Verão na Patagônia: confira 10 dicas de roteiros, entre a Argentina e o Chile

Ruta 40, na Argentina (foto: Javier González/Flickr-Creative Commons)

Como qualquer destino austral, essa região gelada entre o Chile e a Argentina é menos fria durante o verão do lado de cá do continente.

Mas não vá achando que dá para ficar com as manguinhas de fora só porque é verão na Patagônia.

Ainda assim, viajantes mais aventureiros podem fazer roteiros como a cenográfica travessia dos lagos andinos, visitar imensas colônias de pinguins e até participar de uma experiência astronômica, em pleno Deserto do Atacama.

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CONFIRA DESTINOS

TRAVESSIA DOS LAGOS ANDINOS
(Chile/Argentina)

foto: Cruce Andino/Divulgação

Há mais de um século, navegar por território patagônico significa ver vulcões, canais estreitos, florestas centenárias e povoados minúsculos. E seja qual for a época do ano, a sensação é a de que você é o primeiro a colocar os pés ali.

A travessia dura dois dias, com pernoite em Peulla, e inclui deslocamentos por lagos e por terra.

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PUNTA TOMBO
(Argentina)

Pinguim-de-magalhães, em Punta Tombo, na Patagônia argentina (foto: Eduardo Vessoni)

Localizado em Dos Pozos, no departamento de Florentino Ameghino, na Província de Chubut, a maior reserva continental de pinguins de Magalhães se transforma em um dos atrativos mais visitados da Patagônia argentina, entre setembro e abril.

Punta Tombo é uma área natural protegida, às margens do oceano Atlântico, e funciona como habitat para a reprodução dessas aves que, anualmente, chegam a 500 mil pinguins que desembarcam na região para a criação de filhotes.

Punta Tombo, fica a 180 km de Puerto Madryn.

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RUTA 40
(Argentina)

A Ruta 40, na Argentina, dá acesso a atrações da Patagônia, como Bariloche, El Calafate e o glacial Perito Moreno (foto: Javier González/Flickr-Creative Commons)

A maior estrada da Argentina tem cinco mil quilômetros de extensão e vai de Río Gallegos, no sul da Argentina, a La Quiaca, na fronteira com a Bolívia.

Embora ainda apresente trechos intransitáveis ou possíveis apenas com carros 4×4, a Ruta 40 é cenário de um dos mais inusitados roteiros em terras argentinas como a viagem de três dias entre Bariloche e El Chaltén, a 1.500 quilômetros de distância.

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TREKKING NO PERITO MORENO
(Argentina)

Além das visitas tradicionais sobre passarelas com vista para o glacial, o Perito Moreno é cenário para trekkings no principal atrativo do Parque Nacional Los Glaciares, a 80 km de El Calafate, na Patagônia argentina.

Com 724 mil hectares e declarado Patrimônio da Humanidade, o local abriga 350 glaciares, entre eles o Perito Moreno, onde é possível fazer uma caminhada moderada de duas horas às margens do Lago Rico, em direção ao paredão sul do glacial, de agosto a maio.

De setembro a abril, o Big Trekking leva os mais intrépidos para uma caminhada de quase 4 horas.

Trekking no Perit Moreno (foto: Eduardo Vessoni)

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EL CHALTÉN
(Argentina)

É desse minúsculo destino de apenas 200 habitantes, segundo dados oficiais da Província de Santa Cruz, que partem trilhas com diferentes graus de dificuldade que variam de 40 minutos (Miradores Los Cóndores y Las Águilas) a 5 horas (Laguna De los Tres).

E o que é melhor: são autoguiadas e de graça!!!

Trilha Laguna de los Tres, em El Chaltén, com vista para o Fitz Roy (foto: Eduardo Vessoni)

Localizado na Patagônia argentina, El Chaltén é considerado a “capital nacional do trekking” e pode ser combinada com uma mesma viagem por El Calafate.

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HOTEL COM VISTA PARA TORRES DEL PAINE
(Chile)

Vista do terraço do Tierra Patagonia, hotel com vistas para Torres del Paine (foto: Morten Andersen/Divulgação)

O Tierra Patagonia, no extremo sul do Chile, é daqueles hotéis que vão muito além do conceito de hospedagem e os 25 km de distância do Parque Nacional Torres del Paine parecem reduzidos.

De cada uma das janelas dos 40 quartos, se exibem os famosos maciços rochosos de origem glacial que colocaram a província de Última Esperanza na rota dos destinos patagônicos mais procurados.

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FIORDES
(Chile)

Vista de glacial durante navegação pelos fiordes do Chile
(foto: Eduardo Vessoni)

Navegar pela geografia acidentada dos fiordes sul-americanos é uma das experiências mais impactantes do Chile.

A travessia a bordo de um navio cargueiro com fins turísticos dura quatro dias e vai de Porto Montt a Porto Natales, na Patagônia chilena.

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CARRETERA AUSTRAL
(Chile)

Vista da Carretera Austral, na região de Coyhaique (foto: Eduardo Vessoni)

Localizada no setor oriental da Patagônia chilena, na fronteira com a Argentina, essa estrada tem mais de 1.200 km, entre a Região dos Lagos e Aysén, na Patagônia chilena.

Considerada um dos maiores orgulhos da engenharia chilena, essa via exige cuidados do visitante como o aluguel de um carro 4×4 e velocidade reduzida, sobretudo nos trechos estreitos de cascalhos soltos;

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LAGUNA SAN RAFAEL
(Chile)

Laguna San Rafael (foto: Eduardo Vessoni)

Esse é outro clássico patagônico do Chile, cujo acesso aquático se dá, a partir de Puerto Chacabuco, a 79 km de Coyhaique.

Declarada Reserva da Biosfera pela UNESCO, essa região de quase 2 milhões de hectares é recortada por canais e imensos blocos de gelo que podem ser vistos dos botes que se aproximam a poucos metros das geleiras.

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E é frio no verão?

Sim, é frio no verão e não se espante se, em pleno janeiro, pequenas gotas de neve caírem sobre as ruas do Ushuaia, na Patagônia argentina.

Tudo depende de onde você vai. Afinal de contas, só no lado argentino a Patagônia cobre uma área de mais de 930 mil km² e abriga uma grande variedade de climas e temperaturas.

Vista do Puyuhuapi Lodge & Spa, em Puyuhuapi, na Patagônia chilena (foto: Eduardo Vessoni)

Na região das cordilheiras, por exemplo, o verão é frio, cuja temperatura média anual varia entre 8ºC e 10ºC, diminuindo conforme o viajante for seguindo rumo ao sul da Patagônia.

Prepare-se também para o mau humor patagônico, onde é possível ter sol, chuva, garoa, vento, tempo nublado, céu claro e neve, tudo em questões de horas. Por outro lado, o verão por ali é conhecido pelos dias mais longos, podendo chegar a 17 horas de luz.

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