Trilha Capim Açu é a versão isolada de Fernando de Noronha, em Pernambuco

Entrada da caverna do Capim Açu, em Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)

É no extremo sudoeste de Fernando de Noronha que fica a versão mais desconhecida e isolada desse arquipélago pernambucano, a 545 km do Recife.

A Capim Açu é uma trilha de sete quilômetros, em forma de U, que é feita em seis horas de trekking pesado e com vistas dos mares de Dentro e de Fora, entre as praias do Sancho e a do Leão.

E a trilha é tão exclusiva que, segundo guias locais, o local recebeu apenas 50 pessoas, em 2015.

VEJA VÍDEO

Com início em uma estrada de terra, na Vila da Quixaba, a trilha, cujo nome é uma referência aos imensos e cortantes capins de até dois metros de altura, começa puxada na ladeira íngreme que leva até um desvio de 800 metros de extensão que dá acesso ao VOR, farol usado pela Marinha para orientações de navios e aviões.

SAIBA MAIS: “Trilha Capim Açu é a versão selvagem (e para poucos) de Fernando de Noronha”

Se for para ficar menos de cinco dias na ilha, adie sua ida a Noronha, junte mais moedas no cofrinho e deixe a viagem para quando você estiver com orçamento mais folgado.

O arquipélago é pequeno, mas a variedade de atividades parecem não caber na programação. Definitivamente, Fernando de Noronha não é para viajantes apressados.

Veja calendário:

⇒ para economizar: de abril a julho, os valores praticados na ilha costumam cair até 30% com a campanha Mais Noronha, em que estabelecimentos como pousadas, restaurantes e fornecedores de serviços dão descontos. Mas lembre-se que essa é também a temporada de precipitações, o que significa que você pode pegar dias seguidos de céu nublado e chuva ou ter a sorte de passar toda a sua estadia sob sol forte e céu com algumas nuvens.

Dos 10 dias em que o Viagem em Pauta esteve na ilha para atualizar este guia, apenas um foi de chuvas.

⇒ para águas calmas: os locais são unânimes em afirmar que setembro é o melhor mês do ano para curtir o mar deitado, expressão usada para se referir às águas calmas de Noronha.

Tartaruga-verde, durante trabalho do Projeto TAMAR, na Praia do Sueste, em Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)

⇒ para ver desova de tartarugas: de dezembro a junho, quando o Projeto Tamar programa diversas atividades com a participação do público, como o monitoramento noturno, na Praia do Leão.

⇒ para surfar: a temporada no Mar de Dentro vai de dezembro a março, devido aos ventos e correntes no destino. Famoso pelas ondas que podem chegar a quatro metros de altura, o arquipélago é conhecida também como o “Havaí brasileiro”.

⇒ para mergulhar:
melhor mês: abril (mar calmo do lado de dentro e pouco vento do lado de fora)
de fevereiro a maio: bom no Mar de Fora
entre junho e outubro: Mar de Dentro mais calmo e Mar de Fora com muito vento
de novembro a janeiro: grande probabilidade de pegar o mar agitado dos dois lados.
(* fonte: Atlantis Divers)  

 

CONFIRA FOTOS DA TRILHA

  • Trilha Capim Açu, no Mar de Fora, em Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)

  • Praia do Leão, no Mar de Fora (foto: Eduardo Vessoni)

  • Interior da caverna do Capim Açu, em Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)

  • Vista do Mar de Fora, durante a trilha do Capim Açu (foto: Eduardo Vessoni)

  • Vista do Mar de Fora, durante a trilha Capim Açu (foto: Eduardo Vessoni)

  • Farol VOR, na Trilha Capim Açu (foto: Eduardo Vessoni)

  • Praia do Leão, no Mar de Fora (foto: Eduardo Vessoni)

  • Piscina natural da caverna do Capim Açu (foto: Eduardo Vessoni)

  • Entrada da caverna do Capim Açu, em Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)

Quer economizar em Noronha?
Visitar o paraíso na Terra tem seu preço. E quando o destino é Fernando de Noronha, os custos são bem altos, diga-se de passagem.

Em abril de 2017, o litro da gasolina custava R$ 5,79; a garrafa de 1,5 litro de água chegava a R$ 8 em um estabelecimento de produtos naturais de Floresta Nova; e uma diária em uma das cinco pousadas de alto padrão passava dos mil reais por casal.

Sem falar na água de coco, aquele mesmo que a gente vê aos montes no quintal das casas de moradores, que custa exagerados R$ 10, na entrada da praia da Cacimba do Padre.

Baía do Sancho, uma das atrações naturais de Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)

Mas é possível, sim, desembarcar naquelas terras exibidas sem estourar o orçamento. E pode ter certa que, cada centavo investido, será recompensado com uma das experiências mais cenográficas do Brasil.

Para isso, o Viagem em Pauta voltou a Fernando de Noronha, no último mês de abril, em busca dos melhores preços para você conhecer, finalmente, um dos destinos mais cobiçados do litoral brasileiro.

SAIBA MAIS: “Fernando de Noronha para mãos de vaca: dicas para economizar”

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*