Chile é eleito melhor destino da América Latina. Confira atrações

Dono de uma das geografias mais extremas do continente, o Chile abriga uma sequência de paisagens que vai da fria e isolada Patagônia ao norte árido do país, onde o Atacama é o principal cartão postal.

E talvez esse seja alguns dos motivos que levaram os brasileiros a elegerem o país como o melhor destino da América Latina, segundo a pesquisa DataFolha, publicada na revista Viaja São Paulo, do jornal Folha de São Paulo., no último domingo 27 de maio.

É justamente essa variedade de cenários naturais que atrai viajantes de estilos tão diferentes, naquelas estreitas terras espremidas, entre as cordilheiras dos Andes e o oceano Pacífico.

Com uma superfície continental de mais de 756 mil km², o Chile conta com experiências únicas na América do Sul como travessia de lagos andinos, hotéis localizados em endereços isolados, tours astronômicos no deserto e até trilhas entre algumas das estátuas mais misteriosas do planeta.

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CONFIRA ATRAÇÕES

Patagônia

O Chile abriga a menor parcela patagônica do continente, uma região com 240 mil km² de superfície, entre o golfo do Reloncaví, ao norte, e o Estreito de Magalhães, ao sul; e uma densidade demográfica que não passa de um habitante por km².

Por ali, fica a geografia mais isolada e inóspita de toda a Patagônia, onde é possível navegar pela terceira maior extensão de gelos continentais do mundo, uma área de 21 mil km² que inclui atrativos como o Parque Nacional Laguna San Rafael e o glaciar Exploradores, nos Campos de Gelo Norte.

Laguna San Rafael, no Chile (foto: Eduardo Vessoni)

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Hotel na Patagônia chilena tem quartos com vista para Torres del Paine

Fiordes patagônicos

O destaque desse roteiro fica por conta da paisagem que inclui canais estreitos, fiordes, imensas montanhas nevadas, glaciais, animais marinhos e um visual único em todo o território chileno.

E tudo isso a bordo de barcos que fazem roteiros de três dias, entre Porto Natales e Porto Montt, capital da Região dos Lagos.

Vista do ferry Evangelistas, embarcação que percorre os fiordes chilenos (foto: Navimag/Divulgação)

Saiba como é uma viagem pelos fiordes patagônicos do Chile

Carretera Austral

Localizada no setor oriental da Patagônia chilena, na fronteira com a Argentina, essa estrada tem mais de 1.200 km, entre a Região dos Lagos e Aysén, na Patagônia chilena.

Considerada um dos maiores orgulhos da engenharia chilena, essa via exige cuidados do visitante como o aluguel de um carro 4×4 e velocidade reduzida, sobretudo nos trechos estreitos de cascalhos soltos.

Caleta Tortel (foto: Rodrigo Gonzalez/Wikipedia Commons)
Caleta Tortel (foto: Rodrigo Gonzalez/Wikipedia Commons)

Um dos destaques da região é o vilarejo sem ruas que vive sobre passarelas, onde carros não entram e os visitantes contam com 7,5 km de plataformas e pontes de cipreste interligadas. O destino é declarado Monumento Nacional por sua arquitetura e pelo inusitado estilo de vida local. SAIBA MAIS

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Puyuhuapi

Localizado na Patagônia chilena, o pequeno vilarejo de Puyuhuapi é outro destino da Carretera Austral.

Por ali, tranquilos canais que formam fiordes são vias de acesso; um glacial suspenso de gelo eterno flutua sobre a vegetação verde e úmida daquelas terras frias; e águas quentes cruzam vales e vulcões antes de encher poços termais.

Vista do Puyuhuapi Lodge & Spa, em Puyuhuapi, na Patagônia chilena (foto: Eduardo Vessoni)

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Chiloé

Ao sul desse país estreito e bem perto da Patagônia, existe um Chile que vai além das areias do deserto mais árido do planeta e das bem estruturadas estações de esqui. Localizado na Região dos Lagos, a menos de 200 km do aeroporto de Porto Montt, o arquipélago de Chiloé é o Chile que a gente custa a acreditar que existe.

Segunda maior ilha do país, o destino é endereço de esportes de aventura, tem trilhas de cenários surreais, abriga igrejas de madeira declaradas patrimônio da humanidade e ainda consegue encantar com mitos que, mais do que contar histórias de personagens fantásticos, viraram atração da região. CONFIRA ATRAÇÕES

Reserva Nacional Malalcahuello

Vulcão Lonquimay, visto da área externa do Corralco Resort de Montaña, no sul do Chile (foto: Eduardo Vessoni)

A vida em Malalcahuello não tem pressa.

Árvores milenares que levam algumas dezenas de décadas para atingirem seu estado mais exibido; crateras vulcânicas que só se deixam ser vistas em trilhas exigentes; e geografia inóspita que só muda de cara na temporada seguinte.

Localizada na Región de la Araucanía, no sul do país, a Reserva Nacional Malalcahuello é o Chile que pouca gente conhece.

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Porta de entrada para a Patagônia, mas com temperaturas mais decentes e melhores vias de acesso, a região se abre não só para atividades de verão mas é conhecida também como o endereço da temporada de esqui mais longa em todo o país, que costuma ir de junho a outubro.

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Travessia dos Lagos Andinos

Há mais de um século, navegar por território patagônico significa ver vulcões, canais estreitos, florestas centenárias e povoados minúsculos.

E seja qual for a época do ano, a sensação é a de que você é o primeiro forasteiro a colocar os pés por ali.

foto: Cruce Andino/Divulgação

A viagem começa a mais de mil km de Santiago, em Porto Varas, passa por Porto Montt e segue em ritmo lento por uma sequência única de paisagens que inclui lagos de origem glacial, vulcões adormecidos de picos nevados, florestas centenárias, povoados minúsculos e bosques de lengas e alerces andinos.

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Bike no Chile

Ciclismo por terras geladas? Tem. No deserto mais árido do mundo? Tem também.

Desde 2011, a Ciclovia Manzanar – Malalcahuello, com vistas para um vulcão do Chile, segue sobre a antiga linha de trens que iam de Victoria a Lonquimay, considerada uma importante via de transporte da região.

De terreno (quase sempre) plano, essa rota tem 12 km de extensão e é considerada uma das ciclovias mais cênicas de todo o Chile, na Región de la Araucanía, no sul do país.

Já o Atacama pode ser explorado em passeios independentes sobre duas rodas, em atrações como o Pukará de Quitor, antigas estruturas incas do século 12 situadas a três km do centro, e a Quebrada del Diablo, na Cordilheira do Sal.

Em algumas das diversas agências locais, na rua Caracoles, é possível alugar as magrelas ou contratar passeios guiados com carros de apoio para os ciclistas.

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Atacama

Valle de la Luna, no Atacama (foto: Eduardo Vessoni)

Seja pela primeira vez ou não, o Deserto do Atacama é daqueles destinos que valem a pena ser visitados em várias viagens e em diferentes estações do ano.

O Atacama é o destino mais seco do planeta, abriga o deserto mais alto do mundo, seu solo é comparado ao de Marte e a chuva segue rara por ali. E ainda assim você vai querer colocar os pés em um dos endereços mais fascinantes do país.

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Ilha de Páscoa

Localizada a 3.700 km da costa sul-americana, no meio do nada, a Ilha de Páscoa é daqueles destinos obrigatórios para quem procura experiências inusitadas.

As atrações mais famosas desse território de origem polinésia com mais de 3 milhões de anos são os moais, as estátuas gigantes feitas em homenagem aos chefes de tribos locais.

Mas o destino, que pertence ao Chile, surpreende com trilhas em fábrica de moais, mergulhos em águas, exageradamente, azuladas e caminhadas sobre vulcões.

Tongariki, na baía Haga Nui, é a maior plataforma funerária de Rapa Nui e abriga uma sequência de 15 moais (foto: Eduardo Vessoni)

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