8 destinos do Brasil para ver animais em estado selvagem

Lugar de vida selvagem é do lado de fora. Sem essa de shows com animais, bichos presos em jaula ou parques com golfinhos treinados para dar beijinho em visitante.

Neste post, o Viagem em Pauta reuniu alguns dos destinos do Brasil para quem quer ver animais em estado selvagem.

De animais na beira da praia a expedições exclusivas para ver onças, o país abriga destinos perfeitos para quem quer ver vida selvagem em seu devido lugar.

Confira destinos:

PARQUE NACIONAL DAS EMAS
(Goiás)

Nesta espécie de safári brasileiro, o visitante vê vida animal, sem muita dificuldade; realiza boia cross e flutuação no rio Formoso; e, em certas épocas do ano, assiste ao impressionante fenômeno da bioluminescência, quando cupinzeiros são iluminados por larvas de vaga-lumes.

Seja a pé ou de carro, a atividade mais comum é a observação de animais. São mais de 600 espécies de aves, além de animais como a anfitriã que dá nome ao local, a ema; veado-campeiro, raposa e lobo guará.

Dos 500 km de estrada, no interior do parque, 250 km estão abertos para que o visitante circule com o seu próprio veículo em trilhas autoguiadas, como a do Glória (20 km) e a do Jacubinha (15 km).

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MEANDROS DO ARAGUAIA
(Goiás)

Considerada uma das maiores concentrações de biodiversidade do Cerrado brasileiro, essa região é endereço de animais selvagens como iguanas, tartarugas, botos, cervos-do-pantanal, jacarés e onças.

O local abriga quase 360 mil hectares de área preservada, em uma região conhecida como planície de inundação, uma espécie de Pantanal de Goiás.

Essa Área de Proteção Ambiental é a versão mais isolada e preservada do rio Araguaia, entre Goiás e Tocantins.

PANTANAL
(Mato Grosso e Mato Grosso do Sul)

Se esse Patrimônio Natural da Humanidade um dia foi cenário de caça incontrolada, hoje é um paraíso para amantes da vida selvagem. Saem as espingardas e entram câmeras fotográficas que disparam sobre a bicharada alheia à presença humana.

Maior planície alagável do planeta e menor bioma do Brasil, o Pantanal tem 210 mil km² e abriga quase mil espécies de animais (sem contar as 3,5 mil espécies de plantas), segundo o ICMBio.

E uma das experiências mais impactantes da região são as expedições para ver onça-pintada.

Durante a temporada de seca no Pantanal, que costuma ir de de agosto a novembro, o menor bioma do Brasil é endereço fácil para ver animais que procuram alimento e água, às margens da Transpantaneira, entre Poconé e a localidade de Porto Jofre.

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BONITO
(Mato Grosso do Sul)

Com águas que entraram para as listas mundiais de transparência, devido à alta concentração de calcário que serve como filtro natural, os rios bonitenses são conhecidos pelas flutuações, atividade aquática em que o visitante segue a correnteza do rio, equipado com colete, máscara e snorkel.

E essa é a atividade mais recomendada para quem quer ver animais, como peixes em abundância e (com sorte) uma gigante sucuri nos rios de Bonito.

A flutuação mais famosa é a que acontece na Nascente Sucuri, em uma fazenda com mais de 8 mil hectares, onde é possível flutuar por 1.800 metros do rio Sucuri, considerado o “mais cristalino do Brasil”.

Outros destaques do destino são as flutuações no rio da Prata, a 50 km de Bonito, no município de Jardim; e na Nascente Azul, a 30 km de Bonito, cujas flutuações acontecem no rio Bonito e custam R$ 136.

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LITORAL SUL
(Santa Catarina)

Conhecido como um dos pontos mais belos da costa brasileira, o litoral sul de Santa Catarina é também destino de baleias. Entre agosto e novembro, a região recebe baleias-franca e seus filhotes, período em que esses animais visitam a região para a amamentação.

E para ter uma experiência ainda mais inusitada, a região conta com tours de bicicleta, com duração de três a cinco dias.

viagem sobre duas rodas pelo litoral sul catarinense dura de três a cinco dias, e cruza toda a Área de Proteção Ambiental (APA) da baleia-franca, passando por 11 praias, de Imbituba até o sul da ilha de Santa Catarina (foto: Caminhos do Sertão/Divulgação)

O roteiro cruza toda a Área de Proteção Ambiental (APA) da baleia-franca, passando por 11 praias, de Imbituba até o sul da ilha de Santa Catarina, passando por endereços famosos como as praias do Rosa, Garopaba e da Guarda do Embaú.

Durante as paradas é possível visitar também iniciativas culturais e sócio-ambientais como o Projeto Baleia Franca, o Museu da Baleia Franca e o Projeto Ambiental Gaia Village com visita monitorada. SAIBA MAIS

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ABROLHOS
(Bahia)

A tradicional temporada de observação da baleia Jubarte vai de julho aé novembro, período em que cerca de 15 mil desses mamíferos marinhos vêm da Antártida para o litoral brasileiro a fim de se reproduzirem.

O principal berço dessa ritual que já se transformou em uma grande atração turística fica no Parque Nacional dos Abrolhos, na Bahia.

Baleia-jubarte em Abrolhos, na Bahia (foto: Amnemona-(Marina C. Vinhal)/Wikimedia Commons)
Baleia-jubarte em Abrolhos, na Bahia (foto: Amnemona-Marina C. Vinhal/Wikimedia Commons)

Nesta época, quando é possível ver acrobacias e saltos aéreos em que as baleias chegam a expor até dois terços do corpo, as baleias costumam ficar em águas rasas, bem próximas da costa, a fim de proteger os filhotes de predadores, facilitando a aproximação e observação desses gigantes marinhos.

A porta de entrada é o município de Caravelas e as embarcações levam cerca de três horas para chegar ao arquipélago.

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NOVO AIRÃO
(Amazonas)

foto: Eduardo Vessoni

Essa atração de Novo Airão, município amazônico a 180 km de Manaus, acontece no quintal de uma das casas flutuantes da região, por onde passam botos e peixes-boi.

A partir de uma plataforma sobre o rio, os visitantes observam os bichos sendo alimentados por funcionários do local.

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FERNANDO DE NORONHA
(Pernambuco)

Tartarugas, golfinhos, arraias, tubarões e muito peixe.

Localizado a 545 km de Recife, Fernando de Noronha é um arquipélago oceânico que emerge do fundo do Atlântico, cuja distância do litoral e a ausência de águas de rios e seus sedimentos garantem a esse destino pernambucano uma das melhores visibilidades do Brasil.

Daí a a grande de possibilidade de ver vida marinha (não só no mar mas também em áreas rasas, como a Praia do Sueste).

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Todas às segundas e quintas, biólogos do Projeto Tamar realizam, na Baía do Sueste, a captura intencional de tartarugas marinhas, um programa que inclui a captura e marcação desses animais para o estudo de informações como taxa de crescimento, desova, rota migratória e todas outras informações dinâmicas.

A entrada é grátis, aberta ao público, e acontece ali mesmo na praia.

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