Destinos do Brasil para conhecer em junho

No Brasil, as quatro estações praticamente viram duas: seca e chuva.

Na época de seca, que vai de junho a novembro, alguns destinos tem condições de visita ideais, como a Chapada dos Veadeiros, no Nordeste de Goiás, quando os dias têm céu limpo e a paisagem fica formada por cerrado florido.

Localizada em pleno centro do Brasil, a Chapada dos Veadeiros tem uma cachoeira para cada estilo de viajante, desde famílias que encontram trilhas de fácil acesso até aventureiros que se banham em uma piscina natural de borda infinita, sobre um abismo com vista para a Serra de Santana.

Outras chapadas brasileiras, como a dos Guimarães, no Mato Grosso, e a Diamantina, na Bahia, também são recomendadas nessa época.

Cachoeira Almécegas I, em Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros (foto: Eduardo Vessoni)LEIA TAMBÉM: “Conheça as cachoeiras da Chapada dos Veadeiros, em Goiás”

Com o fim da temporada de precipitações, os céus do Pantanal, no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, ficam mais claros e os campos assumem tons mais verdes.

É a partir deste mês que começa a melhor temporada para ver animais na região, quando o nível dos rios baixam e os bichos buscam água e alimento, nas margens de estradas, para delírio dos visitantes.

Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso (foto: Eduardo Vessoni)

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As praias de Paraty ficam logo ali adiante, no final de uma estrada cenográfica com trechos de paralelepípedos.

É grande a tentação de descer até o nível do mar, mas quem chega em Cunha, no interior de São Paulo, encontra um destino discreto que passa longe do turismo de massa de outros endereços serranos do estado.

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Em junho, alguns dos melhores destinos do país para prática de montanhismo, como o Parque Nacional Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, iniciam oficialmente a temporada de escalada.

Nos municípios de Teresópolis, Petrópolis, Magé e Guapimirim, fica essa área protegida de, aproximadamente, 20 mil hectares, um dos principais pontos do Brasil para a prática de montanhismo, como escalada e rapel.

O parque possui três sedes, em Teresópolis, Petrópolis e Guapimirim, e a principal atração são suas trilhas, que juntas formam 200 km de percurso, incluindo uma trilha suspensa, acessível também para cadeirantes.

Vista do monte Dedo de Deus, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (foto: Carlos Perez Couto/Wikimedia Commons)
Vista do monte Dedo de Deus, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (foto: Carlos Perez Couto/Wikimedia Commons)

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Com o fim da temporada de chuvas nas regiões Sul e Sudeste, é hora de conhecer também as Cidades Históricas de Minas, cujos destinos mais populares são as cenográficas Ouro Preto e Tiradentes.

De maio a agosto, o clima em Sergipe é mais ameno para passeios e atividades ao ar livre, sobretudo na região do rio São Francisco, uma espécie de meca do turismo sergipano.

Desde que viu surgir cânions navegáveis, após a construção da Hidrelétrica de Xingó, no extremo noroeste do estado e em pleno rio São Francisco, o município de Canindé de São Francisco passou a atrair grupos que fazem bate e volta, a partir da capital Aracaju.

O destino recebe visitantes durante todo o ano, mas vale considerar que, de dezembro a fevereiro, o Xingó é marcado por chuvas breves e ventos mais fortes.

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Uma boa pedida é conhecer também Manaus, que apesar do calor de 40°, é um passeio imperdível para quem quer conhecer uma das principais florestas tropicais do planeta, no Amazonas. Nesse período do ano, pode-se navegar entre igapós e igarapés, visitar cachoeiras e praias fluviais.

Segundo o Ministério do Turismo, o melhor é conhecer as riquezas naturais da região até setembro, quando as chuvas são mais curtas e menos intensas.

Praia do Tupé (foto: Eduardo Vessoni)

Localizado no Baixo Rio Negro, ao norte de Manaus, o município de Presidente Figueiredo é outro endereço amazônico recomendado para essa época. São mais de 100 quedas d’água catalogadas na Terra das Cachoeiras, como a região é conhecida.

Tudo isso em plena floresta e entre grutas, cavernas e quedas de todos os tamanhos. Na época da cheia de rios, entre fevereiro e junho, dá até para fazer rafting, boia cross, caiaque, tirolesa e rapel.

Caverna Refúgio do Maroaga (foto: Embratur/Divulgação)

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