Parque em plena Floresta Amazônica tem trilhas, ciclismo e rapel, em Belém

Nem parece que a agitada capital paraense fica logo ali, a dois quarteirões da maior floresta tropical do planeta. Mas basta cruzar os portões de acesso, na avenida Almirante Barroso, para um mundo amazônico se abrir diante dos olhos.

Localizado no bairro Curió-Utinga, no setor leste da cidade, o Parque Estadual do Utinga é a Floresta Amazônica no quintal de casa e de fácil acesso, onde é possível realizar atividades que a gente não costuma imaginar na hora de visitar a Amazônia.

Afinal de contas não é todo dia que se tem a oportunidade de pedalar ou fazer rapel dentro da Amazônia.

“O parque é uma vitrine da Amazônia. Não tem forma mais fácil de se conhecer a floresta do que esse parque em plena cidade”, descreve Júlio Meyer, gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-bio, órgão responsável pela gestão desse trecho de floresta.

CONHEÇA O PARQUE

LEIA TAMBÉM: “Belém, capital do Pará, comemora 400 anos com o melhor do turismo amazônico”

Uma das atividades que dá para fazer é a navegação em voadeiras no Água Preta, um dos cenográficos açudes locais que, assim como o Bolônia, são alimentados pelas águas do rio Guamá e funcionam como uma espécie de caixa d’água natural de Belém.

O passeio é curto e restrito ao número de lugares disponíveis na embarcação, mas dá para ver tudo o que se espera de um bioma como o amazônico: florestas alagadas, plantas aquáticas, pequenas trilhas floresta adentro e, com sorte, avistar vida selvagem.

Açude Água Preta, no Parque Estadual do Utinga (foto: Eduardo Vessoni)
Açude Água Preta, no Parque Estadual do Utinga (foto: Eduardo Vessoni)

De volta à terra firme, a Trilha da Mariana é a parada seguinte.

Nessa caminhada circular de 1.700 metros, o visitante aventureiro aprende técnicas de sobrevivência na selva e particularidades da flora, além de se banhar em uma das nascentes que cortam o parque.

Mas o que todo mundo quer ver mesmo é aquela bicharada amazônica que só costuma dar as caras em documentários de vida selvagem.

Trilha da Mariana, no Parque Estadual do Utinga (foto: Eduardo Vessoni)
Trilha da Mariana, no Parque Estadual do Utinga (foto: Eduardo Vessoni)

O Batalhão da Polícia Ambiental, instalado no interior do Parque Estadual do Utinga, abriga animais de apreensão como a curiosa coruja murucututu, jiboia e tucanos. O local funciona como um abrigo onde são realizados cuidados básicos e manejo nutricional dos bichos, antes de serem soltos de volta à natureza ou enviados para o grupo de reabilitação Harpia.

Por estar em área mais urbanizada, é mais improvável encontrar a bicharada amazônica no interior do parque, por isso essa é uma alternativa para quem quer ver animais selvagens.

Mas a Floresta Amazônica não decepciona e por ali, ainda em terras do Utinga, dá para fazer um pedal pela nova via com paralelepípedos, com três quilômetros de extensão, e um rapel inocente de 12 metros de altura, que termina no interior de um dos canais d’água do parque.

“Aqui, não adianta preciosismo. Temos que ter interação com a natureza. Não queremos ser uma área intocável”, avisa Júlio Meyer.

Requinte mesmo é poder caminhar, pedalar e fazer rapel na Floresta Amazônica, em pleno centro nervoso de Belém.

Ciclismo no Parque Estadual do Utinga, em Belém (foto: Eduardo Vessoni)
Ciclismo no Parque Estadual do Utinga, em Belém (foto: Eduardo Vessoni)

Sobre o Parque Estadual do Utinga
Essa Unidade de Conservação da Região Metropolitana de Belém preserva uma área verde de 1.353 hectares, uma região ameaçada pela ocupação urbana desordenada e com repercussões no saneamento, saúde e qualidade de vida, segundo o Ideflor-bio (Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará).

O parque é uma das 25 Unidades de Conservação da Natureza do Estado do Pará, criado em 1993, e faz parte de um corredor ecológico que inclui também a Ilha do Combu e o Refúgio da Vida Silvestre, e serve de refúgio para a vida selvagem local, como 88 espécies de aves, capivaras, pacas, tatus, preguiças, macacos-de-cheiro e até onças (dizem).

Para sorte da floresta e de todos que visitam a região, o PEUt, sigla para esse parque, é uma das poucas áreas da Região Metropolitana de Belém ainda preservadas.

O parque está fechado desde abril de 2015 e, mesmo sem nenhum atrativo, recebia 140 mil visitantes anuais. Embora a reabertura do parque estivesse marcada para o final de 2016, o local continua fechado e, segundo nos informou a Secretaria de Estado de Turismo do Pará, não há previsão de data para a abertura.

LEIA TAMBÉM: “Ilha do Combu é a versão doce de Belém, capital do Pará”

SAIBA MAIS
Parque Estadual do Utinga
A reinauguração com os novos serviços está prevista para o final de 2016
Entrada grátis
www.ideflorbio.pa.gov.br

Site oficial do turismo do Pará
www.paraturismo.pa.gov.br

Amazônia Aventura
O pacote de três horas de duração (R$ 50 por pessoa) inclui guia na Trilha da Mariana, rapel e um pequeno boias cross de 300 metros, em um dos canais do parque.
www.amazoniaventura.com.br

Ecoaventura Bike
Aluguel de bicicletas em Belém
R$ 20/hora e R$ 50/diária (inclui bicicleta de alumínio com 21 marchas e capacete)
Avenida Bernardo Sayão, 45 – Cidade Velha
Tel.: (91) 9 8061-2998 / 9 9302-8855
[email protected]

*O jornalista viajou com o apoio da Secretaria de Estado de Turismo do Pará e do Ibis Aeroporto de Belém

6 Comentário

  1. Na verdade está fechado a pouco tempo, pois ainda fui passear e correr por lá em um domingo no ano passado(2015). Nunca mais fui por que justamente disseram q havia fechado pra reformas!Mas estou esperando pra voltar a frequenta-lo!

  2. Só uma correção: o parque não fica na Av. Almirante Barroso e sim na Avenida João Paulo II. Sempre corria lá, mas devido as obras, não consegui mais. O pessoal ignorou os apelos dos corredores e substituiu o asfalto pelos paralelepípedos.

  3. Fechado a tres anos? Eu vivia indo lá, parei devido estudos mas 2013, 14 e 15 fui muitas vezes passear de bicicleta. E a postagem fala “fechado desde 04/2015”, nao ta fechado há tres anos, nem fechado necessariamente tá

  4. O engraçado que foi estabelecido uma lavanderia hospitalar 700 metros de distância do lago Bolonha rio que bastecer Belém. A gerência do parque já foi comunicado mais não vi nem uma preocupação da atual gestão iss lamentável 😢 eu acho porque gerente não e Paraense. isso que esta acontecendo e um Crime biológico que não afeta somente a comunidade local mais toda população de Belém 😢

  5. Uma pena que já está a mais de três anos fechado… obra eterna. Aquele modelo específico das administrações públicas brasileiro. O mal do Brasil é essa classe política… oh desgraça!

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*