Arquipélago de Alcatrazes, em São Sebastião (SP), será aberto para turismo

Arquipélago de Alcatrazes, no litoral norte de São Paulo (foto: Leandro Coelho/Flickr-Creative Commons)

Em nota divulgada, ontem (11 de setembro), o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) tornou pública a notícia que, há muitos anos, turistas aventureiros estavam esperando.

O Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, em São Sebastião, será aberto para o turismo. Essa unidade de conservação do litoral norte de São Paulo contará com atividades de mergulho recreativo e passeios embarcados para observação da fauna local.

Ainda segundo o instituto, a assinatura da Portaria de Autorização para Visitação em Alcatrazes e acordo de cooperação com a SOS Mata Atlântica acontece amanhã, 13 de setembro, na Delegacia da Capitania dos Portos de São Sebastião, com a presença dos ministros do Meio Ambiente (Sarney Filho) e da Defesa (Raul Jungmann), do presidente do ICMBio (Ricardo Soavinski) e da diretora da SOS Mata Atlântica (Márcia Hirota).

A ideia é que o turismo comece a ser operado no local, no inicio de 2018. Mas, antes disso, empresas de turismo e profissionais autônomos interessados poderão se cadastrar para prestar serviços de visitação no Refúgio.

Para Kelen Luciana Leite, chefe do Núcleo de Gestão Integrada de ICMBio Alcatrazes, a criação do refúgio de Alcatrazes é uma maneira de fortalecer o ecoturismo em destinos do litoral norte paulista, como Ilhabela, Caraguatatuba, Ubatuba, Bertioga, Guarujá, São Vicente e Santos.

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Sobre o Arquipélago de Alcatrazes

Criado em agosto de 2016, o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes tem sua história iniciada, nos anos 90, quando foram iniciadas ações em prol da criação do Parque Nacional Marinho dos Alcatrazes, propondo o aumento da área marinha protegida e a implantação do ecoturismo como opção para o desenvolvimento sustentável regional.

No entanto, atividades turística nunca aconteceram no local, devido à determinação da Marinha do Brasil, que realizava exercícios militares no arquipélago, e às restrições relativas à Estação Ecológica Tupinambás, tipo de unidade de conservação que não permite visitação pública.

Vida marinha do Arquipélago de Alcatrazes, no litoral norte de São Paulo (foto: Leandro Coelho/Flickr-Creative Commons)

Juntas, as duas unidades abrigam 1.300 espécies, sendo que 93 delas estão sob algum grau de ameaça de extinção. A região abriga também um dos maiores ninhais do país, como fragatas, atobás e gaivotões.

Estão protegidas em Alcatrazes 259 espécies de peixes, destacando-se a garoupa, o tubarão-martelo, entre outras, e ocorre ainda presença considerável da-tartaruga-de-pente e da tartaruga-verde, ambas ameaçadas de extinção. Há também ocorrência de baleias e golfinhos.

Patrimônio arqueológico, histórico e cultural da região, o arquipélago é conhecido pelos paredões graníticos de 316 metros de altura no meio do oceano e pelas águas com boa visibilidade e grande quantidade de vida marinha.

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fonte: ICMBIO

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