Do mar à serra: melhores destinos do Brasil para conhecer no outono

A massa de turistas que entopem praias do litoral já deixou os destinos mais populares, o sol já não castiga viajantes, as chuvas dão uma trégua em quase todo o Brasil e as temperaturas mais amenas convidam para cair, novamente, na estrada.

Achou pouco? Então acrescente também fatores como os tradicionais descontos de baixa temporada em hotéis e agências, e as temperaturas mais baixas.

O outono chegou e para celebrar a data o Viagem em Pauta selecionou destinos no Brasil que são a cara da estação:

CIRCUITO DAS ÁGUAS

Vista de Águas de Lindóia, no Circuito das Águas, em São Paulo (foto: circuitodasaguaspaulista.sp.gov.br)

Localizado na Serra da Mantiqueira, no interior de São Paulo, essa rota é formada pelas cidades de Amparo, Serra Negra, Socorro, Águas de Lindóia, Lindóia, Jaguariúna e Pedreira.

É nessas estâncias hidrominerais que viajantes encontram opções que vão desde o balneário projetado por Burle Max, em Águas de Lindóia, até a prática de esportes radicais em destinos de ecoturismo como Socorro. SAIBA MAIS

CUNHA

Por ali, a viagem tem cerâmicas, campos de lavanda, trilhas cênicas em trechos preservados de Mata Atlântica e mesa farta, no melhor estilo comida de fazenda.

Localizada a 230 km de São Paulo, no Alto Vale do Paraíba e bem próximo a Paraty, no Rio de Janeiro, a cidade de Cunha é um dos poucos endereços paulistas que reúnem serra e mar, em um mesmo endereço.

LEIA TAMBÉM: “Confira guia com dicas em Cunha”

PARATY

Lagoa Azul, em Paraty (foto: Eduardo Vessoni)

Nesta estação, as chuvas dão uma trégua nessa cidade histórica do Rio do Janeiro e o destino é palco de eventos concorridos como a Festa do Divino, no Dia de Pentecostes (50 dias após o domingo de Páscoa), e a FLIP, Festa Literária Internacional de Paraty que acontece em julho, já na temporada de inverno.

Além de seu preservado centro histórico tombado pelo IPHAN como Patrimônio Nacional, o destino tem acesso a cachoeiras e atrações como Trindade, vila de pescadores a 30 km de Paraty, e ao Saco do Mamanguá, uma entrada de mar com 8 km de extensão formada por mais de 30 praias e mangues preservados.

LEIA TAMBÉM: “Veleiro em Paraty pode ser mais econômico do que diária de pousada”

CIDADES HISTÓRICAS DE MINAS

Ouro Preto, em Minas Gerais, é um dos destinos nacionais recomendados para junho (foto: Filipe Soares Dilly/Flickr-Creative Commons)

As chuvas dão uma trégua também nas regiões Sul e Sudeste, onde é possível conhecer as cidades históricas mineiras, cujos destinos mais populares são Ouro Preto e Tiradentes.

Outra opção é a Serra do Cipó, pois no outono as chuvas não atrapalham mais os passeios e ainda há bastante verde na paisagem, cujos destaques são cachoeiras e grutas.

CHAPADA DOS VEADEIROS

Vista do do salto do Rio Preto, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (foto: Eduardo Vessoni)

A temporada de chuvas já passou, o Cerrado está florido e as cachoeiras apresentam maior volume de água.

Eis a hora de desembarcar em um dos mais místicos e desejados destinos de aventura do Brasil: a Chapada dos Veadeiros, cuja melhor época de visitação vai de maio a setembro.

LEIA TAMBÉM: “Chapada dos Veadeiros abriga trilhas alternativas por cachoeiras e piscinas naturais”

JALAPÃO

Prainha da Cachoeira da Velha, no Tocantins (foto: Eduardo Vessoni)

Dizem que o Jalapão, a 180 quilômetro da capital Palmas, é visitável o ano inteiro, mas é entre maio e setembro que as chuvas dão uma trégua e as noites são mais frescas (entre 13° e 20º).

Seu cenário desértico de dunas e lagoas talvez seja a imagem mais conhecida do Tocantins, na divisa com a Bahia, Piauí e Maranhão. Mas o destino abriga também montanhas em forma de platô, dunas móveis, cachoeiras, praias de água doce e poços naturais cristalinos que não deixam o visitante afundar.

Com uma densidade demográfica que não chega a um habitante por km² e vegetação semelhante às das savanas africanas, o Jalapão é um dos destinos turísticos mais isolados do Brasil.

SAIBA MAIS: “Conheça atrações naturais do Tocantins”

BELÉM

Açude Água Preta, no Parque Estadual do Utinga (foto: Eduardo Vessoni)

O verão paraense vai de maio a outubro, meses da temporada seca no estado.

Belém é, de longe, a versão melhor estruturada da Amazônia turística, onde os serviços funcionam e os preços não são abusivos.

Gastronomia de autor que reúne regionalismo e cozinha internacional sem afetação; pequenos museus de acervo discreto e cenografia caprichada; rituais religiosos que conseguem unir todas as crenças; passeios fluviais sinceros que pouco se parecem às versões engana-turistas de outros destinos brasileiros da Amazônia, em que indígenas se fantasiam de índios para delírio da gringaiada; e uma floresta amazônica que fica bem ali na porta de casa.

LEIA TAMBÉM: “1ª vez na Amazônia: Belém ou Manaus?”

MANAUS

Vista das florestas alagadas da Amazônia, em Manaus (foto: Eduardo Vessoni)

Outro destino amazônico recomendado para esse período é a a capital do Amazonas, que apesar das altas temperaturas, é destino para quem quer conhecer uma das principais florestas tropicais do planeta.

Em junho, por exemplo, pode-se navegar entre igapós e igarapés, visitar cachoeiras e nadar em praias fluviais.

LEIA TAMBÉM: “Igarapés são destaque da estação de chuvas na Amazônia”

PANTANAL

Observação de onças, no Pantanal Norte, no Mato Grosso (foto: Eduardo Vessoni)

O período da vazante dos rios, que costuma ir de maio a novembro, é o mais indicado para conhecer a maior área inundável do mundo.

É nessa época que as águas começam a baixar e os animais buscam alimento nas margens de rios e na beira da estrada, como a icônica Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso.

Localizado entre os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, esse ecossistema com quase 140 mil km² é um dos maiores territórios úmidos do mundo e sua diversidade animal rendeu ao destino os títulos de Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera pela UNESCO.

SAIBA MAIS: “Observação de onças no Pantanal”

SERRA GAÚCHA

Véu da Noiva, em Canela (foto: Eduardo Vessoni)

Gramado, Canela, Bento Gonçalves, São Francisco de Paula e Nova Petrópolis são alguns dos destinos que merecem uma visita nessa região serrana do Rio Grande do Sul.

Enquanto Gramado é o endereço para ver e ser visto, a vizinha Canela é o lugar para estar do lado de fora, cuja atração mais conhecida é a Cascata do Caracol, uma queda d’água de 131 metros de altura.

Já Nova Petrópolis e São Chico, como São Francisco de Paula também é conhecida, fazem partem da Rota Romântica, roteiro que de 14 cidades que homenageia a cultura germânica trazida por imigrantes.

LEIA TAMBÉM: “10 sugestões de experiências inusitadas na Serra Gaúcha”

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*