Capital paulista ganha voos diretos para Belém, no Pará; veja atrações

Orla ao Entardecer, no Rio Guamá, em Belém (foto: Eduardo Vessoni)

Desde o último dia 20 de junho, São Paulo conta com mais um voo direto para Belém, capital do Pará.

Operados, diariamente, pela Avianca, os voos sairão do Aeroporto de Guarulhos (SP)  e também de Brasília, em direção ao Norte, a única região brasileira para a qual a companhia ainda não voava.

Os voos saem de São Paulo, às 20h20, e chegam em Belém, às 23h55. De Brasília, sai às 12h e aterriza na capital paraense, às 14h35.

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CONFIRA ATRAÇÕES

BELÉM VERDE

Belém tem espaços com reproduções naturais da Amazônia como o Mangal das Garças, uma área de 40 mil m² que abriga borboletário e 55 espécies de aves como garças, marrecos e até flamingos africanos e chilenos. SAIBA MAIS

Vista aérea do Mangal das Garças, em Belém (foto: Eduardo Vessoni)

Outra opção central de Belém para quem quer colocar os pés na floresta é o Parque Estadual do Utinga, uma área verde de 1.340 hectares que voltou a ser aberta, em 2018, com opções de atividades como trilhas, ciclovias, passeios de barco e até rapel.

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BELÉM CULTURAL

O centro histórico de Belém, o setor mais antigo da cidade, abriga o Complexo Turístico Feliz Lusitânia, quarteirão onde funcionam atrações como o museu de arte da Casa das 11 Janelas; o Forte do Presépio, que marca a fundação da capital do Pará; e a Catedral Metropolitana de Belém, início da procissão do Círio de Nazaré e conhecida por seus altares de mármore.

Outros clássicos são a Estação das Docas, um complexo de bares e restaurantes que funciona em antigos armazéns de ferro inglês, em uma área de 32 mil m², em pleno porto de Belém; e o Ver-o-Peso, mercado em funcionamento desde 1627.

Tombado pelo IPHAN, o local possui boxes e barracas que comercializam carnes, em meio a estruturas de ferro, peixes frescos, além de ervas e frutas amazônicas.

Estação das Docas, uma das atrações mais visitadas da capital do Pará (foto: Eduardo Vessoni)
Estação das Docas, uma das atrações mais visitadas da capital do Pará (foto: Eduardo Vessoni)

Localizado nas antigas dependências do Presídio São José, desativado em 1998, o Espaço São José Liberto é um dos pontos turísticos mais visitados de Belém e abriga o Museu de Gemas, com acervo de, aproximadamente, quatro mil peças de trabalhos feitos pelos índios tapajônicos e marajoaras, além de um centro com mostras do trabalho artesanal feito em 12 regiões do Pará, como patchouli, sementes e palmeira de miriti.

Considerado um dos espaços culturais do ciclo dos teatros monumentais do século 19 e o maior teatro do Norte do Brasil, o Theatro da Paz foi inaugurado em 1878, cujo estilo neoclássico foi inspirado no Scalla, em Milão. O local foi erguido, em pleno Ciclo da Borracha, como opção de sala de concertos à altura das encontradas na Europa.

Não deixe de participar de um dos tours guiados que acontecem, de 3ª a domingo, no interior do teatro.

BELÉM FLUVIAL

Entrecortada por rios, igarapés e canais, a capital do Pará abriga ilhas habitadas por ribeirinhos e que correspondem a dois terços de todo o território de Belém.

Com saída, às 17h30, da Estação das Docas, o passeio Orla ao Entardecer passa pelo pela Baía do Guajará e pelo Rio Guamá, de onde se tem vista exclusiva de Belém como o Mercado Ver-o-Peso, Estação das Docas, Forte do Castelo e o centro histórico.

Já o Furos & Igarapés passa pela ilha do Combu e avança por furos e igarapés da região, antes de atracar para que os viajantes possam realizar trilhas em comunidades do interior da floresta amazônica.

Passeio Furos & Igarapés, em Belém (foto: Eduardo Vessoni)
Passeio Furos & Igarapés, em Belém (foto: Eduardo Vessoni)

Quem procura algo ainda mais rústico conta com a Ilha de Cotijuba, a 45 minutos de barco de Belém e uma das poucas com praia, próximo à capital do Pará. O destino, banhado pela Baía do Marajó, abriga faixas de areia ainda pouco exploradas, ao longo de seus 15 km de litoral.

Mas o melhor de Belém fica em frente a cidade, a 15 minutos de barco. Combu é uma das 39 ilhas catalogadas de Belém e é conhecida pela produção de cacau, matéria-prima na produção do chocolate artesanal que colocou o destino na rota dos chefs de cozinha brasileiros como Alex Atala e Thiago Castanho.

Ilha do Combu, em Belém (foto: Eduardo Vessoni)
Ilha do Combu, em Belém (foto: Eduardo Vessoni)

Essa Área de Proteção Ambiental tem 15 km² e fica a 1,5 km ao sul de Belém, cujo solo de várzea garante a qualidade do cacau produzido por 50% da população local.

Destaque para a visita e produção de chocolate encabeçada pelos próprios turistas, na casa da Dona Nena; e o obrigatório Saldosa Maloca, restaurante que serve pratos como a pescada amarela com molho de tucupi e jambu, no quintal que abriga uma samaumeira de 400 anos, na margem esquerda do Rio Guamá.

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BELÉM RELIGIOSA

Mesmo fora do período do Círio de Nazaré, a lotada romaria que acompanha a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, no segundo domingo de outubro, a capital presta homenagem à padroeira do Pará em espaços dedicados ao Círio, declarado Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial, pelo Iphan.

Vista do interior do museu Memória de Nazaré, em Belém, capital do Pará (foto: Círio de Nazaré/Divulgação)
Vista do interior do museu Memória de Nazaré, em Belém, capital do Pará (foto: Círio de Nazaré/Divulgação)

O discreto museu Memória de Nazaré, em frente a Basílica de Nazaré, tem acervo dedicado a essa romaria que acontece desde 1793. O local expõe cartazes de edições anteriores, mantos originais usados sobre a imagem peregrina, fotografias e exemplares de pedidos dos romeiros.

Basílica Santuário de Nazaré, em Belém (foto: Eduardo Vessoni)
Basílica Santuário de Nazaré, em Belém (foto: Eduardo Vessoni)

Basílica Santuário de Nazaré é outro endereço dedicado à Rainha da Amazônia, cuja estrutura inspirada na Basílica São Paulo, em Roma, guarda a imagem original de Nazaré, encontrada, no século 18, por Plácido José de Souza, às margens do igarapé Murutucú, no mesmo local onde foi erguida a atual Basílica da cidade.

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BELÉM GASTRONÔMICA

Belém, a capital paraense que tem a Amazônia bem no quintal de casa, carrega o título de Cidade da Gastronomia, concedido pela Unesco, em 2015.

É na maior floresta tropical do planeta que Belém se inspira na hora de montar a mesa. Mas não basta apenas incluir pimenta, tucupi e maniva nas receitas.

O Brasileirinho (pescada amarela com molho de tucupi e jambu) é um dos pratos do Saldosa Maloca, na Ilha do Combu, em Belém (foto: Eduardo Vessoni)
O Brasileirinho (pescada amarela com molho de tucupi e jambu) é um dos pratos do Saldosa Maloca, na Ilha do Combu, em Belém (foto: Eduardo Vessoni)

A gastronomia local se exibe com originalidade e criatividade raras em outros destinos amazônicos, com opções que vão desde os pratos mais tradicionais, como o peixe frito com açaí do Mercado Ver-o-Peso, até versões inusitadas, como ravioli de cupuaçu e maniçoba, nhoque de pupunha, risoto de jambu e tomilho, e até sorvetes de bacuri e taperebá.

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BELÉM ETÍLICA

Em Belém, no Pará, uma cervejaria levou a floresta amazônica para dentro da garrafa.

Fundada em 2000, a empresa é considerada a única microcervejaria do Norte do Brasil e faz fama com cervejas que levam ingredientes amazônicos como açaí, bacuri, taperebá (conhecida também como cajá), priprioca e até cupulate, como é conhecido o chocolate amazônico feito com a semente do cupuaçu.

Bar da Amazon Beer, na Estação das Docas, em Belém (foto: Eduardo Vessoni)
Bar da Amazon Beer, na Estação das Docas, em Belém (foto: Eduardo Vessoni)

E tudo é produzido ali mesmo, em tonéis de cobre e com vista para a Baía do Guajará, na Estação das Docas.

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