15 experiências inusitadas que você precisa provar na América do Sul

Com 13 países espalhados por seus quase 18 milhões de km², a América do Sul reúne, em um mesmo território, cenários que vão das terras geladas e inóspitas das patagônias argentina e chilena até desertos, florestas e áreas inundadas.

Ou vai dizer que você sabia que a Bolívia guarda um pedaço preservado de floresta amazônica ou que o Paraguai também tem sua versão local do Pantanal?

Fãs que somos desse continente ainda mal explorado, turisticamente, por brasileiros, o Viagem em Pauta selecionou alguns dos destinos mais inusitados e pouco conhecidos dos viajantes nacionais.

Nessa lista você vai encontrar sítios arqueológicos da Colômbia, áreas desérticas do Peru e até fiordes escondidos do Chile.

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FAZER UM TOUR ASTRONÔMICO NO ATACAMA
(Chile)

Céu do Atacama (foto: Adhemar M. Duro Jr./European Southern Observatory – Flickr/Creative Commons)

O deserto mais seco do mundo é considerado um dos melhores lugares do planeta para observação do céu, devido a suas condições favoráveis, como os mais de 2.400 metros de altitude, baixa umidade local e pouca luminosidade artificial.

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NAVEGAR OS FIORDES CHILENOS
(Chile)

Laguna San Rafael (foto: Eduardo Vessoni)

Navegar pela geografia acidentada dos fiordes sul-americanos é uma das experiências mais impactantes do Chile.

A travessia a bordo de um navio cargueiro com fins turísticos dura 4 dias e vai de Porto Montt a Porto Natales, na Patagônia chilena.

SAIBA MAIS: “Saiba como é uma viagem pelos fiordes patagônicos do Chile”

VER A ARGENTINA INDÍGENA
(Quebrada de Humahuaca)

Cerro Siete Colores, em Purmamarca (foto: Eduardo Vessoni)

Esse vale de 155 km que cruza o noroeste do país é considerada Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade pela Unesco desde 2003 e abriga montanhas multicoloridas e estradas que levam a povoados anteriores aos incas.

A montanha policromática Siete Colores, em Purmamarca, as Salinas Grandes, a 70 km dali, e Tilcara, capital arqueológica da região, são algumas das atrações que merecem ser incluídas no roteiro.

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FAZER UM TREKKING NO PERITO MORENO
(Argentina)

Trekking no Perit Moreno (foto: Eduardo Vessoni)

O glacial Perito Moreno, na Patagônia argentina, serve de cenário para trekkings no principal atrativo do Parque Nacional Los Glaciares, a 80 km de El Calafate.

Com 724 mil hectares e declarado Patrimônio da Humanidade, o local abriga 350 glaciares, entre eles o Perito Moreno, onde é possível fazer uma caminhada moderada de duas horas às margens do Lago Rico, em direção ao paredão sul do glacial, de agosto a maio.

De setembro a abril, o Big Trekking leva os mais intrépidos para uma caminhada de quase 4 horas.

PASSAR A NOITE EM CABO POLONIO
(Uruguai)

Vista do povoado de Cabo Polonio, no Uruguai (foto: Eduardo Vessoni)

Localizado no Departamento de Rocha, muito mais perto do Brasil do que se possa imaginar, esse balneário escondido é um vilarejo escondido com população fixa de 95 pessoas e com entrada proibida para carros, cujo acesso se dá por caminhões 4×4 que cruzam os 7 km de areia que separam a estrada e o povoado.

Praias oceânicas, dunas, o Farol de Cabo Polônio (responsável pela única opção de luz pública em todo o local) e colônia de lobos-marinhos são os principais destaques desse destino que, devido ao mau humor do mar local, é conhecido como o Inferno dos Navegantes. Não é raro ver restos de naufrágios surgirem nas areias das praias, durante a maré baixa.

CONHECER A AMAZÔNIA
(Bolívia)

Parque Nacional Madidi, na Bolívia (foto: Dirk Embert / WWF – Wikimedia Commons)

Esse país andino também guarda seu pedaço de floresta amazônica.

Muito mais do que se aventurar em tours de bicicleta pela Estrada da Morte ou cruzar os cenários desérticos do Salar de Uyuni, duas experiências bolivianas, altamente, recomendadas, o país se exibe em trechos de floresta amazônica, no Departamento de Beni, ainda pouco explorados por viajantes brasileiros.

Considerado um dos ecossistemas de maior diversidade do continente, o Parque Nacional Madidi, uma área de quase 2 milhões de hactares, tem acesso pela cidade de Rurrenabaque e abriga picos nevados, bosques nublados, selvas tropicais e savanas, em uma das áreas de maior concentração de fauna e flora de toda a Bolívia, com mais de 730 espécies animais catalogadas

VISITAR O GRAN CHACO
(Paraguai)

Chaco Húmedo ou Bajo Chaco, no Paraguay (foto: senatur.gov.py)

Espécie de Pantanal paraguaio, nas fronteiras com o Brasil e a Argentina, esse destino que vai do semi árido ao semi úmido é formado por bosques subtropicais, palmeiras e uma infinidade de rios, córregos e lagoas.

Esse santuário da natureza, ao longo do rio Paraguai e dono de uma das mais baixas densidades demográficas do país, é conhecido também como o Grande Pantanal.

Está dividida em Bajo Chaco, com campos úmidos e acesso pela Ruta Transchaco; e Chaco Seco, que abriga a maior parte do território, com savanas semiáridas, bosques baixos e uma fauna com 167 mamíferos, 701 aves, 100 répteis e 230 tipos de peixes.

A região abriga três parques nacionais: PN Defensores del Chaco, PN Tinfunqué e PN Teniente Enciso. SAIBA MAIS

CONHECER A MAIOR CIDADE DE BARRO DO CONTINENTE
(Peru)

Chan Chan, em Trujillo (foto: Carlos Adampol Galindo/Flickr-Creative Commons)

Visitar o Peru não significa ser mais um a engrossar a fila dos milhares de estrangeiros que congestionam o sítio arqueológico de Machu Pichu, o principal atrativo do país. Esse destino andino vai muito além de endereços manjados como Cuzco e a ‘Cidade Perdida dos Incas’.

A distantes 550 km da capital Lima, Trujillo, capital del departamento de La Libertad, é daqueles lugares capazes de entreter, por horas, amantes de arqueologia, história e de experiências ainda pouco conhecidas por brasileiros no Peru.

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CONHECER A AVENIDA DOS VULCÕES
(Equador)

Vulcão Cotopaxi (foto: Eduardo Vessoni)

A partir de Quito, capital do Equador, é possível conhecer a cenográfica Avenida de los Volcanes (‘Avenida dos Vulcões’, em português), uma rota de 300 km de extensão, formada por uma cadeia montanhosa cortada por 27 vulcões que podem ser vistos, entre a Serra Central e o norte equatoriano.

Conhecida como o coração dessa avenida natural, a capital do Equador é ponto de partida para duas linhas paralelas de vulcões que rasgam as cordilheiras dos Andes, de norte a sul, resultado dos choques das placas tectônicas do Pacífico com as do continente, dando origem ao “Cinturão de Fogo do Pacífico” (ou também “Anel de fogo do Pacífico”).

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VISITAR SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS
(Colômbia)

Vista interior de uma das câmaras funerárias de Tierradentro, na Colômbia (foto: Eduardo Vessoni)

Localizado a 10 horas de Bogotá, no departamento de Huila, o Parque Arqueológico de San Agustín guarda uma das histórias mais misteriosas de todo o país, um conjunto funerário monumental que uma sociedade desconhecida, convencionalmente conhecida como agustiniana, teria criado na cidade de San Agustín, entre os anos 200 a.C. e 800 d.C.

Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, desde 1995, o parque abriga uma área de 78 hectares, a 3 km de San Agustín, onde podem ser visitadas as mesitas, montículos funerários com lascas horizontais de pedra que se assemelham a uma mesa, cujo tamanho podia chegar a 4 metros de altura.

SAIBA MAIS: “Misteriosas câmaras subterrâneas e estátuas funerárias são destaques arqueológicos da Colômbia”

CHEGAR AO MONTE RORAIMA DE HELICÓPTERO
(Venezuela)

Chegada ao topo do Monte Roraima (foto: Marcelo Seixas/Roraima Adventures)

zem que visitar o Monte Roraima, na Tríplice Fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, leva o viajante a um estado de espírito indefinível, cujas reflexões tocam até os mais céticos.

E para facilitar a elevação do espírito (e chegar mais rápido a uma das mais antigas montanhas do planeta), a atração tem saída confirmada no sobrevoo que acontece na região, em junho.

A experiência incluirá duas noites no topo desse tepui, como são chamadas as mesetas de paredões verticais e cume plano, e acampamento em barracas que servirão de base para quem realiza atrações no local.

SAIBA MAIS: “Em junho, Monte Roraima poderá ser visitado em helicóptero”

FAZER ESPORTES DE AVENTURA NO RIO SÃO FRANCISCO
(Sergipe/Brasil)

Rapel no rio São Francisco, em Canindé do São Francisco, no extremo noroeste de Sergipe (foto: Eduardo Vessoni)

As águas represadas do rio São Francisco deram lugar ao Cânion do Xingó, localizado em um vale de 65 km de extensão e com uma profundidade média de 150 metros, onde é possível navegar a bordo de catamarãs, fazer passeios em pequenas embarcações que cruzam corredores estreitos do cânion, fazer rapel e até praticar Stand Up Paddle.

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NAVEGAR NOS CÂNIONS DO RIO ARAGUAIA
(Goiás/Brasil)

Em 2016, o Viagem em Pauta navegou o rio Araguaia para conhecer a inusitada expedição em botes que acontece nos estreitos cânions desse rio de mais de dois mil quilômetros de extensão, entre Goiás e o Tocantins.

A experiência, que tem quatro dias de duração, é acompanhada de acampamentos em praias do Araguaia e paradas em cachoeiras.

MERGULHAR EM UMA LAGOA DE FUNDO DESCONHECIDO
(Jardim/Brasil)

Lagoa Misteriosa, em Bonito (foto: Marcelo Krause/Divulgação)

De águas transparente e tons, exageradamente, azuis, a Lagoa Misteriosa é uma das atrações mais impressionante de Jardim, município próximo a Bonito, no Mato Grosso do Sul.

A atração se encontra no fundo de uma dolina de 75 metros de profundidade, cujo acesso se dá por uma escadaria de 179 degraus, e seu nome tem origem no desconhecimento da área total da caverna (até hoje foram explorados 220 metros de profundidade) e pelos sons estranhos que vinham de dentro do lago, segundo os proprietários.

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CONHECER O PORTAL PARA ATLÂNTIDA
(Mato Grosso/Brasil)

Vida intraterrestre, portal para outras dimensões, sítios arqueológicos, cachoeiras e até um suposto corredor para Machu Picchu. Se algum desses temas te interessem, a sua próxima parada é na Serra do Roncador, no Mato Grosso.

Localizada a mais de 500 km de Cuiabá, essa sequência sequência de montanhas com 800 km de extensão vai de Barra do Garças, no Mato Grosso, a Serra do Cachimbo, no Pará.

Ainda desconhecido do viajante brasileiro, o Roncador é famoso por suas histórias de cidades perdidas e ouro escondido.

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