Pêndulo humano é destaque radical no Nordeste, entre RN e PB

Pêndulo na Pedra da Boca, entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte (foto: Eduardo Vessoni)

Balançar em um pêndulo, na boca de uma rocha, a mais de 300 metros de altura, é fácil.

Exigente mesmo é encarar a trilha íngreme de 600 metros de extensão e a consideráveis graus de inclinação para chegar à Pedra da Boca, em Araruna, cidade paraibana, no limite com o Rio Grande do Norte.

É como se balançar com a cabeça na Paraíba e os pés em terras potiguares.

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Mas é só “chapar o pé na rocha”, como diz ‘seu’ Tico, 60 anos, enquanto gruda os pés em rochas cascudas, como se diz por ali sobre aquele solo bem aderente.

E já que sonhos devem ser compartilhados, o Pêndulo da Pedra da Boca nasceu de um sonho que o carioca Júlio Castelliano teve ao visualizar um enorme balanço em uma fenda rochosa, a 336 metros de altura, aproximadamente.

Localizada no Parque Estadual da Pedra da Boca, a atividade é combinada com uma trilha e com um rapel.

Os conhecimentos técnicos de Castelliano ajudaram na concretização dessa estrutura, em que o visitante aventureiro é içado por um sistema com quatro pontos de ancoragem que o lança por uma corda com 30 metros de comprimento.

De nível fácil, o pêndulo é uma atividade sem impacto, “é apenas o balanço”, completa Castelliano.

Esse guia de montanha que mora em Araruna, a 115 quilômetros de Natal (RN) e a pouco mais de 160 km de João Pessoa (PB), é especializado em alpinismo e resgate industriais, e realiza treinamentos sobre técnicas verticais, operações de montanha e criação de roteiros de aventura.

“Quando cheguei aqui, há 17 anos, vi que a região tinha potencial para o turismo de aventura e acreditei nisso”, explica Júlio Castelliano.

Trilha de acesso à Pedra da Boca, entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte (foto: Eduardo Vessoni)

O pêndulo sonhado por Castelliano está em operação há dois anos e é acionado por um sistema com três cordas que permitem levar a pessoa para trás e lançá-la sobre território agreste.

Sabe aquela vontade de fazer algo diferente, em terras nordestinas? Então, é isso o que acontece na Pedra da Boca.

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Embora esteja em território paraibano, a região de Araruna tem acesso também por Serra de São Bento, no Rio Grande do Norte, a 115 quilômetros de Natal.

Localizado na microrregião da Borborema Potiguar, o destino é palco do Festival de Inverno da Serra de São Bento, que acontece em agosto, e vem se consolidando no turismo de aventura, com diversas opções de trilhas e diferentes níveis de rapel.

Casca Grossa Aventuras
O Pêndulo da Pedra da Boca custa R$ 70 por pessoa e inclui acompanhamento de guia em trilha de acesso à Pedra da Boca, pêndulo e um rapel curto de 50 metros, com 3 dias de antecedência
Reservas: (84) 9 8854-7227 / [email protected]
http://castelliano.wixsite.com/irata

ONDE FICAR

Localizada na Paraíba, próximo ao limite com o Rio Grande do Norte, a Pedra da Boca conta com hospedagem em ambos estados.

Em Araruna, o Viagem em Pauta recomenda a Pousada Céu da Boca. Diárias: R$ 250 (chalé para 4 pessoas) e R$ 150 (casal). Tel.: (84) 9 8854-7227.

Pousada Villas da Serra, na Serra de São Bento, no Rio Grande do Norte (foto: Carla Belke/Divulgação)

No lado potiguar, nossa dica é o Villas da Serra, na Serra de São Bento. Essa pousada do selo ‘Roteiros de Charme’ possui nove apartamentos, erguidos sobre uma pedra e com vistas para a Pedra da Boca e a Serra da Borborema. Diárias, a partir de R$ 325. www.villasdaserra.com.br

Para quem vem de Natal, a 115 km dali, a opção é o Manary Hotel, outro hotel da associação Roteiros de Charme. Localizado na Praia de Ponta Negra, o Manary tem arquitetura neocolonial e decoração feita com peças garimpadas em fazendas antigas e engenhos da região. Diárias a partir de R$ 585 (casal). www.manary.com.br

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* O Viagem em Pauta visitou o local com o apoio da Atlantis Travel, da secretaria de turismo de Serra de São Bento e da pousada Villas da Serra.

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