Pontos mais remotos do Brasil são declarados unidades de conservação

Vista aérea da ilha Trindade (foto: Simone Marinho/commons.wikimedia.org)

Eles ficam a mais de mil quilômetros da costa brasileira e não têm acesso permitido para turistas. Ainda assim essa deveria ser considerada a melhor notícia desse incerto e caótico 2018.

São Pedro e São Paulo, considerado o menor e mais isolado arquipélago tropical do planeta, segundo o ICMBIO, e o arquipélago de Trindade e Martim Vaz, a pouco mais de a mil quilômetros da costa de Vitória, foram declarados unidades de conservação federais marinhas.

O decreto foi assinado por Michel Temer, no último dia 19 de março, dando origem a duas APAs (Área de Proteção Ambiental) de mais de 90 milhões de hectares.

Arquipélago de São Pedro e São Paulo (foto: john.vergari / Wikimedia Commons)

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Em nota, o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), que gerenciará as novas áreas protegidas, afirmou que, com a medida, o Brasil passa de 1,5% de áreas marinhas protegidas para 25%.

Com a proteção, todas as ilhas oceânicas brasileiras, incluindo Fernando de Noronha e o Atol das Rocas, passam a ser unidades de conservação.

“O ano de 2018 já pode ser considerado histórico para o ICMBio com a criação hoje destas quatro unidades. Proteger essas áreas marinhas é conservar a natureza, as espécies e também ordenar o uso dessas áreas”, declarou, em nota, Ricardo Soavinsk, presidente do ICMBio.

O Arquipélago de São Pedro e São Paulo tem formação geológica única no mundo e seu isolamento geográfico garante a concentração de espécies endêmicas.

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