Parques Nacionais pouco conhecidos dos brasileiros

Parques Nacionais são unidades de conservação criados para proteger um determinado bioma, além de sua fauna e flora.

E no Brasil, isso significa falar de áreas com mais de 400 ilhas, como o arquipélago fluvial de Anavilhanas; caverna com acesso por teleférico, no Ceará; e até sítios arqueológicos, como os do Parque Nacional da Serra das Confusões.

Conheça parques nacionais brasileiros, ainda desconhecidos do grande público, do Amazonas ao Paraná, passando por Piauí, Pernambuco, Rio de Janeiro e outros estados:

Parque Nacional dos Campos Ferruginosos
(PARÁ)
Esse é o mais novo parque nacional do Brasil.

Com uma área total de 79.029 hectares, a mais nova unidade de conservação da natureza federal abrange os municípios de Canaã de Carajás (82,9%) e Parauapebas (17,1%), ao lado da Floresta Nacional de Carajás, umas das maiores reservas minerais do planeta.

A área do parque é coberta por florestas e, principalmente, por savanas conhecidas como vegetação de canga ou campos rupestres ferruginosos, tipo raro de ecossistema associado aos afloramentos rochosos ricos em ferro.

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Parque Nacional de Anavilhanas
(AMAZONAS)
Entre Manaus e Novo Airão, esse parque nacional é formado por um arquipélago fluvial de 400 ilhas, considerado um dos maiores do mundo, com 130 km de extensão, aproximadamente.

Parque Nacional de Anavilhanas (foto: Lincoln Barbosa/Commons Wikimedia.org)

No período da seca, de setembro a fevereiro, é possível aproveitar as praias de areia que emergem entre as ilhas. Já no período da cheia, de março a agosto, a principal atividade é passeios de barco nas florestas alagadas.

Observação de botos-cor-de-rosa, banhos no Rio Negro e trilhas, como a do Barro Branco, são algumas das atividades possíveis no parque.

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Parque Nacional da Serra das Confusões
(PIAUÍ)
A 620 km de Teresina, esse parque fica entre os municípios de Caracol, Guaribas, Santa Luz e Cristino Castro.

foto: Otávio Nogueira/Flickr-Creative Commons

O nome Confusões vem das rochas que mudam de cor conforme a luminosidade, podendo variar do acinzentado ao vermelho. Além dos sítios arqueológicos com inscrições rupestres, uma das principais atrações é a Gruta do Riacho dos Bois, onde a água brota de dentro das rochas.

Para conhecer o parque, é necessário estar acompanhado de um guia da Associação de Condutores do Parque Nacional da Serra das Confusões.

Parque Nacional do Catimbau
(PERNAMBUCO)
Entre o agreste e o sertão pernambucano, a aproximadamente 300 km de Recife, esse parque possui mais de 62 mil hectares de área, o segundo maior sítio arqueológico do Brasil, e é parte dos municípios de Buíque, Ibimirim, Sertânia e Tupanatinga.

Vista do Vale do Catimbau (foto: Bart van Dorp/Flickr-Creative Commons)

Sua principal atração são os paredões de arenito, que possuem diversas cores e datam de mais de 100 milhões de anos. Há também cerca de duas mil cavernas arqueológicas, com pinturas rupestres e artefatos da pré-história, alguns datando de mais de 6 mil anos.

Parque Nacional de Ubajara
(CEARÁ)
A 348 km de Fortaleza, esse parque nacional possui seis mil hectares de área e é conhecido como um dos menores do Brasil.

Gruta de Ubajara, atração no Parque Nacional de Ubajara, no Ceará (foto: Otávio Nogueira/ Flickr-Creative Commons)

Sua principal atração é a Gruta do Ubajara, uma galeria de 1.200 m de extensão, cujos 450 metros iniciais estão abertos para visita, cujo acesso pode ser feito através de um teleférico suspenso a 550 metros, que propicia também uma vista de praticamente todo o parque.

Outra atração são as trilhas, dentre as quais a da Samambaia, de 1,5 km de extensão, que leva até o mirante e ao Circuito das Cachoeiras.

Parque Nacional de Superagui
(PARANÁ)
Localizado no município de Guaraqueçaba, é considerado Patrimônio Natural pela UNESCO e tem uma área com quase 34 mil hectares que protege uma fauna local, ameaçada de extinção, formada por mico-leão-da-cara-preta, papagaio-da-cara-roxa e suçuaranas.

Praia de Superagui, no litoral do Paraná (foto: Eduardo Vessoni)

Possui 38 km de praias virgens, que podem ser percorridos a pé ou de bicicleta e, apesar de ser um destino pouco visitado, tem diversos atrativos, como aproveitar a Praia Deserta, trilhas na Mata Atlântica, visita a comunidades que cultivam ostras e servem o molusco assado em fogões rústicos, praias de água doce formadas pelo rio local e avistamento da revoada dos raros papagaios-da-cara-roxa que habitam a Ilha dos Pinheiros.

Nos meses de férias e em feriados, a comunidade local se reúne para apresentações de fandango no bar Akdov.

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*com informações do ICMBio

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