15 experiências inusitadas para incluir na sua próxima viagem pelo Brasil

Sem querer criar polêmicas ou fazer generalizações, mas o turista brasileiro costuma ser tradicional na hora de programar uma viagem. Vai para destinos onde todo mundo tem ido e frequenta só os atrativos mais conhecidos, daqueles que sempre aparecem nos guias turísticos e nas publicações especializadas.

Sem falar nas histórias que a gente ouve de pessoas que se orgulham de viajar, anualmente, sem pular um ano sequer, para o mesmo destino (e não estamos falando dos que pegam a estrada para visitar amigos, parentes ou amores que subiram a serra).

Mas se você chegou até aqui é por que, assim como o Viagem em Pauta, também gosta de uma experiência diferente, viaja com um olhar curioso sobre o desconhecido e com o espírito preparado para viagens que vão além de fotos de cartões-postais.

A seguir, listamos algumas das nossas experiências inusitadas que tivemos em viagens por território brasileiro, ao longo desses cinco anos de site.

Tem hotéis que ficam dentro de barricas de vinho e de naves espaciais, tem cachoeira em plena Floresta Amazônica, uma volta completa pelas praias de Florianópolis, rapel no rio São Francisco e até ums suposta passagem secreta para Atlântida.

Confira roteiros:

CONHECER PRAIAS ISOLADAS DO SUL DA BAHIA
(Porto Seguro/Bahia)

Rio da Barra, uma das atrações naturais do roteiro de bicicleta, entre Arraial d’Ajuda e Trancoso, no litoral sul da Bahia (foto: Ediuardo Vessoni)

É nas praias do litoral sul da Bahia, onde carros não entram e banhistas só chegam com certo esforço, que acontecem as travessias em bike, entre Porto Seguro e Caraíva, uma viagem de quase 50 km, feita sobre duas rodas e combinada com um trekking, no trecho final.

O roteiro, que pode ser a partir de um dia de duração, conta com extensas faixas de areia onde você e seu guia serão os únicos; piscinas naturais que emergem bem na beira da praia; falésias imponentes que se erguem sobre nossas cabeças; e uma sequência de outros cenários que só podem ser vistos por quem chega a pé ou de bicicleta.

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FAZER RAPEL NO RIO SÃO FRANCISCO
(Sergipe)

Rapel no Cânion do Xingó, em Sergipe (foto: Eduardo Vessoni)

Muito além das travessias de barco e das braçadas em trechos delimitados para visitantes, o Velho Chico guarda uma versão radical.

É do bar Show da Natureza, em Canindé de São Francisco, que saem os pequenos grupos de aventureiros que realizam a trilha de 800 metros até uma das plataformas naturais do cânion, na base do Talhado, por onde descem 40 metros em rapel até o rio. SAIBA MAIS

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FAZER UM PASSEIO DE BARCO NAS DUNAS DE GALOS
(Galos e Galinhos/RN)

foto: Ana Muller/Divulgação

Seja feito em canoas que invadem gamboas do mangue ou em barcos maiores para visitar a região das Salinas e das Dunas do Capim, o passeio de barco em Galos é a melhor opção para explorar a região.

Devido aos altos níveis de salinidade e mar agitado, as praias locais nem sempre animam os forasteiros. Mas isso não importa quando lagoas azuladas de águas mornas se formam entre dunas, como a exibida Duna do Capim, atrativo que serve para banhos de água doce, durante os passeios de bugue.

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VER A CACHOEIRA TEMPORÁRIA DE FERNANDO DE NORONHA
(Fernando de Noronha/PE)

Entre março e junho, a Praia do Sancho ganha cachoeiras que se formam nos imponentes paredões rochosos dessa faixa de areia, eleita pela quarta vez consecutiva uma das 10 melhores praias do planeta.

A trilha é curta e segue pelo lado esquerdo da praia, onde a água doce que vem da cachoeira abre uma vala natural que segue até o mar.

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VISITAR O BRASIL DO TEMPO DAS CAVERNAS
(Terra Ronca/GO)

Interior da São Bernardo, uma das cavernas do complexo de Terra Ronca, no extremo nordeste de Goiás (foto: Eduardo Vessoni)

Localizado no extremo nordeste de Goiás, Terra Ronca é cenário de uma das experiências de aventura mais fascinantes, em território goiano.

Essa região de mais de 600 milhões de anos, uma das maiores concentrações de cavernas da América Latina, abriga quase 300 diferentes formações, no Parque Estadual de Terra Ronca (PETeR).

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DESCER EM UM ABISMO
(Bonito/MS)

Rapel de acesso ao Abismo Anhumas (foto: Eduardo Vessoni)

Sem dúvida, o Abismo Anhumas é a versão mais radical de todo o destino, uma experiência que apenas 20 (corajosos) viajantes podem realizar, por dia.

A 23 km do centro de Bonito, essa caverna com entrada vertical tem acesso obrigatório por um rapel negativo, quando não se coloca os pés em nenhum local de apoio, com 72 metros de profundidade até a plataforma flutuante sobre o lago dentro do abismo.

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TENTAR ENCONTRAR A PASSAGEM PARA ATLÂNTIDA
(Serra do Roncador/MT)

Localizada a mais de 500 km de Cuiabá, essa sequência sequência de montanhas com 800 km de extensão vai de Barra do Garças, no Mato Grosso, a Serra do Cachimbo, no Pará.

O Roncador é famoso por suas histórias de cidades perdidas e ouro escondido, como a do coronel Fawcett que, em 1925, desapareceu na região, em busca de um portal para a cobiçada Cidade Z.

O destino já foi chamado também de Portal para Atlântida; e Ado Luckner, fundador do Monastério Teúrgico do Roncador, defendia a ideia de uma cidade intraterrena que abrigaria seres evoluídos, baseado na teoria da Terra Oca, do astrônomo Edmund Halley.

SAIBA MAIS: “Conheça o destino brasileiro que inspirou o filme ‘Z – A Cidade Perdida’”

VISITAR ENDEREÇOS MAL-ASSOMBRADOS DE SÃO PAULO
(São Paulo/SP)

Edifício Martinelli (foto: Andreia Reis/Flickr-Creative Commons)

Teclas de pianos que tocam sozinhas, espíritos que ainda rondam o local onde escravos foram enforcados, vultos que cruzam o caminho dos visitantes e sedentas vítimas de um incêndio que pedem ajuda até hoje.

Para os curiosos (e corajosos), certos endereços paulistanos acabam se transformando em pontos turísticos com aula de história com uma certa dose de sangue frio.

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DORMIR EM UMA NAVE ESPACIAL
(Chapada dos Veadeiros)

Hotel Espaço Naves Lunazen, em Alto Paraíso (foto: Jamille Queiroz/Divulgação)

Localizado em uma rua tranquila de Alto Paraíso, principal porta de entrada para a Chapada dos Veadeiros, o hotel Espaço Naves LunaZen abriga construções arredondadas feitas com ferro e cimento que imitam espaçonaves.

O empreendimento, que não passa despercebido por quem passa do lado de fora, tem quartos batizados com nomes sugestivos como Nave Mãe, Discovery, Galáctica e Enterprise.

SAIBA MAIS: “Hotel da Chapada dos Veadeiros tem quartos em naves espaciais”

RODEAR FLORIANÓPOLIS DE BICICLETA
(Florianópolis/SC)

Casario de Ribeirão da Ilha (foto: Eduardo Vessoni)

O roteiro é exigente e pede disposição dos participantes. Afinal de contas são, em média, 44 km diários pelos quatro cantos da ilha, literalmente.

A viagem começa no Campeche, no leste de Florianópolis, e segue até o norte em um roteiro que passa por atrações como a Lagoa da Conceição, as praias da Joaquina, Mole, Barra da Lagoa, Moçambique, Ingleses e Santinho, conhecida pelas inscrições rupestres, e termina na praia do Santinho.

SAIBA MAIS: “Tour de bicicleta faz volta completa em Florianópolis, em quatro dias”

ANDAR POR DENTRO DE UM CÂNION
(Cambará do Sul/RS)

A Trilha do Rio do Boi, no Rio Grande do Sul, acontece no interior do cânion do Itaimbezinho, no Parque Nacional Aparados da Serra.

Essa caminhada com alto grau de dificuldade tem 12 km de extensão, segundo guias locais, e exige caminhada sobre pedras e travessias pelo rio que dá nome à atração.

SAIBA MAIS: “Trilha do Rio do Boi”

TOMAR CAFÉ NO PARREIRAL
(Faria Lemos, Bento Gonçalves/RS)

Vinícola Cristofoli, em Faria Lemos, na Serra Gaúcha (foto: Eduardo Vessoni)

Sob a sombra de videiras, o visitante da Vinícola Cristofoli conta com três horários de refeição (café da manhã, almoço e jantar) com especialidades servidas em edredons, espalhados no vinhedo da casa, onde são servidos pães caseiros, embutidos, queijos, vinhos e espumante, doces e (ufa!) a obrigatória polenta brustolada, feita pela matriarca da família.

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DORMIR EM UMA BARRICA DE VINHO
(Serra Gaúcha)

Hotel Pampas, em Canela (foto: Hotel Pampas/Divulgação)

Localizado em Canela, na Serra Gaúcha, o hotel Pampas recebe seus hóspedes em quartos que ficam no interior de antigas barricas de vinhos usadas em vinícolas da Serra Gaúcha.

Com capacidade de até 110 mil litros, cada pipa foi transformada em quartos com três andares, onde móveis, pisos e paredes foram feitos com madeiras retiradas de barricas de araucária, grápia e carvalho.

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COMER CHOCOLATE E TOMAR CERVEJA AMAZÔNICOS
(Belém/PA)

Bar da Amazon Beer, na Estação das Docas, em Belém (foto: Eduardo Vessoni)

Combu é uma das 39 ilhas de Belém e ganhou fama com seus chocolates artesanais, feitos com cacau plantado no quintal de casas erguidas sobre palafitas. Até chefs brasileiros como Alex Atala e Thiago Castanho já se renderam ao produto. SAIBA MAIS

Do outro lado do rio Guamá, amantes de cerveja contam com uma cervejaria, na Estação das Docas, com bebidas em versões como Stout, Lager, Pilsen, Weissbier, Red Ale e Porter.

Até aí, nenhuma novidade. O inusitado são os ingredientes amazônicos usados nas cervejas,  como açaí, bacuri, taperebá (conhecida também como cajá), priprioca e até cupulate, como é conhecido o chocolate amazônico feito com a semente do cupuaçu.

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VISITAR CACHOEIRAS NA FLORESTA AMAZÔNICA
(Presidente Figueiredo/AM)

Caverna Refúgio do Maroaga (foto: Embratur/Divulgação)

Localizado no Baixo Rio Negro, ao norte de Manaus, o município de Presidente Figueiredo tem mais de 100 quedas d’água catalogadas e é declarado a “Terra das Cachoeiras”.

Tudo isso em plena floresta e entre grutas, cavernas e quedas de todos os tamanhos. Na época da cheia de rios, entre fevereiro e junho, dá até para fazer rafting, boia cross, caiaque, tirolesa e rapel.

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