível observar o céu a olho nu e, logo, ver planetas e estrelas nos telescópios locais.

O Space, o observatório mais visitado do Atacama, é considerado o melhor equipado com fins turísticos da América do Sul e disponibiliza dez telescópios (manuais e automáticos) para uso dos forasteiros.

A gelada experiência a céu aberto, a seis quilômetros ao sul da cidade e longe o suficiente das luzes artificiais, termina com um (providencial) chocolate quente servido na própria casa dos proprietários do local.

LEIA TAMBÉM: “Como é o impressionante tour astronômico do Deserto do Atacama, no Chile”

6. Explorar de bicicleta

Pedalada no Valle de la Luna (foto: Eduardo Vessoni)
Pedalada no Valle de la Luna (foto: Eduardo Vessoni)

Para conhecer a região de forma independente, planeje visitar de bicicleta as atrações naturais do Atacama como o Pukará de Quitor, antigas estruturas incas do século 12 situadas a três km do centro, e a Quebrada del Diablo, na Cordilheira do Sal.

Em algumas das diversas agências locais, na rua Caracoles, é possível alugar as magrelas ou contratar passeios guiados com carros de apoio para os ciclistas.

LEIA TAMBÉM: “10 motivos para conhecer o Chile”

7. Conhecer a capital ‘arqueológica do Chile’
Para quem visita pela segunda vez, os petróglifos de Yerbas Buenas é a próxima parada.

Considerados a maior concentração de arte rupestre da região do Atacama, esses petróglifos em rochas vulcânicas abrigam inscrições rupestres em alto e baixo relevos, talhadas em enormes muros de pedra, cujos desenhos descrevem a vida cotidiana e os rituais religiosos da época das caravanas que passavam por ali.

O acesso a essa atração do nordeste de São Pedro se dá por estradas de terra, a 60 km.

Petróglifos de Yerbas Buenas (foto: Eduardo Vessoni)
Petróglifos de Yerbas Buenas (foto: Eduardo Vessoni)

Porém, o cardápio básico de experiências arqueológicas é a Aldea de Tulor, formada por construções interconectadas de arquitetura circular que datam entre os anos 800 A.C. e 500 D.C.

No local é possível visitar as antigas casas de adobe do povo atacamenho que estiveram enterradas por décadas.

8. Ver cenários surreais
Na mesma viagem para conhecer os petróglifos de Yerbas Buenas é possível visitar outra atração de tons surreais, cujo nome é uma referência aos tons de cores nas montanhas locais, devido à presença de minerais.

É em Matancilla, região de pastores ao norte de San Pedro, que se encontra o Valle del Arco Iris, uma sequência impressionante de rochas policromáticas.

Essas formações ganham tons avermelhados com a presença da argila; o aspecto branco vem das cinzas provenientes de erupções vulcânicas; e a mistura de minerais é responsável pelo tom esverdeado do vale.

Valle del Arcoiris (foto: Eduardo Vessoni)
Valle del Arcoiris (foto: Eduardo Vessoni)

O vento constante batendo nas paredes estreitas do vale também é responsável por outra formação pouco conhecida na região: as Agujas de Atacama, uma formação pétrea pontiaguda que colore a aridez do deserto.

Alguns poucos humanos que chegam até ali costumam armar a mesa do almoço entre as montanhas coloridas e as pontas afiadas das rochas do vale.

E se o tom dessa caminhada alternativa pelo deserto é dado por desenhos rupestres e construções ancestrais, as formações naturais também têm seu lugar reservado no circuito.

A Quebrada del Diablo, no vale de Catarpe, é outra região que vale ser visitada. O cânion Garganta del Diablo ainda guarda o leito do rio que um dia atravessou aquele setor de paredes rochosas baixas, em épocas de água mais abundante. A temperatura amena encontrada entre aqueles paredões também é ponto de descanso para ciclistas e turistas a cavalo pelo vale.

LEIA TAMBÉM: “Chile em 27 imagens”

 

ANTES DE IR

Site oficial do turismo do Chile
www.chile.travel

⇒ San Pedro de Atacama
A mil km de Santiago, esse povoado é o melhor resumo do que o viajante vai encontrar nos dias seguintes: ruas de terras alaranjadas, construções de adobe e um típico colorido andino estampado em roupas e acessórios expostos nos pequenos estabelecimentos comerciais da cidade.

É na rua Caracoles, a movimentada via principal de San Pedro que concentra as principais agências e restaurantes do destino, que começa o planejamento de seus próximos dias, uma vez que muitos dos roteiros mais populares no Atacama só podem ser feitos em tours organizados.

⇒ Como chegar
de avião:
O destino fica a 100 km de Calama, onde se localiza também o aeroporto mais próximo.

Para quem não tem tempo, invista para chegar em Calama de avião, uma vez que a viagem terrestre desde Santiago dura longas 24 horas. Por vias aéreas são duas horas de voo, aproximadamente.

por terra:
Se o orçamento estiver apertado, vá sem medo por vias terrestres, pois os ônibus chilenos são conhecidos por sua excelente qualidade de serviço, inclusive com sistema de refeição e entretenimento a bordo. A viagem é feita por empresas como Pullman Bus e Tur Bus.

transfers:
Do aeroporto de Calama existem serviços de táxis e transfers para San Pedro, um deslocamento de, aproximadamente, 1h30 de duração.

Uma opção aventureira (e talvez uma das experiências mais fascinantes em toda a América do Sul) é a travessia até o Chile pelo deserto da Bolívia, onde se localiza o Salar de Uyuni. Os tours variam de 1 a 4 dias e podem ser encontrados na chilena San Pedro de Atacama ou na cidade de Uyuni, na Bolívia, onde os preços são mais camaradas.

SAIBA MAIS: “Viagem pelo maior salar do mundo é experiência única na América do Sul”

⇒ Quando ir
Na região mais seca do mundo, chuvas são bem raras e não ultrapassam algumas dezenas de milímetros de água por ano. Porém, planeje a viagem para meses com temperaturas mais amenas: entre setembro e novembro; ou entre março e maio, temporadas de primavera e outono, respectivamente.

LEIA TAMBÉM: “Travessia dos Lagos Andinos é viagem em território selvagem do Chile e Argentina”

 

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*