10 destinos nacionais (ainda) pouco explorados no Brasil

Mesmo quem não anda viajando muito pelo próprio país sabe de cor quais são as praias mais baladas do Brasil, as capitais mais procuradas e os atrativos turísticos mais visitados.

Mas muito além desse Brasil de folheto publicitário, ainda tem um país inteiro para ser explorado, turisticamente, em endereços que não costumam ser destaque de capa de revista e nem contar com pacotes vendidos em agências de viagens.

Neste post, listamos alguns destinos ainda pouco conhecidos do Brasil.

Em apenas dez etapas, você faz safáris a pé para ver vida selvagem, conhece portais para outras dimensões, navega por lagoas que viram piscinas naturais entre dunas móveis e explora cânions profundos no Sul do Brasil.

CONFIRA DESTINOS

Parque Nacional de Superagui

Localizado no município de Guaraqueçaba, no litoral norte do Paraná, o Parque Nacional de Superagui abriga quase 34 mil hectares de ilhas, canais, rios e terras continentais como o Vale do Rio dos Patos, além de uma fauna ameaçada de extinção como o mico-leão-da-cara-preta, papagaio-da-cara-roxa, suçuarana e bugio.

Praia de Superagui, no litoral do Paraná (foto: Eduardo Vessoni)
Praia de Superagui, no litoral do Paraná (foto: Eduardo Vessoni)

Nesta área declarada Sítio do Patrimônio Natural e Reserva da Biosfera pela UNESCO, carros não entram e o acesso é por barco, a partir do porto de Paranaguá, uma longa viagem de três horas em embarcações de madeira que cruzam a vizinha mais famosa, a Ilha do Mel.

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Cambará do Sul

O brasileiro ainda não se deu conta, mas bem aqui no quintal de casa fica um dos cenários mais impressionantes do continente.

Trilha do Mirante, no cânion Fortaleza, no Parque Nacional da Serra Geral (foto: Eduardo Vessoni)

Dona do maior conjunto de cânions da América do Sul, a gaúcha Cambará do Sul vê crescer sob os pés uma cadeia de montanhas de 250 quilômetros de bordas de cânions, entre os Campos de Cima da Serra e o litoral, entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

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Serra do Roncador

Cachoeiras, vida intraterrestre, sítios arqueológicos, portal para outras dimensões e até um corredor subterrâneo para Machu Picchu. Se algum desses assuntos te interessa, a sua próxima parada é na Serra do Roncador.

Bateia I, uma das opções de cachoeiras na Serra do Roncador, no Mato Grosso (foto: Eduardo Vessoni)

Localizada a mais de 500 km de Cuiabá, no Mato Grosso, essa sequência de montanhas com 800 km de extensão vai de Barra do Garças, no Mato Grosso, à Serra do Cachimbo, no Pará.

Ainda desconhecido do viajante brasileiro, o Roncador é famoso por suas histórias de cidades perdidas e ouro escondido.

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Parque Nacional das Emas

São apenas três mil visitantes por ano neste parque de 132 mil hectares, declarado Patrimônio Mundial da UNESCO.

Parque Nacional das Emas, em Goiás (foto: Eduardo Vessoni)

Localizada a 420 km de Goiânia, a cidade de Mineiros é uma das principais portas de entrada para essa área preservada, no sudoeste do estado.

Habitat de animais do Cerrado, como tatus, veados e, claro, emas, o local conta com safáris em veículo próprio, trilhas a pé e até boia cross nas corredeiras do Rio Formoso.

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Mambaí

Cachoeira do Funil vista pelo interior da caverna de acesso a essa queda d’água, em Mambaí (foto: Eduardo Vessoni)

Mambaí se esforça para ser o ‘mais novo polo do turismo de aventura do Brasil’. E o título não é exagerado.

Localizado no extremo nordeste de Goiás, a 357 km de Brasília, o município de Mambaí conta com mais de 200 cavernas, trilhas em corredores naturais escuros que dão acesso a cachoeiras e até uma tirolesa a mais de 100 metros que sobrevoa um cânion.

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Terra Ronca

Interior da São Bernardo, uma das cavernas do complexo de Terra Ronca, no extremo nordeste de Goiás (foto: Eduardo Vessoni)

Localizado no extremo nordeste de Goiás, Terra Ronca é cenário de uma das experiências de aventura mais fascinantes, em território goiano. Essa região de mais de 600 milhões de anos abriga quase 300 cavernas, no Parque Estadual de Terra Ronca (PETeR).

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Galos/Galinhos

Localizados a 170 km de Natal, esses vilarejos têm charretes e bugues como únicas opções de transporte, lagoas que viram piscinas naturais entre dunas móveis, praias isoladas que surgem e desaparecem no ritmo da maré, montanhas de sal que riscam o horizonte das salinas locais e um mangue que serve de cenário para passeios gastronômicos de barco.

Destinos de bate e volta apressado para quem visita Natal, capital do Rio Grande do Norte, Galos e Galinhos são destinos para serem explorados com calma e, em pelo menos, três dias.

foto: Ana Muller/Divulgação

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Dunas do Rosado

No extremo norte do Rio Grande do Norte, a 250 km da capital Natal, as Dunas do Rosado são uma sequência de montanhas coloridas, formadas pelos sedimentos de falésias vizinhas, trazidos pelos ventos constantes.

Amanhecer nas Dunas do Rosado, em Porto do Mangue, no Rio Grande do Norte (foto: Eduardo Vessoni)

Com 10 km² de extensão, esse parque é considerado o maior conjunto de dunas do estado e pode ser combinado com roteiros litorâneos, em Ponta do Mel, vilarejo do município de Areia Branca.

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Abrolhos

Águas quentes, rasas e tranquilas.

Se você que é humano (e brasileiro) não perderia a chance de passar férias em um lugar com essas condições, imagina aqueles gigantes que vêm de longe para criar filhotes.

Liveaboard em Abrolhos (foto: Enrico Marcovaldi/Miramundos)

Localizado no extremo sul da Bahia, o arquipélago de Abrolhos é endereço certo de milhares de baleias jubarte que deixam as águas frias da Antártica para amamentar filhotes e se reproduzir, entre julho a novembro.

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Parque Nacional de Anavilhanas

Entre Manaus e Novo Airão, esse parque nacional é formado por um arquipélago fluvial de 400 ilhas, considerado um dos maiores do mundo, com 130 km de extensão, aproximadamente.

Parque Nacional de Anavilhanas (foto: Lincoln Barbosa/Commons Wikimedia.org)

No período da seca, de setembro a fevereiro, é possível aproveitar as praias de areia que emergem entre as ilhas. Já no período da cheia, de março a agosto, a principal atividade é passeios de barco nas florestas alagadas.

Observação de botos-cor-de-rosa, banhos no Rio Negro e trilhas, como a do Barro Branco, são algumas das atividades possíveis no parque.

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