Conheça patrimônios históricos e inusitados de São Paulo

Geralmente, costuma-se ir longe para ver atrações inusitadas ou endereços históricos. Mas a capital paulista guarda atrativos históricos, de milhares de anos (diga-se de passagem) que podem ser visitados sem sair da cidade.

Recentemente, o Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo), órgão responsável pela proteção e valorização do patrimônio cultural do Estado de São Paulo, elaborou essa lista com patrimônios históricos inusitados.

Entre os locais curiosos que a cidade guarda tem uma misteriosa cratera de 35 milhões de anos, o primeiro terreiro tombado em São Paulo e até o sino que anunciou a Independẽncia do Brasil, em 1822.

foto: Diego Torres Silvestre (Flickr-Creative Commons)
foto: Diego Torres Silvestre (Flickr-Creative Commons)

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ILHAS, ILHOTAS E LAJES

O litoral paulista abriga um belo conjunto cênico-paisagístico e a preservação desse cenário com poucas intervenções humanas é garantida pelo tombamento de dez ilhas: Ilhas da Pedra, Redonda, Pequena, Ponta, Ponta da Aldeia, Peruíbe, Boquete, As Ilhas, Palmas e Negro.

Os títulos foram dados também a sete ilhotas (Ilhotas do Sul, Massaguaçu, Ponta do Baleeiro, Itassussé, Juqueí, Ponta do Itapuã e Boquete) e 12 lajes (Lajes Pequena, Feia, Grande Dentro, Grande do Perequê, Palmas, Moleques, Apara, Laje, Ponta Itaipu, Paranapuã e Noite Escura).

As atrações se localizam em destinos do litoral de São Paulo, como Bertioga, Caraguatatuba, Itanhaém, Santos, São Sebastião e Ubatuba.

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SINO DA INDEPENDÊNCIA

Detalhe do Sino da Independência, na Igreja de São Geraldo, em Perdizes (foto: Divulgação/Secretaria de Estado da Cultura)
Detalhe do Sino da Independência, na Igreja de São Geraldo, em Perdizes (foto: Divulgação/Secretaria de Estado da Cultura)

Localizado no Largo Padre Péricles, em Perdizes, esse sino pertence à Igreja de São Geraldo e se encontra na torre da construção.

Conhecido também como Bronze Velho, o sino foi usado para anunciar à cidade a Independência do Brasil, em 1822. Fundida em bronze misturado a 18 kg de ouro, com uma altura de 1,75 metros, essa peça tem 2.250 kg e já pertenceu à antiga Catedral da Sé e ao Mosteiro da Luz.

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TERREIRO “AXÉ ILÊ OBÁ”

Vista do Axé Ilê Obá, considerado o primeiro terreiro tombado em São Paulo, desde 1990 (foto: Divulgação/Secretaria de Estado da Cultura)
Vista do Axé Ilê Obá, considerado o primeiro terreiro tombado em São Paulo, desde 1990 (foto: Divulgação/Secretaria de Estado da Cultura)

Fundado no endereço atual, em 1975, por Pai Caio de Xangô, esse terreiro é considerado um dos maiores espaços paulistas dedicados ao candomblé.

A casa, cuja nome yorubá significa “A Força da Casa do Rei”, é o primeiro terreiro tombado em São Paulo, em 1990, e fica no Jabaquara, bairro da Zona Sul da cidade.

Segundo a Secretaria de Estado da Cultura, o título se deve “à valorização da importância de religiões de origem negra para a formação da identidade cultural brasileira”. SAIBA MAIS

SAMBA PAULISTA

Esse ritmo é considerado o primeiro patrimônio imaterial do Condephaat, em todo o Estado de São Paulo, devido às suas características históricas, culturais e políticas, bem como especificidades paulistas.

Segundo informou o próprio órgão, outras práticas culturais também estão em processo de estudo, como a Congada, o Virado Paulista, a Festa do Bom Jesus do Iguape e o Caminho dos Romeiros, além da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.

CRATERA DE COLÔNIA

Cratera de Colônia, em Parelheiros, ZOna SUl de São Paulo (foto: Felipe Spina/Secretaria de Estado da Cultura)
Cratera de Colônia, em Parelheiros, ZOna SUl de São Paulo (foto: Felipe Spina/Secretaria de Estado da Cultura)

Localizada em Parelheiros, no extremo sul de São Paulo, essa cratera foi descoberta, acidentalmente, em 1961, a partir de fotos aéreas.

Com mais de 3 km de diâmetro, esse buraco é envolto por um anel externo de relevo colinoso que se eleva até 125 m de uma planície central pantanosa.

Acredita-se que o fenômeno seja resultado do impacto da queda de um meteorito gigante ou cometa, há cerca de 35 milhões de anos.

A atração fica no Parque Natural Municipal Cratera de Colônia, a cerca de 1h30 do Terminal Grajaú, na altura do número 75 da Avenida das Palmeiras.

(*com informações da Secretaria de Estado da Cultura)

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