Confira atrações de inverno na Reserva Nacional Malalcahuello, no Chile

foto: Corralco Resort de Montaña/Divulgação

Localizada na Región de la Araucanía, no sul do Chile, a Reserva Nacional Malalcahuello é daqueles lugares que se transformam a cada temporada.

Porta de entrada para a Patagônia, mas com temperaturas mais decentes e melhores vias de acesso, a região se abre não só para atividades de verão mas é conhecida também como o endereço da temporada de esqui mais longa em todo o país, que costuma ir de junho a outubro.

foto: Corralco Resort de Montaña/Divulgação

Famosa pelas atividades glaciares e vulcânicas, a reserva é marcada pelo isolamento.

Essa área preservada de quase 13 mil hectares de geografia inóspita, nas comunidades de Cuaracautín e Lonquimay, fica a 120 km de Temuco e tem atividades como caminhadas por florestas de árvores milenares, crateras vulcânicas para trilhas, ciclovias sobre um antigo trilho de trem e até uma exclusiva estação de esqui.

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Corralco Resort de Montaña

Esse hotel fica em uma área com mais de 5.500 metros de área construída e é considerado o único estabelecimento hoteleiro do gênero que fica dentro da Reserva Nacional Malalcahuello.

Vista do Corralco Resort de Montaña, a 120 km de Temuco, no sul do Chile (foto: Divulgação)

Localizado em meio a um bosque de araucárias e com vistas exclusivas para o vulcão Lonquimay, o Corralco é uma opção exclusiva para prática de esqui na região.

O lodge tem 54 apartamentos, piscina climatizada com vista para o Lonquimay e uma estação de esqui no pé do vulcão.

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Estação de esqui

Localizado na Reserva Nacional de Malalcahuello, essa estação conta com 29 pistas para praticantes iniciantes e avançados, e escola de esqui.

foto: Corralco Resort de Montaña/Divulgação

Uma das novidades da temporada 2017 é a aquisição do Pistenbully 400 Parque Bully, uma máquina para a preparação de um parque de neve de 2.500 m² com circuitos progressivos, tobogãs e trenós de neve.

Outro serviço que acaba de ser inaugurado é a ‘Mini Escola de Esqui’, para crianças de 4 a 12 anos que desejam iniciar ou aperfeiçoar suas habilidades no esporte.

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Subida ao Vulcão Lonquimay

Por onde se olhe, o Lonquimay se exibe a 2.865 metros de altitude.

Subida ao vulcão Lonquimay, no sul do Chile (foto: Eduardo Vessoni)

No inverno, suas ladeiras íngremes são riscadas pelos esquis de casais e famílias, ao longo das 29 pistas de diferentes níveis de dificuldade, localizadas no Corralco Resort de Montaña.

Quem não se garante sobre esquis pode fazer uma das atividades mais radicais da região, subindo até a sua cratera, em uma trilha de mais de cinco horas de duração.

foto: Corralco Resort de Montaña/Divulgação

A trilha começa aos pés do vulcão, ao lado de uma das estações de embarque dos teleféricos de esqui e segue até o topo, onde uma cratera de mais de 800 metros de extensão recebe os poucos visitantes que conseguem chegar ali, considerada uma das maiores sobre vulcões austrais do Chile.

Localizado em uma área mais baixa do cordão montanhoso dos Andes, o que facilita a alta visibilidade, o vulcão tem vista de outras formações vulcânicas, como o Llaima, Villarrica, Lanín, Quetrupillán e Sierra Nevada. 

Dentro da cratera

Durante os séculos 19 e 20, o Lonquimay teve algumas erupções, mas o trabalho vulcânico mais conhecido é o que aconteceu em 25 de dezembro de 1988, quando entrou em atividade constante, ao longo dos trinta dias seguintes.

Cráter Navidad, na Reserva Nacional Malalcahuello (foto: Eduardo Vessoni)

Devido a seu cume tapado, aquele forte trabalho vulcânico não encontrou espaço para liberar lavas e gases, dando origem ao Cráter Navidad. A atividade vulcânica do Lonquimay só estaria concluída, um ano depois, em janeiro de 1990.

Localizado na ladeira noroeste do vulcão, o atrativo pode ser visitado, em uma trilha de 6 km de extensão (ida e volta), em meio ao impressionante caminho de cinzas que se estende por um cordão vulcânico do Valle del Escorial até a fronteira com a Argentina. 

De bicicleta

Desde 2011, a Ciclovia Manzanar – Malalcahuello segue sobre a antiga linha de trens que iam de Victoria a Lonquimay, considerada uma importante via de transporte da região.

De terreno (quase sempre) plano, essa rota tem 12 km de extensão e é considerada uma das ciclovias mais cênicas de todo o país.

Vista do vulcão Lonquimay, na ciclovia Manzanar – Malalcahuello, no sul do Chile (foto: Eduardo Vessoni)

Em duas horas de pedal, os ciclistas cruzam bosques de araucárias, antigos túneis férreos que margeiam o rio, uma colorida sequência de lupinus silvestres que se agitam com o vento, e vales que se abrem aos pés do Lonquimay (tem até uma ponte de madeira, estrategicamente, em frente ao vulcão).

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Trilhas cenográficas

As opções por ali são muitas e vão desde a caminhada até a Araucaria Milenar, árvore de 2.500 anos, aproximadamente, ao lado do Corralco Resort de Montaña, até caminhadas mais longas para quem está disposto a caminhar sobre terreno mais exigente.

Para quem não quer muito esforço, a Fundo la Estrella é uma trilha que cruza araucárias e tem vista para o Lonquimay.

Trilha Fundo la Estrella, na Reserva Nacional Malalcahuello, no sul do Chile (foto: Eduardo Vessoni)

Essa via de quatro km (só ida) corta bosques locais, no interior da Reserva Nacional Malalcahuello, uma das experiências mais fáceis para quem não está preparado para deslocamentos mais longos. Um dos destaques é a parada no discreto e cenográfico Salto la Estrella, pequena queda d’água alimentada pelo rio Colorado.

Laguna Pehuenco, próximo ao Corralco Resort de Montaña, no sul do Chile (foto: Eduardo Vessoni)

O roteiro pode ser combinado com uma visita à Laguna Pehuenco, conhecida por seus tons, extremamente, esverdeados e que se forma, anualmente, com o processo de degelo da região.

O local oferece poucos atrativos, mas o caminho até lá, entre árvores típicas patagônicas como lengas e coihües, inclui também uma caminhada sobre um antigo corredor de lava vulcânica que impressiona, em meio à vegetação verde.

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