10 destinos brasileiros para conhecer em 2017

Entra ano e sai ano, e a gente segue adiando aqueles sonhos de visitar destinos paradisíacos em território brasileiro.

Mais uma vez, Fernando de Noronha fica para uma próxima promoção de passagens aéreas (algo raro de acontecer quando Noronha é o destino); o desconhecido Jalapão quase nunca é lembrado; e Cunha, que de tão perto da capital paulista, a gente sempre acaba deixando para outro dia.

Tem também a (injustiçada) capital sergipana, a rústica Galos e até a Serra do Roncador (que fica onde mesmo?).

Viagem em Pauta selecionou os endereços menos visitados, em comparação a outros clássicos do turismo brasileiro, e aqueles que muita gente sonha, mas que sempre dá preferência a outros destinos, na hora de programar as férias seguintes.

SERGIPE

Desde que viu surgir cânions navegáveis, após a construção da Hidrelétrica de Xingó, em pleno rio São Francisco, o município de Canindé de São Francisco virou uma espécie de meca do turismo sergipano.

Mas o menor estado brasileiro guarda também cidades históricas, próximas à capital, como Laranjeiras e São Cristóvão; praias afastadas, no limite com a Bahia; e Aracaju, um destino que, se você deixar ser levado, vai se surpreender com as opções de atrações naturais.

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GALOS
Rio Grande do Norte

Por do sol visto da região da Duna do André, em Galinhos (foto: Eduardo Vessoni)
Por do sol visto da região da Duna do André, em Galinhos (foto: Eduardo Vessoni)

Podem até dizer que Natal, Pipa e São Miguel do Gostoso são os destinos turísticos mais populares do Rio Grande do Norte, mas se você anda procurando algo diferente em terras nordestinas, Galinhos e o vizinho distrito de Galos são o seu próximo destino.

Localizados a 170 km da capital potiguar, esses vilarejos rústicos têm charretes e bugues como únicas opções de transporte, lagoas que viram piscinas naturais entre dunas móveis, praias isoladas, montanhas de sal que riscam o horizonte das salinas locais e um mangue que serve de cenário para passeios gastronômicos de barco.

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FERNANDO DE NORONHA
Pernambuco

Praias do Meio e da Conceição, vistas do Forte da Vila dos Remédios, em Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)
Praias do Meio e da Conceição, vistas do Forte da Vila dos Remédios, em Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)

Visitar o paraíso na Terra tem seu preço. E em Fernando de Noronha, os custos são bem altos, diga-se de passagem.

Mas esse arquipélago pernambucano, a pouco mais de uma hora do continente, é democrático, e oferece opções para todos os bolsos.

É possível, sim, desembarcar naquelas terras exibidas sem estourar o orçamento. E para isso, o Viagem em Pauta preparou um mini guia com os melhores preços para você conhecer, finalmente, um dos destinos mais cobiçados do litoral brasileiro.

SAIBA MAIS: “Isolado e paradisíaco, arquipélago de Fernando de Noronha também tem opções econômicas”

MAMBAÍ
Goiás

Cachoeira do Funil, em Mambaí (foto: Eduardo Vessoni)
Cachoeira do Funil, em Mambaí (foto: Eduardo Vessoni)

Localizado no extremo nordeste de Goiás, a 357 km de Brasília, o município de Mambaí conta com mais de 200 cavernas, suas trilhas em corredores naturais escuros dão acesso a cachoeiras e tem até uma tirolesa a mais de 100 metros que sobrevoa um cânion.

SAIBA MAIS: “Novo polo de turismo de aventura, Mambaí é a versão radical de Goiás”

E se a Chapada dos Veadeiros, também em Goiás, fez fama com terapias alternativas e seres de outros planetas, Mambaí se esforça para conquistar o título de o ‘mais novo polo do turismo de aventura do Brasil’.

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SERRA DO RONCADOR
Mato Grosso

Cachoeiras, vida intraterrestre, sítios arqueológicos, portal para outras dimensões e até um corredor subterrâneo para Machu Picchu.

Se algum desses assuntos te interessa, a sua próxima parada é na Serra do Roncador.

Localizada a mais de 500 km de Cuiabá, essa sequência de montanhas tem 800 km de extensão e vai de Barra do Garças, no Mato Grosso, a Serra do Cachimbo, no Pará.

Ainda desconhecido do viajante brasileiro, o Roncador é famoso por suas histórias de cidades perdidas e ouro escondido.

BONITO
Mato Grosso do Sul

Gruta Lago Azul (foto: Eduardo Vessoni)
Gruta Lago Azul (foto: Eduardo Vessoni)

Taí um destino que muito brasileiro deseja conhecer, mas que sempre fica para uma próxima vez.

Localizado no oeste do Mato Grosso do Sul, a 265 km da capital Campo Grande, Bonito é endereço do rio mais cristalino do Brasil, de grutas milenares que podem ser visitadas sem muito esforço, de programas em que ciclistas plantam uma árvore, e até de esportes radicais, como o rapel negativo de 72 metros de altura, no Abismo Anhumas.

Confira guia de atrações: “Bonito: dicas no paraíso do ecoturismo no Brasil”

JALAPÃO
Tocantins

Fervedouro do Soninho, no Jalapão (foto: Eduardo Vessoni)
Fervedouro do Soninho, no Jalapão (foto: Eduardo Vessoni)

Seu cenário desértico de dunas e lagoas talvez seja a imagem mais conhecida do Tocantins, na divisa com a Bahia, Piauí e Maranhão.

Com uma densidade demográfica que não chega a um habitante por km² e vegetação semelhante às das savanas africanas, o Jalapão é um dos destinos turísticos mais isolados do Brasil.

A paisagem árida abriga montanhas em forma de platô, dunas móveis, cachoeiras, praias de água doce e poços naturais cristalinos que não deixam o visitante afundar, conhecidos como fervedouros ou ressurgência, um fenômeno em águas borbulhantes.

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CUNHA
São Paulo

Cunha, a 230 km da capital paulista (foto: Eduardo Vessoni)
Cunha, a 230 km da capital paulista (foto: Eduardo Vessoni)

Nesse destino paulista, a 230 km da capital, o turismo acontece em em forma de tradicionais trabalhos de cerâmica, campos de lavanda para visitas demoradas, trilhas cênicas em meio a trechos preservados de Mata Atlântica e, como ninguém é de ferro, mesa farta, no melhor estilo comida de fazenda.

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CANELA
Rio Grande do Sul

Véu da Noiva, em Canela (foto: Eduardo Vessoni)
Véu da Noiva, em Canela (foto: Eduardo Vessoni)

Ofuscada pela fama da vizinha Gramado, a apenas 7 km de distância, a simpática Canela tem provado que vai (bem) além de chocolates e fondues.

Com atrações que garantem programação para todo o período de estadia, o destino é lugar para estar do lado de fora.

Destaques para a trilha aos pés da Cascata do Caracol, uma descida pelos 927 degraus até o pé da cascata; o cenográfico Parque da Ferradura, conhecido pelo vale circundado pelo rio Caí que dá nome à atração; e o Parque Municipal do Pinheiro Grosso, que abriga uma araucária de 42 metros de altura com mais de 700 anos.

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BELÉM
Pará

É só propor o tema Amazônia em qualquer discussão sobre viagens para uma sequência de imagens estereotipadas virem à tona.

Mas a capital do Pará, que em 2016 comemorou 400 anos de sua fundação, frustra todas as expectativas de reforçar velhas imagens sobre aquelas terras do Norte.

foto: Eduardo Vessoni
foto: Eduardo Vessoni

Gastronomia de autor que reúne regionalismo e cozinha internacional sem afetação; pequenos museus de acervo discreto e cenografia caprichada; rituais religiosos que conseguem unir todas as crenças; passeios fluviais sinceros que pouco se parecem às versões engana-turistas de outros destinos brasileiros da Amazônia e uma floresta amazônica que fica bem ali na porta de casa.

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