Atrações da Patagônia argentina

Localizada na região mais austral da América do Sul, a Patagônia argentina abriga terras virgens e isoladas. Por ali, é mais fácil encontrar pinguins e leões marinhos do que gente.

Esse imenso território de 930 mil km² e densidade demográfica que, em alguns setores, não chega a um habitante por km², vai bem além de blocos gigantes de gelo e colônias de pinguins. De Bariloche ao Ushuaia, na Terra do Fogo, a região abriga atrações inusitadas que valem a pena serem visitadas.

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O lado argentino da Patagônia argentina é formado pelas províncias de La Pampa, Neuquén, Río Negro, Chubut, Santa Cruz e Tierra del Fuego, onde se localizam destinos bem conhecidos dos brasileiros (ainda que apenas por fotos) como Bariloche, El Calafate e Ushuaia.

Saiba como viajar por um dos destinos mais inóspitos da América do Sul:

ACESSO
A região é marcada por um território mais plano e com acesso por duas estradas que, por si só, já valem a viagem.

Para quem viaja pela costa atlântica, a Ruta Nacional 3 é uma via de mais de 3 mil km que vai da capital portenha até a distante Ushuaia, na Terra do Fogo, passando por um cenário desértico que pouco lembra a imagem que temos de terras patagônicas.

Nesse longo trajeto até a Terra do Fogo, que tem o oceano Atlântico como vizinho, o viajante chega a atrações como Porto Madryn, Porto Pirámides e Península Valdés.

Ruta 40 (foto: Javier González/Flickr-Creative Commons)

Do lado oposto, a icônica estrada Ruta 40 dá acesso a destinos como a pequena El Chaltén, a capital argentina do trekking, e El Calafate, principal porta de entrada para o Parque Nacional Los Glaciares.

Considerada a maior do país, com mais de 5 mil km, entre a Patagônia e a Bolívia, essa estrada pode ser explorada em uma viagem terrestre de três dias, a bordo de um ônibus que percorre os 1.500 km, entre Bariloche e El Chaltén.

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ONDE FICA
A província de La Pampa, cuja capital Santa Rosa fica a 607 km de Buenos Aires (quase nada para os padrões patagônicos), dá acesso a áreas rurais e atrações menos conhecidas como a Reserva Provincial Parque Luro, o Parque Nacional Lihue Calel e as termas de Bernardo Larroude e de Guatrache.

Neuquén, no setor andino, abriga a versão mais agreste da estepe patagônica e é conhecida por seus lagos e pelos quatro parques nacionais: Nahuel Huapi, Lanín, Arrayanes e Laguna Blanca.

Já a vizinha província de Río Negro, que vai dos Andes ao Atlântico é famosa por destinos como Bariloche.

Pinguim-de-magalhães, em Punta Tombo, na Patagônia argentina (foto: Eduardo Vessoni)
Pinguim-de-magalhães, em Punta Tombo, na Patagônia argentina (foto: Eduardo Vessoni)

A Patagônia argentina apresenta seu lado mais tradicional (e popular) nas províncias seguintes de Chubut, onde a cultura galesa se encontra com animais de áreas naturais como a Península Valdés e Punta Tombo, onde se localiza a maior colônia de pinguim-de-magalhães do mundo; e na província de Santa Cruz, conhecida pela Ruta 40, pela arte rupestre da Cueva de las Manos e pelo Parque Nacional Los Glaciares, endereço do glacial Perito Moreno e do cerro Fitz Roy.

Já a Terra do Fogo não só marca o final da Patagônia argentina, mas também o Fim do Mundo, como se costuma dizer sobre o extremo mais austral da América. O principal destino é a isolada cidade de Ushuaia.

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ATRAÇÕES

Puerto Madryn
Um dos destaques desse destino da província de Chubut é a temporada de observação de baleias-francas, de junho a dezembro.

foto: Divulgação

Seja a partir das praias de Puerto Madryn ou a bordo de catamarãs que saem de Puerto Pirámides, pequeno povoado da Península Valdés, esses gigantes marítimos já se exibem com seus tradicionais saltos aéreos que podem ser observados de longe.

Pioneira nas práticas de conservação do patrimônio natural, a província de Chubut abriga 3 parques nacionais e 12 áreas naturais protegidas.

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Bosques Petrificados del Chubut

Vista da área dos bosques petrificados da província de Chubut, na costa leste da Argentina (foto: Nestor Galina/Flickr-Creative Commons)

A 32 km de Sarmiento, ao sul da província de Chubut, se localiza esse impressionante bosque de árvores milenares petrificadas, entre rochas basálticas cobertas por cinzas vulcânicas.

Antigo fundo do mar, há 62 milhões de anos, o local guarda troncos que se petrificaram, após a formação da cordilheira dos Andes que impediu a passagem das correntes de ar úmido provenientes do Pacífico que faziam com que aquela fosse uma região rica em vida.

Punta Tombo
Entre setembro e abril, a maior colônia continental de pinguins de Magalhães se transforma em um dos atrativos mais visitados da Patagônia.

Pinguin, em Punta Tombo (foto: Eduardo Vessoni)

A 170 km de Puerto Madryn, o local é uma área natural protegida e funciona como habitat anual para a reprodução dessas aves. Anualmente, 500 mil pinguins desembarcam por ali para cuidarem de seus ninhos e da criação dos recém nascidos.

Península Valdés

Península Valdés, principal acesso à Península Valdés (foto: Vince Smith/Flickr-Creative Commons)

Localizado na província de Chubut, próximo a Puerto Pirámides, esse Patrimônio da Humanidade pela UNESCO se encontra diante do Atlântico e abriga uma área de quatro mil km² de área protegida que serve como habitat para baleias-franca-austral, orcas, lobos e elefantes marinhos, pinguins de Magalhães e diversos tipos de aves que habitam a Isla de los Pájaros, a 800 metros da costa, como flamingos, garças, gaivotas e o cormorão.

Glacial Perito Moreno

foto: Eduardo Vessoni

Esse glacial a 80 km de El Calafate, é um dos cartões-postais da Patagônia.

Com cinco quilômetros de frente e paredões gelados que chegam a 60 metros de altura, essa atração tem motivo de sobra para se exibir: dá para vê-la do alto de passarelas de madeira, em caminhadas sobre o gelo e a bordo de embarcações que seguem até bem próximo de sua base, no Lago Argentino.

De agosto a maio, é possível fazer o mini trekking que inclui uma caminhada moderada de duas horas às margens do Lago Rico, em direção ao paredão sul do glacial. De setembro a abril, o Big Trekking leva os mais intrépidos para uma caminhada de quase 4 horas. SAIBA MAIS

Cueva de las Manos
Essas pinturas rupestres de mais de nove mil anos são o destaque dessa caverna localizada em um cânion do Rio Pinturas, próximo às cidades de Perito Moreno e El Calafate, cujos acessos se dão pela mítica Ruta 40.

Cueva de las Manos (foto: Instituto Nacional de Antropología y Pensamiento Latinoamericano/Divulgação)

Atualmente, a atração tem acesso pela mítica Ruta 40, considerada a maior estrada da Argentina, com 5.224 km de extensão.

Declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco, as pinturas em rochas de uma caverna local foram feitas entre 13.000 e 9.500 a.C., que contam também com representações de espécies da fauna local como guanacos, e serviram como forma de manifestar práticas sociais e recriar paisagens da região.

SAIBA MAIS: “Pinturas de mais de 13 mil anos são destaques da Patagônia argentina”

El Chaltén

(foto: Eduardo Vessoni)

Considerado a “capital nacional do trekking”, a três horas de El Calafate, esse minúsculo destino argentino de apenas 200 habitantes, segundo dados oficiais da Província de Santa Cruz, abriga trilhas com diferentes graus de dificuldade que variam de 40 minutos (Miradores Los Cóndores y Las Águilas) a 5 horas (Laguna De los Tres).

E o que é melhor: são autoguiadas e de graça!!!

Ushuaia

Farol do Fim do Mundo, no Canal de Beagle, Ushuaia (foto: Nestor Galina/Flickr-Creative Commons)

Chegar no Fim do Mundo, como é conhecida a cidade mais austral do planeta, a mais de três mil quilômetros de Buenos Aires, já é motivo suficiente para conhecer o destino.

Centros de esqui, navegações pelo Canal de Beagle para ver fauna marinha e visitas a museus como o impressionante Museo Penitenciario são algumas das opções.

SAIBA MAIS
Patagônia argentina
www.patagonia.gov.ar

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