Como chegar na Patagônia chilena

Recortada por fiordes e geleiras, a Patagônia chilena exige paciência de quem viaja por terra, uma vez que para se chegar ao extremo sul do Chile, via Santiago, é necessário viajar até Osorno e de lá seguir para Rio Gallegos, em território argentino, antes de chegar a Punta Arenas.

O Aeródromo Teniente Julio Gallardo, em Puerto Natales, foi inaugurado no último mês de dezembro, mas os voos para essa cidade próxima a Torres del Paine ainda são sazonais. O melhor ainda é voar até cidades com aeroportos como Punta Arenas e Puerto Montt.

Vista de glacial durante navegação pelos fiordes do Chile (foto: Eduardo Vessoni)

A Patagônia chilena ainda sofre com os escassos investimentos na região, cujo governo parece ter olhos voltados apenas para atrativos como Torres del Paine, os famosos maciços rochosos de formas pontiagudas. Só para se ter uma ideia, o único aeroporto da região a receber voos comerciais fica na distante Punta Arenas, a 4 horas de Paine.

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CARRETERA AUSTRAL
Já quem se aventura para conhecer a fascinante Carretera Austral, no setor oriental da Patagônia chilena, na fronteira com a Argentina, conta com voos que saem de Porto Montt, em direção a Balmaceda, a 55 km de Coyhaique, uma das principais portas de entrada para a região.

O clima instável, nevascas, chuvas torrenciais e o humor imprevisível de atrações naturais como vulcões podem isolar viajantes e a população local, durante dias. Por isso, evite roteiros engessados.

Vista da Carretera Austral, na região de Coyhaique (foto: Eduardo Vessoni)

FIORDES CHILENOS
Uma das viagens mais exclusivas e aventureiras em território patagônico é a travessia dos fiordes chilenos.

O embarque em Puerto Natales é simples e sem as formalidades das outras embarcações de luxo que cruzam estreitos e lagos do Chile. Dali, a tripulação segue sem pressa, nos trẽs dias seguintes, os 1.500 km até Porto Montt, capital da Região dos Lagos.

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LAGOS ANDINOS
Considerada uma das portas de entrada para a Patagônia, a Região dos Lagos Andinos é outra opção de roteiro para visitar aquelas terras geladas.

Vulcão Osorno, uma das atrações naturais da travessia dos Lagos Andinos, entre a Argentina e o Chile (foto: Eduardo Vessoni)

Há mais de um século, navegar aquele território patagônico significa ver vulcões, canais estreitos, florestas centenárias e povoados minúsculos. E seja qual for a época do ano, a sensação é a de que você é o primeiro forasteiro a colocar os pés por ali.

Criada em 1913 pelo suíço Ricardo Roth, responsável pelo primeiro cruzamento com fins turísticos na região, a Travessia dos Lagos é uma viagem de sete etapas (lacustres e terrestres), com duração de até dois dias, entre Porto Varas (Chile) e Bariloche (Argentina).

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