19 experiências inusitadas na Europa

Imaginemos que essa será sua primeira vez no continente e, assim como nós do Viagem em Pauta, você também gosta de experiências inusitadas em destinos conhecidos (afinal de contas, nem precisa sair de casa para saber de cor as atrações mais conhecidas da capital da França).

Neste post, você conhece o bar que fica dentro de um corredor vulcânico, o restaurante em forma de disco voador, uma loja de bolsas em um prédio feito com contêineres e até mergulho em Budapeste (sim, em plena capital da Hungria, com cilindro e tudo).

VEJA ATRAÇÕES:

ILHA DA MADEIRA/PORTUGAL

Com uma mistura de climas tropical e mediterrâneo, a Madeira está a 600 km da costa africana e a mil km de Portugal continental.

Uma das atrações inusitadas é o passeio em um carro de cesto. Puxado por homens vestidos de branco e chapéu de palha, esse carrinho de vime desce dois quilômetros pelas ladeiras da ilha, em dez minutos.

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ALCALÁ DE HENARES/ESPANHA

foto: Eduardo Vessoni

Patrimônio da Humanidade e local de nascimento de Miguel de Cervantes, Alcalá de Henares é a primeira cidade de uma rota dedicada a Miguel de Cervantes, autor do clássico Don Quixote, a pouco mais de 30 km de Madri.

Um dos destaques é o Museo Casa Natal de Cervantes, localizado no solar, onde o escritor nasceu. O local recria ambientes residenciais espanhóis dos séculos 16 e 17 e abriga acervo com uma coleção bibliográfica com as edições mais importantes de Cervantes, como uma publicação lisboeta de 1605 e a primeira edição espanhola ilustrada de 1674.

SAIBA MAIS: “Conheça rota dedicada a Dom Quixote, na Espanha”

CAMINO NORTE/ESPANHA

Considerado a única do Caminho Norte a seguir pela costa, a comunidade de Astúrias abriga paisagens que refrescam o peregrino, ao longo dos 815 km até Santiago de Compostela, como o trecho Arenal de Moris a La Isla, uma caminhada curta de 4,5 km de extensão (foto: Eduardo Vessoni)

O ‘Camino Norte’ é a versão litorânea até Compostela e cruza extensas faixas de areia sobre o Mar Cantábrico e penhascos rochosos.

O roteiro possui 815 km de extensão e 32 paradas, entre Irún, no País Basco, e a Catedral de Santiago de Compostela, na Galícia.

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LANZAROTE/ESPANHA

Considerado o primeiro museu submarino da Europa, o Museo Atlántico fica a 14 metros de profundidade, em Lanzarote, nas Ilhas Canárias.

O local abriga 12 instalações do artista britânico JasonTaylor.

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LANZAROTE/ESPANHA

Desculpem-nos a insistência no destino, mas é que essa ilha espanhola, nas Ilhas Canárias, é um dos endereços mais inusitados do Velho Continente (embora fique mais perto da África do que da Europa).

Interior do restaurante do Jameos del Agua, em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, Espanha (foto: Eduardo Vessoni)

Um dos destaques são esses túneis naturais produzidos pela erupção do vulcão Corona, um imenso corredor rochoso com 6 km de extensão que corre em direção ao mar.

Entre escadarias naturais de pedras vulcânicas e jogo de luzes artificiais que revelam e ocultam detalhes da atração, o local abriga um bar e um restaurante.

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BRUXELAS/BÉLGICA

Localizada na rua Plattesteen, a obra ‘Broussaille‘ do artista Frank Pé foi a primeira a ganhar os muros de Bruxelas, em julho de 1991, no projeto que levou personagens das histórias em quadrinhos para as ruas da capital belga (foto: Eduardo Vessoni)

Bruxelas é considerada a “capital mundial das histórias em quadrinhos” e abriga um roteiro auto-guiado com 54 murais que homenageiam personagens criados na Bélgica como os Smurfs, Tintim e Lucky Luke.

É tanta devoção ao tema que as ruas da capital belga têm um nome oficial e outro que homenageia personagens dos quadrinhos.

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BERLIM/ALEMANHA

Interior de um dos quartos do Ostel, em Berlim (foto: Eduardo Vessoni)

A ostalgia, como é conhecido o sentimento nostálgico pelos anos da Berlim do Leste, também chegou à indústria hoteleira.

Todos os quartos desse hostel no bairro de Friedrichshain possuem decoração com objetos originais da época da Alemanha Oriental, como livros de socialismo nas estantes, rádios, telefones e lustres antigos da época em que o país esteve dividido, ideologicamente.

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BERLIM/ALEMANHA

Na galeria de arte Sammlung Boros, em Berlim, a gente nunca sabe o que é arte e o que é história (foto: Eduardo Vessoni)

Olha nossa capital europeia preferida de novo aí!!!

Inaugurada em 2008, a Sammlung Boros é uma galeria de arte que funciona no interior de um antigo bunker soviético erguido em 1942, sob a supervisão do arquiteto-chefe de Adolf Hitler, o alemão Albert Speer.

O local, que já funcionou como abrigo antiaéreo, penitenciária da ocupação soviética pós-guerra, armazém têxtil e até endereço de raves, nos anos 90, abriga um acervo de 700 peças, espalhadas pelas salas dos cinco andares da construção.

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BONN/ALEMANHA

BaseCamp, hostel de Bonn, na Alemanha (foto: Eduardo Vessoni)

Localizado em Bonn, no oeste da Alemanha, o BaseCamp é um hostel diferente.

Os quartos ficam em trailers temáticos como os que remetem ao mundo dos clássicos do rock, das corridas de Fórmula 1 e até ao de Júlio Verne, autor do clássico ’20 mil léguas submarinas’.

Sobre o teto do galpão de 1.200 m², um helicóptero repousa ao lado do letreiro escrito ao contrário, onde se lê ‘Hotel’. Na entrada direita, um antigo vagão de trem avança pelas paredes, em direção ao pátio interno que guarda trailers decorados.

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PARIS/FRANÇA

Sob as ruas da capital francesa, o visitante encontra um dos endereços mais inusitados da cidade.

Les Catacombes (em português, “As Catacumbas”) é um antigo ossário criado no final do século 18 com dois quilômetros de corredores, onde se localizam os restos mortais de seis milhões de pessoas que começaram a ser depositados no local a partir de 1785.

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ZURIQUE/SUÍÇA

Vista da loja Freitag, em Zurique, na Suíça (foto: Roland Tännler/Freitag)

A Freitag seria apenas mais um endereço de compra de bolsas, não fosse sua localização.

Dividida em quatro andares, essa loja funciona no interior de um edifício construído com 19 contêineres empilhados a 26 metros do nível da rua.

De longe, os caixotes coloridos que abrigam a loja são uma extensão daquele setor do Distrito 5 que ainda parece em construção e se fundem entre viadutos e galpões cortados por um labirinto confuso de trilhos de trens.

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MONTREUX/SUÍÇA

Figurinos usados por Freddie Mercury, em exposição no The Studio Experience, em Montreux, na Suíça (foto: Eduardo Vessoni)

Foi em Montreux, destino suíço que fez história com seu festival de jazz, que Farrokh Bulsara, nome de batismo de Freddie Mercury, escreveria suas últimas histórias (e letras).

A cidade abriga um pequeno museu dedicado ao Queen, com acervo como figurinos, como as calças usadas no Rock in Rio de 1985, no Brasil; letras rabiscadas no papel pelo baterista Roger Taylor; antigos ingressos de shows feitos em turnês internacionais; e o círculo dourado no chão que indica o ponto exato do estúdio em que Mercury gravou seu último vocal, em maio de 1991.

SAIBA MAIS: “Museu tem acervo dedicado ao Queen”

VIENA/ÁUSTRIA

Caixão da imperatriz Eleonora de Mantua, na Cripta Imperial de Viena (foto: Eduardo Vessoni)

Sob os pés de quem circula pelo cenográfico centro histórico de Viena, a capital da Áustria guarda uma de suas atrações mais inusitadas: a Cripta Imperial (Kaisergruft, em alemão).

Localizado no subsolo da Igreja dos Capuchinos, esse museu abriga caixões imponentes com restos mortais de imperadores, princesas e arquiduques da antiga dinastia austríaca dos Habsburgo, a família de soberanos que, por mais de 600 anos, esteve no comando na Europa Central.

SAIBA MAIS: “Cripta Imperial é atração inusitada (e mórbida) de Viena, na Áustria”

BUDAPESTE/HUNGRIA

foto: Reprodução

Pouca gente sabe, mas sob os pés de quem passa pelas antigas avenidas da capital húngara se esconde um labirinto de corredores subterrâneos, onde é possível fazer mergulho (com cilindro e tudo!).

A Molnár János Cave, em pleno centro de Budapeste, é um impressionante sistema de cavernas alagadas que, desde 2015, é explorado por uma operadora que organiza mergulhos para visitantes intrépidos (e certificados).

SAIBA MAIS: “Debaixo da terra: conheça o curioso mergulho nas cavernas de Budapeste”

POSTOJNA/ESLOVÊNIA

Castelo de Predjama, na Eslovênia (foto: Eduardo Vessoni)

O país inteiro é uma experiência inusitada e reúne, em apenas 20 mil km², cavernas escondidas, um castelo que parece flutuar entre paredões rochosos, salões naturais de 3 milhões de anos e uma igreja do século 17 construída em uma ilha sobre um lago de origem glacial.

Mas vamos focar em um atrativo, né?

Esse castelo aí da foto tem mais de 700 anos e foi esculpido no interior de uma rocha a 123 metros de altura.

SAIBA MAIS: “Castelo na rocha é atração surreal da Eslovênia”

BRATISLAVA/ESLOVÁQUIA

Desembarcar na capital da Eslováquia já é uma experiência bastante inusitada, mas uma balada em uma estrutura em forma de disco voador sobre o rio Danúbio é, no mínimo, surreal.

Restaurante UFO, na Bratislava (foto: Eduardo Vessoni)

Localizado em uma torre de 95 metros de altura, o UFO é um bar-restaurante com vista panorâmica da cidade e boa variedade de drinques. O estabelecimento funciona nos pilares da Bratislava New Bridge, considerada a sétima maior ponte suspensa do mundo e abriga uma plataforma de observação, cujo acesso se dá por um elevador que sobe até o topo em 45 segundos.

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SARAJEVO/BÓSNIA

Bar Tito, em Sarajevo (foto: Eduardo Vessoni)

O Cafe Tito, na capital bósnia, funciona como uma espécie de bar e museu alternativo que homenageiam o marechal Tito, o controverso ex-presidente da Iugoslávia.

Destaques para o som eclético da casa (que vai do lounge ao rock) e ambientes onde capacetes militares funcionam como luminárias, espingardas estão emolduradas e as paredes são forradas de fotos e capas de revistas com o marechal em destaque.

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RÚSSIA

Vista da Transiberiana (foto: Russian Railways;/Divulgação)

Conhecida como a ferrovia mais longa do mundo, a Transiberiana vai de Moscou e Vladivostok, cuja rota principal possui 9.288 km de extensão, cruza sete fusos horários e sua travessia pode ser feita em até oito dias de viagem.

O ramal principal de Moscou à distante Vladivostok, próximo às fronteiras da China e da Coréia do Norte, dá acesso a linhas regionais por onde passam trens com destinos a Mongólia, Pequim e Pyongyang, capital da Coréia do Norte.

SAIBA MAIS: “Conheça a Transiberiana, a ferrovia mais longa do mundo”

 

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