Fernando de Noronha para mãos de vaca: dicas para economizar

Pela primeira vez na história da ilha, a crise chegou a Fernando de Noronha. E junto com ela um novo perfil de visitante (pelo menos até a próxima alta temporada).

O número de pernoites tem diminuído (ouvi relatos de passageiros que chegaram na sexta e retornariam ao continente, no domingo seguinte); turistas andam procurando alternativas na hora da refeição e as atrações mais econômicas (ou gratuitas) têm visto o número de visitantes crescer.

Visitar o paraíso na Terra tem seu preço. E quando o destino é Fernando de Noronha, os custos são bem altos, diga-se de passagem.

Morro Dois Irmãos (foto: Eduardo Vessoni)

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Em abril de 2017, o litro da gasolina custava R$ 5,79; a garrafa de 1,5 litro de água chegava a R$ 8 em um estabelecimento de produtos naturais de Floresta Nova; e uma diária em uma das cinco pousadas de alto padrão passava dos mil reais por casal.

Sem falar na água de coco, aquele mesmo que a gente vê aos montes no quintal das casas de moradores, que custa exagerados R$ 10, na entrada da praia da Cacimba do Padre.

Mas é possível, sim, desembarcar naquelas terras exibidas sem estourar o orçamento. E pode ter certa que, cada centavo investido, será recompensado com uma das experiências mais cenográficas do Brasil.

Para isso, o Viagem em Pauta voltou a Fernando de Noronha, no último mês de abril, em busca dos melhores preços para você conhecer, finalmente, um dos destinos mais cobiçados do litoral brasileiro.

Confira as dicas:

ANTES DE IR

A 545 km do Recife, esse arquipélago de origem vulcânica tem 26 km² e é formado por 21 ilhas, ilhotas e rochedos. O único local habitado é a ilha principal, uma área de 17 km² e cinco mil habitantes, aproximadamente.

⇒ taxa
Se tem um gasto que não vai dar para evitar é o pagamento das taxas cobradas dos visitantes.

A TPA (Taxa de Preservação Ambiental) é obrigatória para entrar na ilha e custa R$ 68,74 por dia e vai ganhando desconto, a partir do 5º dia de viagem. Eis uma alternativa que o destino, finalmente, encontrou para estimular o turismo em Noronha. Até pouco tempo atrás, a matemática era desfavorável ao visitante e ficar mais tempo significava pagar um valor desproporcional.

Para agilizar seu desembarque no aeroporto, pague a taxa com antecedência no site www.noronha.pe.gov.br

A TPA (Taxa de Preservação Ambiental) é obrigatória para entrar em Fernando de Noronha e custa R$ 68,74 por dia (foto: Eduardo Vessoni)
A TPA (Taxa de Preservação Ambiental) é obrigatória para entrar em Fernando de Noronha e custa R$ 68,74 por dia (foto: Eduardo Vessoni)

⇒ ingresso ao parque
Brasileiros pagam R$ 99 para entrar no Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha, taxa cobrada desde que as atrações da ilha ganharam melhorias com a chegada da concessionária Econoronha que administra o destino, desde 2012.

Embora seja opcional, o ingresso dá direito de acesso a todas as áreas de visitação pública do PARNAMAR, bem como suas trilhas e praias (do Sancho, Baía dos Porcos e praia do Atalaia).  Para quem vai mergulhar, cujas embarcações partem do Porto de Santo Antonio, também é obrigatório apresentar a carteirinha de acesso.

O parque também conta com venda antecipada de ingressos, cuja retirada do cartão de acesso pode ser feita nos centros de visitantes do ICMBio (Boldró) e do Sancho (no acesso ao Mirante dos Golfinhos e Praia do Sancho); e no quiosque da praça Flamboyant, no centro. 

PASSAGENS AÉREAS

Com apenas duas companhias aéreas operando a partir de Natal e do Recife, não é tarefa fácil encontrar promoções de passagens para a ilha, exceto no inverno local, de março a junho.

Antes de se empolgar com promoção de bilhetes para Fernando de Noronha, confira a disponibilidade e os valores das diárias em pousadas. Afinal de contas não faz sentido economizar no transporte e estourar o orçamento com reservas de última hora em pousadas da ilha.

Vista parcial da pista do aeroporto de Fernando de Noronha, a 545 km do Recife (foto: Eduardo Vessoni)
Vista parcial da pista do aeroporto de Fernando de Noronha, a 545 km do Recife (foto: Eduardo Vessoni)

Evite comprar trechos separados. Uma viagem ida e volta São Paulo-Noronha, com paradas em alguma capital do Nordeste, pode sair quase o mesmo valor da rota Recife-Noronha.

Se for usar milhas, procure incluir todas as pernas em um mesmo bilhete. Para ter uma ideia, os trechos SP-NORONHA-SP custavam R$ 1.608, para saída no final de maio, pela Azul. Pela mesma companhia e nas mesmas datas, a empresa oferecia os trechos Recife-Noronha-Recife por R$ 1.212.

Os voos diretos para Noronha têm saídas diárias de Recife (Gol e Azul) e de Natal (Azul) e duram 60 minutos, aproximadamente. 

QUANDO IR

Se for para ficar menos de cinco dias na ilha, adie sua ida a Noronha, junte mais moedas no cofrinho e deixe a viagem para quando você estiver com orçamento mais folgado.

O arquipélago é pequeno, mas a variedade de atividades parecem não caber na programação. Definitivamente, Fernando de Noronha não é para viajantes apressados.

Veja calendário:

⇒ para economizar: de abril a julho, os valores praticados na ilha costumam cair até 30% com a campanha Mais Noronha, em que estabelecimentos como pousadas, restaurantes e fornecedores de serviços dão descontos. Mas lembre-se que essa é também a temporada de precipitações, o que significa que você pode pegar dias seguidos de céu nublado e chuva ou ter a sorte de passar toda a sua estadia sob sol forte e céu com algumas nuvens.

Dos 10 dias em que o Viagem em Pauta esteve na ilha para atualizar este guia, apenas um foi de chuvas.

⇒ para águas calmas: os locais são unânimes em afirmar que setembro é o melhor mês do ano para curtir o mar deitado, expressão usada para se referir às águas calmas de Noronha.

Baía do Sancho, uma das atrações naturais de Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)

⇒ para ver desova de tartarugas: de dezembro a junho, quando o Projeto Tamar programa diversas atividades com a participação do público, como o monitoramento noturno, na Praia do Leão.

⇒ para surfar: a temporada no Mar de Dentro vai de dezembro a março, devido aos ventos e correntes no destino. Famoso pelas ondas que podem chegar a quatro metros de altura, o arquipélago é conhecida também como o “Havaí brasileiro”.

Mergulho avançado em Iuias (foto: All Angle/Tati Vasconcelos)

⇒ para mergulhar:
melhor mês: abril (mar calmo do lado de dentro e pouco vento do lado de fora)
de fevereiro a maio: bom no Mar de Fora
entre junho e outubro: Mar de Dentro mais calmo e Mar de Fora com muito vento
de novembro a janeiro: grande probabilidade de pegar o mar agitado dos dois lados.
(* fonte: Atlantis Divers) 

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HOSPEDAGEM

A ilha tem opções que vão desde casas de família até pousadas de alto padrão com o mar de Fernando de Noronha bem diante da janela do quarto.

Para evitar deslocamentos, hospede-se em locais próximos à Vila dos Remédios, em bairros vizinhos como Floresta Nova e Vila do Trinta. Dali é fácil seguir a pé para as atrações mais centrais.

Fora da rota dos estabelecimentos de alto padrão, viajantes com orçamento apertado contam com quartos alugados em residências familiares, cuja maior concentração fica em setores como Floresta Nova.

Vila dos Remédios, em Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)

Uma das nossas dicas é o Cama & Café do guia Ailton Flor, no bairro Floresta Nova. A diária para duas pessoas varia de R$ 292 (baixa temporada) a R$ 345 (alta temporada) e inclui café da manhã, quarto com banheiro privativo e TV a cabo. Contatos: (81) 3619-1887 / (81) 99915-8399 / [email protected]

Na Vila dos Remédios, procure a Pousada Golfinho (81/3619-1837), com diárias para casal a R$ 270 reais (baixa temporada) e R$ 350 (alta temporada). A proprietária disponibiliza a cozinha para preparação de café da manhã, que não está incluído na diária.

A Vila do 30, também a pouca distância da Vila dos Remédios e próxima do porto, abriga as opções mais simples de hospedagem.

(*os valores são para casal e foram cotados em abril de 2017, podendo variar de acordo com a época do ano) 

TRANSPORTE

⇒ bugue
Com o litro da gasolina a R$ 5,79 e aluguel diário de bugue que vai de R$ 250 a R$ 600, de acordo com a temporada, pense duas vezes antes de alugar esse que virou uma espécie de praga inevitável da ilha, embora esta seja a opção mais recomendável para quem quer autonomia.

O congestionamento de bugues nas atrações e nas áreas de estacionamento têm tirado o sossego da ilha (sem falar nos turistas desavisados que se esquecem que Noronha não é a rodovia Imigrantes, em São Paulo).

Bugue na BR 363, na Praia do Sueste (foto: Eduardo Vessoni)

⇒ micro-ônibus
Atualmente, a ilha conta com uma linha de ônibus (R$ 5) que conecta os extremos da ilha pela minúscula BR-363, entre a Baía do Sueste e o Porto de Santo Antonio, e com acesso a atrações como o Buraco da Raquel e a Ponta do Air France.

Com frequência a cada 30 minutos, das 7h30 à meia-noite, esta é uma opção econômica que passa por locais como o aeroporto, o Boldró (onde fica o Projeto Tamar e o ICMBio) e bairros como Floresta Velha e Vila do 30 (onde se concentram mercados, quitandas e pousadas).

O ônibus passa também próximo da Vila dos Remédios, de onde se tem acesso às praias urbanas da ilha (do Cachorro, do Meio e da Conceição) e ao Centro Histórico.

Linha Porto-Sueste, em Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)

⇒ bicicleta: Em parceria com a Secretaria de Turismo e um banco privado, a administração da ilha implantou o projeto BikeNoronha, em que moradores da ilha e 42 pousadas receberam bicicletas e estações com placas de sinalização. Com terreno irregular em certos pontos, o destino pode ser explorado sobre duas rodas, sobretudo na ciclovia que margeia a BR 363.

⇒ táxi
Para deslocamentos em áreas mais afastadas ou em horários alternativos, a Nortax (81-3619-1314) é a companhia oficial de táxis de Noronha.

Uma corrida entre o aeroporto e a Vila dos Remédios custa R$ 21; e R$ 35, entre as praias da Conceição e a do Leão.

(* os valores foram pesquisados no site da empresa, em abril de 2017) 

DINHEIRO OU CARTÃO DE CRÉDITO

Nos estabelecimentos em que a operação é possível, procure fazer suas compras com cartões, mas leve dinheiro em espécie para pequenos gastos em locais como praias e ônibus públicos.

Atualmente, a ilha possui bancos como Santander (Vila dos Remédios), Banco 24 h (Aeroporto e Projeto Tamar) e Bradesco (Vila do Trinta). Já os locais turísticos como hotéis, bares e restaurantes aceitam cartões para pagamento (é só rezar para a conexão telefônica estar funcionando). 

ALIMENTAÇÃO

De buffet por quilo à restaurante mais caros, a ilha é democrática no quesito refeição.

Para economizar de verdade, procure os estabelecimentos frequentados pelos moradores locais como o caseiro Restaurante do Valdênio, na Vila do 30, onde o buffet simples com bebida incluída custa R$ 30 (tel.: 81-3619-1872); e o Restaurante do Jacaré, em frente ao Palácio São Miguel (tel.: 81- 3619.1947; de 2ª a sáb. das 12h às 14h; R$ 35, buffet livre).

Quem procura variedade e comida por quilo conta também com o excelente (mas sempre lotado) Empório São Miguel, na praça Flamboyant, (tel.: 81 – 3619.1859; de 2ª a sábado, das 9h às 23h30, e dom. das 16h às 23h; R$ 78,90, o quilo).

Restaurante O Pico, conhecido pelas opções de prato do dia, no bairro Floresta Nova (foto: Eduardo Vessoni)

O Pico, no bairro Floresta Nova, vai na direção contrária da comida por quilo e é o único restaurante da ilha com prato do dia (R$ 80) com uma entrada, principal e sobremesa, com opções orientais, mediterrâneas e nordestinas. À noite, o cardápio a la carte conta com pratos como as clássicas bruschettas com brie e damasco (R$ 42), arroz com polvo puxado no alho (R$93) e as famosas rabanadas com doce de leite caseiro (R$48)

O espaço é conhecido também pela lojinha com souvenirs nordestinos, trabalhos do fotógrafo francês Patrick Muller e xilogravuras do cordelista J. Borges à venda. Aos domingos, a partir das 20h, a casa abriga apresentação de MPB ao vivo com o música local Daniel Ribeiro.

Para refeições rápidas, vá ao trailer Maiskibon, em frente à praça Flamboyant, cujos sanduíches bem recheados incluem opções com carne, frango, peixe e até hambúrguer de soja (a partir de R$ 20). Uma das novidades da comida rápida em Fernando de Noronha é o Burgueria Gourmet, também na praça Flamboyant, com hambúrguer artesanal que homenageia figuras populares da ilha como o Burguer Zé Maria e Tuca Noronha (R$30). 

PASSEIOS

Por mais independente que seja o viajante, a contratação de guias ou de serviços agências de turismo será obrigatória em atrações localizadas em áreas preservadas, declaradas parque nacional.

As trilhas do Capim Açu e a da Atalaia, por exemplo, requerem agendamento prévio no ICMBio de Fernando de Noronha, no Boldró, e acompanhamento de um guia cadastrado.

Se tiver que investir em um único roteiro, dê prioridade para o completo Ilha Tour (R$ 176), passeio em carro 4×4 com duração de um dia inteiro por ícones da ilha como as praias do Sancho e da Cacimba do Padre, Morro Dois Irmãos, Buraco da Raquel, mergulho no Sueste e entardecer no mirante do Fortinho de São Pedro.

Cacimba do Padre, uma das praias do Ilha Tour, em Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)

Em Noronha, o Viagem em Pauta foi recebido pela Noronha Tour, agência que oferece sem custos para o cliente um passeio à Ponta do Air France para ver o pôr do sol, regado a espumantes. A empresa conta também com opções de passeios como o reboque (R$ 143), mergulho livre em que o participante é puxado pela embarcação através de uma pequena prancha; passeio de barco na Baia dos Golfinhos (R$ 159); e acompanhamento de guias em trilhas (a partir de R$ 137), além de saídas para mergulho. 

PRAIAS

O Mar de Dentro, voltado para a costa brasileira, abriga onze praias: Porto, Cachorro, Meio, Conceição, Boldró, Americano, Bode, Quixabinha, Cacimba do Padre, Baía dos Porcos, Sancho, além da Baía dos Golfinhos.

Praia do Americano, durante temporada de swell, em Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)

Já o lado da ilha voltado para a África é conhecido como Mar de Fora e conta com quatro praias: Sueste, Atalaia, Caieira e Leão. 

POR CONTA PRÓPRIA (E DE GRAÇA)

⇒ praias urbanas
Cachorro, do Meio e da Conceição são consideradas as praias urbanas da ilha e ficam a poucos metros da Vila dos Remédios. Porém apenas a última possui estrutura para banhistas como bares com chuveiro e aluguel de cadeiras. Consulte a tábua de maré, antes de visitar praias como a do Cachorro e a do Meio.

Praias do Meio e da Conceição, vistas do Forte da Vila dos Remédios, em Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)

⇒ Porto de Santo Antonio
Outra praia de fácil acesso é a do porto de Fernando de Noronha, cujas águas cristalinas nem parecem a de um local de onde saem embarcações.

Águas calmas e boa variedade de vida animal, incluindo tartarugas e até tubarão, são os destaques dessa atração, recomendada também para a prática de snorkel. O local abriga também um naufrágio de fácil acesso.

⇒ trilhas
Costa Esmeralda: Só pelo nome, já dá para ter uma ideia dos tons de mar que vêm pela frente. Esta trilha de nível médio e 5 km de extensão passa por 8 praias do Mar de Dentro, entre a do Cachorro e à Baía dos Porcos.

Com o acompanhamento de guias, a trilha Costa Esmeralda revela endereços que só moradores locais conhecem (foto: Eduardo Vessoni)

Costa Azul: Com cerca de 2,3 km de extensão e duas horas de duração, aproximadamente, essa caminhada leve começa no conjunto histórico da Vila dos Remédios e segue até o Boldró.

Jardim Elizabeth: Com início na Vila dos Remédios, essa trilha histórica tem 1,6 km e passa por endereços como a fortaleza de Nossa Senhora dos Remédios, com vista para o Porto de Santo Antônio, ilhas secundárias, Morro do Pico e as praias do Meio e da Conceição. Com uma hora de duração, a caminhada termina na Praia do Cachorro.

Embora sejam três opções de trilha auto-guiada, é recomendada a contratação de um guia, não só pelo auxílio em áreas não sinalizadas que podem confundir como também pela possibilidade de atalhos a atrações naturais escondidas que só moradores locais conhecem.

LEIA TAMBÉM: “Trilha Capim Açu é a versão selvagem (e para poucos) de Fernando de Noronha”

⇒ mirantes
Seja qual for seu estilo de viagem, os mirantes de Noronha são uma espécie de portal com vista para cenários que nem sempre podem ser vistos no nível do mar. O destino conta com opções que vão desde os mirantes sobre decks de madeira biossintética, nas áreas de Parque Nacional, como o da praia do Sancho, até os mais rústicos e naturais.

Mirante da Praia do Leão, no Mar de Fora (foto: Eduardo Vessoni)

Na matéria “Mirantes de Fernando de Noronha mostram outras perspectivas da ilha”, listamos alguns dos melhores mirantes da ilha

⇒ finais de tarde
O ponto mais famoso para ver o pôr do sol de Noronha é o fortinho do Boldró, onde os visitantes costumam terminar o Ilha Tour, em frente ao Forte São Pedro do Boldró e o Morro Dois Irmãos.

Mas para evitar o alto número de visitantes e o som alto ao vivo, que nem sempre agrada, fuja para outros locais elevados para ver o final da tarde, como o forte da Vila dos Remédios, que tem vista privilegiada do centro histórico de Noronha, do Morro do Pico e do Mar de Dentro.

Final de tarde, visto do Forte da Vila dos Remédios, em Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)

Mas se você quer exclusividade mesmo, acompanhado de uma meia dúzia de forasteiros, sua parada é na Pedra do Bode, uma elevação rochosa, entre a Praia do Bode e a do Americano, e com vista para o Morro Dois Irmãos.

⇒ tartarugas
Às segundas e quintas, a Praia do Sueste, no Mar de Fora, recebe a visita de biólogos do Projeto Tamar que fazem a captura intencional de tartarugas marinhas com fins científicos. Após a captura dos bichos no mar, os profissionais dão uma aula para os banhistas sobre os hábitos e características das tartarugas.

A desova das tartarugas-verdes costumam ocorrer nas praias do Leão e do Sancho, cuja temporada vai de de dezembro a junho e tem monitoramento feito pelo Projeto Tamar.

Biólogos em ação na Praia do Sueste (foto: Eduardo Vessoni)

LEIA TAMBÉM: “Captura de tartarugas é experiência única em Fernando de Noronha”

Outra dica para viajantes ecológicos são as palestras ambientais do Tamar que acontecem na sede do projeto, no Boldró.

Há 21 anos, sem pular nenhuma noite, o local tem encontros encabeçados por pesquisadores residentes no arquipélago ou que estejam de passagem, sempre às 20h. Os temas são fixos e vão de tartarugas marinhas a tubarões.

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⇒ museus
É difícil acreditar que alguém queira trocar o mar de Fernando de Noronha por salas fechadas de museus, mas a ilha abriga espaços simples com informações completas do destino como o Memorial Noronhense, na praça da igreja de Nossa Senhora dos Remédios, com acervo como objetos, fotos e painéis que contam a história da ilha.

Outro endereço que vale a pena é o Museu do Tubarão, próximo ao porto. Discreto, o local desmistifica esse animal marinho tão temido, com painéis explicativos, fotos e arcadas dentárias. Tel: (81) 3619-1365 

MERGULHO

Taí o melhor investimento que um visitante pode fazer em Fernando de Noronha.

Com quase 30 pontos diferentes para prática do esporte, alta visibilidade marinha e águas com temperaturas médias de 27°, o destino é um dos melhores endereços de mergulho do Brasil.

Submergir por ali não é uma atividade barata, mas cada centavo será recompensado com uma fauna marinha que sempre dá as caras como tubarões, tartarugas, golfinhos, polvos, moreias e centenas de cardumes coloridos.

Para reduzir os gastos (e, de quebra, repetir a experiência) procure contratar mais de uma saída de mergulho em uma mesma agência.

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A Atlantis Divers, por exemplo, cobra R$ 520 para o batismo simples (+ R$ 44 do aluguel de roupa) ou R$ 704 para o batismo duplo, incluindo traslado em barco até os pontos de mergulho que são escolhidos de acordo com as condições do mar, um instrutor por mergulhador, empréstimo de equipamentos e snacks a bordo.

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ALUGUEL DE EQUIPAMENTO

Para melhor aproveitar a diversidade marinha das piscinas naturais (e economizar), a dica é levar seu próprio equipamento de mergulho como nadadeiras, máscara e snorkel.

Só para se ter uma ideia, o aluguel de colete e máscara, itens obrigatórios para flutuação em algumas piscinas naturais, custam, em média, R$ 20 por pessoa.

Praia da Cacimba do Padre (foto: Eduardo Vessoni)

Já a cadeira de praia custa R$ 10 e o guarda-sol não sai por menos de R$ 30, na Cacimba do Padre. As pousadas de nível superior costumam contar com empréstimo de toalha, cadeira e guarda-sol para hóspedes.

SAIBA MAIS
Site de Fernando de Noronha
www.noronha.pe.gov.br

Econoronha
www.parnanoronha.com.br

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3 Comentário

  1. É triste ver como o turista é onerado em Noronha, visitantes pagam subsídio pelas passagens dos moradores, mais uma taxa foi criada, os serviços mais caros e só para constar existe um “Hotel” com tudo de graça para autoridades que visitam a ilha.

  2. Estou pensando em fazer essa viagem a Noronha em setembro e gostaria de receber dicas com valores, passeios, hospedagem. Saindo de Brasilia/DF

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