Patagônia argentina é um dos destinos mais inóspitos da América do Sul

Localizada na região mais austral da América do Sul, a Patagônia argentina abriga terras virgens e isoladas, e é uma das áreas com menor densidade demográfica do planeta. Isso significa dizer que é mais fácil encontrar pinguins e leões marinhos do que gente.

Esse imenso território de 930 mil km² e densidade demográfica que, em alguns setores, não chega a 1 habitante por km², vai bem além de blocos gigantes de gelo e colônias de pinguins. De Bariloche ao Ushuaia, na Terra do Fogo, a região abriga atrações inusitadas que valem a pena serem visitadas.

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Saiba como viajar por um dos destinos mais inóspitos da América do Sul:

GEOGRAFIA

Dona de uma extensa área de mais de 930 mil km², a Patagônia argentina é formada pelas províncias de La Pampa, Neuquén, Río Negro, Chubut, Santa Cruz e Tierra del Fuego, onde se localizam destinos bem conhecidos dos brasileiros (ainda que apenas por fotos) como Bariloche, El Calafate e Ushuaia.

Trilha Laguna de los Tres, em El Chaltén, com vista para o Fitz Roy (foto: Eduardo Vessoni)
Trilha Laguna de los Tres, em El Chaltén, com vista para o Fitz Roy (foto: Eduardo Vessoni)

A Patagônia argentina apresenta seu lado mais tradicional (e popular) nas províncias seguintes de Chubut, onde a cultura galesa se encontra com animais de áreas naturais como a Península Valdés e Punta Tombo, onde se localiza a maior colônia de pinguim-de-magalhães do mundo; e na província de Santa Cruz, conhecida pela Ruta 40, pela arte rupestre da Cueva de las Manos e pelo Parque Nacional Los Glaciares, endereço do glacial Perito Moreno e do cerro Fitz Roy.

ACESSO

A região é marcada por um território patagônico mais plano e acesso por duas estradas que, por si só, já valem a viagem.

Para quem viaja pela costa atlântica, a Ruta Nacional 3 é uma via de mais de 3 mil km que vai da capital portenha até a distante Ushuaia, na Terra do Fogo, passando por um cenário desértico que pouco lembra a imagem que temos de terras patagônicas. Nesse longo trajeto até a Terra do Fogo, que tem o oceano Atlântico como vizinho, o viajante chega a atrações como Porto Madryn, Porto Pirámides e Península Valdés.

Construída a partir de 1935, a Ruta 40 é um produto criado pela Secretaria de Turismo argentina para promover o trecho oeste do país e já teve seu trajeto modificado diversas vezes para incluir pontos turísticos de interesse internacional, como El Calafate e seu impressionante glacial Perito Moreno, e San Carlos de Bariloche (foto: Javier González/Flickr-Creative Commons)
Construída a partir de 1935, a Ruta 40 é um produto criado pela Secretaria de Turismo argentina para promover o trecho oeste do país e já teve seu trajeto modificado diversas vezes para incluir pontos turísticos de interesse internacional, como El Calafate e seu impressionante glacial Perito Moreno, e San Carlos de Bariloche (foto: Javier González/Flickr-Creative Commons)

Do lado oposto, a icônica estrada Ruta 40 dá acesso a destinos como a pequena El Chaltén, a capital argentina do trekking, e El Calafate, principal porta de entrada para o Parque Nacional Los Glaciares.

Considerada a maior do país, com mais de 5 mil km, entre a Patagônia e a Bolívia, essa estrada rústica pode ser explorada em uma viagem terrestre de três dias, a bordo de um ônibus que percorre os 1.500 km, entre Bariloche e El Chaltén.

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VIDA SELVAGEM

Os animais da Patagônia argentina são mais dispersos ou se concentram em áreas exclusivas como Punta Tombo ou nas ilhas do Ushuaia.

As diversas reservas naturais e os 11 parques nacionais são os endereços ideais para observação de animais, na Patagônia argentina. Mas ainda assim, o viajante precisa pagar ingressos ou realizar longas travessias para encontrar a bicharada local.

foto: Disfruta Chubut/Divulgação
foto: Disfruta Chubut/Divulgação

O petrel-gigante, espécie de ave marinha, pode ser vista em bandos, na primavera e no verão, durante as travessias no Canal de Beagle, na Terra do Fogo. Já as baleias dão as caras na praia de El Doradillo, em Puerto Madryn, na Patagônia Atlântica, entre junho e dezembro.

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HOSPEDAGEM

Mais urbanizada e com maior disponibilidade de serviços, esta é a Patagônia mais adequada para visitantes de primeira viagem, em terras geladas.

Melhores opções de linhas de ônibus, ligando centros urbanos a destinos patagônicos; cidades com boa estrutura, localizadas bem próximas a atrações naturais; e variedade de hospedagens para diferentes orçamentos de viagem.

No quesito hospedagem, a extensa Patagônia argentina conta com uma rede que vai desde bem equipados hostels com cara de hotel boutique até lodges de luxo no lago Nahuel Huapi (Bariloche), em El Calafate e no Ushuaia.

ATRAÇÕES

O glacial Perito Moreno, próximo a El Calafate; a Península Valdés e Punta Tombo, a maior colônia de pinguim-de-magalhães do mundo; e o distante Ushuaia, na Terra do Fogo, são as atrações que mais valem a pena incluir na sua viagem para a Patagônia argentina.

Trekking no Perit Moreno (foto: Eduardo Vessoni)
Trekking no Perit Moreno (foto: Eduardo Vessoni)

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SAIBA MAIS
Patagônia argentina
www.patagonia.gov.ar

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