Confira as condições da estrada Cunha-Paraty, entre SP e RJ

Vista da Estrada Cunha-Paraty (foto: Eduardo Vessoni)

Mãos firmes no volante e atenção redobrada.

Considerada uma das mais cenográficas do Brasil, a estrada Cunha-Paraty vai do interior paulista ao litoral sul fluminense. Recentemente, o Viagem em Pauta voltou para conferir as condições dessa via de paralelepípedos, reinaugurada, em 2016.

A estrada continua linda e apresenta boas condições de tráfego em boa parte de seus de 9,4 km de extensão.

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No entanto, alguns trechos exigem atenção, sobretudo nos últimos dois quilômetros, já em território fluminense. Buracos e barrancos desprotegidos são alguns dos problemas que exigem atenção.

O motorista também deve levar em conta que é uma estrada estreita de pista única, com pontos por onde só passam um automóvel por vez.

Suas curvas acentuadas e sem visibilidade da pista contrária não favorecem ultrapassagens na maior parte do trajeto.

Vista da Serra da Bocaina, na estrada Cunha-Paraty (foto: Eduardo Vessoni)

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Sem nenhuma atração turística, a estrada passa pelo Velho Caminho do Ouro e pelo interior do Parque Nacional da Serra da Bocaina. Ainda assim, prepare-se para cruzar uma das mais belas estradas brasileiras, uma continuação da SP-171, entre Guaratinguetá e Paraty.

Vista da Estrada Cunha-Paraty (foto: Eduardo Vessoni)

Fazer um bate e volta já vale como atração turística. Dá pra tomar café da manhã em Cunha, almoçar em Paraty e ainda voltar para o jantar no interior paulista.

ATRAÇÕES

Quem vai sem pressa pode visitar também algumas atrações que ficam na SP-171, antes de entrar na Cunha – Paraty.

km 54,7
O Lavandário é uma plantação de lavandas, inspirada na Provença, na França. Os finais de tarde com vista para campos de lavanda entram fácil para a lista de um dos mais belos do Brasil.

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km 56,2
Localizado em uma área de Mata Atlântica com mais de 330 mil hectares, o Parque Estadual da Serra do Mar tem trilhas que vão de 1,7 km (Trilha do Rio Paraibuna) a 14,4 km (Trilha das Cachoeiras).

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km 66
A Pedra da Macela pode ser visitada, após uma caminhada de dois quilômetros por terreno íngreme até uma das mais belas imagens de Cunha. A 1.840m de altitude, no Parque Nacional da Serra da Bocaina, esse pico tem vistas de Paraty, da baía de Ilha Grande e de Angra dos Reis.

Vista do alto da Pedra da Macela, em Cunha (foto: Eduardo Vessoni)

COMO CHEGAR
Quem vem da capital paulista, segue até o km 65 da Dutra, onde fica a entrada para a SP-171, estrada que vai de Guaratinguetá a Cunha.

A Cunha-Paraty é uma continuação da SP-171, cujo km 46 dá acesso ao centro de Cunha.

PEDÁGIOS
Para quem vem de São Paulo são quatro pedágios, em cada sentido: R$ 3,50 (Arujá); R$ 3,50 (Guararema); R$ 6,30 (Jacareí) e R$ 14,40 (Moreira César)
(* valores atualizados em março de 2018)

DICAS
Antes de pegar a estrada, é recomendável fazer uma revisão do carro, com atenção especial para os seguintes pontos:

– os pneus devem estar em excelente estado de conservação e, devidamente, calibrados de acordo com o manual do fabricante;

– componentes dos freios, como pastilhas e tambores, devem estar em excelentes condições e respectivo fluído no nível e dentro da validade;

– revise também as palhetas do limpador do para-brisa, para garantir melhor visibilidade. A estrada Cunha-Paraty costuma apresentar diferenças condições climáticas, como chuvas e neblina, em alguns pontos de serra;

– verifique também o nível de água do radiador e o fluido da direção hidráulica, se for o caso.

Estrada Parque, entre Cunha e Paraty (foto: Eduardo Vessoni)

– viaje sempre com os faróis baixos acesos, inclusive durante o dia, e evite luz alta, lanternas ou luzes auxiliares (de milha ou neblina), para garantir a melhor capacidade de visualização, sem ofuscar os demais motoristas;

– nas descidas deve-se optar por marcha que permita o veículo trafegar próximo à velocidade máxima da via, evitando frenagens constantes ou aquecimento dos freios, além de ajudar na economia de combustível;

– não é raro trechos de desmoronamento, após temporadas de chuvas. Para informações mais atualizadas sobre a situação da estrada, a melhor fonte são os moradores locais. Por isso, informe-se no hotel reservado ou nas atrações, antes de pegar a estrada.

(* fonte mecânica: Marcus Romaro – Engenheiro de Controle de Tráfego do Campo de Provas da Ford em Tatuí)

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* O Viagem em Pauta viajou com o apoio da Ford Brasil

8 Comentário

  1. Boa tarde Eduardo…preciso saber no presente momento como esta a estrada de cunha para paraty. Estarei hospedada em cunha no mês de junho e pretendo descer para paraty. Vi alguns vídeo fiquei com medo.
    Será que em cunha tem guia para passeios como esses ou até mesmo outro. Aguardo

    • Aurea, obrigado pela visita e pela mensagem.

      As informações que temos são as que você leu no post. Como dissemos no post, “alguns trechos exigem atenção, sobretudo nos últimos dois quilômetros, já em território fluminense. Buracos e barrancos desprotegidos são alguns dos problemas que exigem atenção.”

      De resto é aproveitar uma das estradas mais lindas do Brasil, sem dúvida.

      Quanto a guias que preparamos, você encontra dicas de atrações em Cunha nesse post: http://viagemempauta.com.br/2017/08/28/o-que-fazer-em-cunha/

      Abraços e boa viagem!!!

  2. Nossa que legal que a Serra está tranquila, pois em Dez estava desbarrancando.
    To descendo amanhã com a família p Trindade, e p/ quem vai do Sul de Minas e o melhor caminho. Aproveito e passo em Cunha p visitar restante da família. rs Agradecida por compartilhar essas informações, muito legal seu blog.

    • Bom dia Erika ! Estou pensando em ir com minha familia no inicio de Abril, quando voce passou por lá ? a estrada está boa ? li relatos de trechos desmoronados.

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