Viagem ao Japão, inspirada nos filmes de Akira Kurosawa

Himeji Castle (foto: Wei-Te Wong/Flickr-Creative Commons)

Uma viagem ao Japão deve ser como um filme de Akira Kurosawa. Longa, sem pressa e voltada para dentro.

Neste post, você conhece alguns dos endereços do Japão que serviram de cenário para a filmografia do cineasta, considerado um dos profissionais mais influentes do cinema mundial.

imagem: N.C. Mallory/Fickr-Creative Commons

Morto há 20 anos, em setembro de 1998, seus filmes eram viagens visuais não só pela mente humana mas também por cenários impressionantes do Japão. Para a sorte de cinéfilos sua carreira de pintor não deu certo, nos anos 30, e logo o cineasta estrearia na indústria do cinema japonês.

Foram-se os pinceis, mas ficaram os matizes que deram novas cores ao cinema mundial.

Sua estreia como diretor foi em 1943, com o filme ‘A Saga do Judô’. Ao longo da carreira de mais de 50 anos, Akira Kurosawa dirigiu 30 filmes, entres eles, clássicos como ‘Sonhos’ e ‘Ran’. Seu último trabalho foi ‘Depois da Chuva’, com roteiro de Kurosawa.

Para viajar nos filmes de Kurosawa, literalmente, o Viagem em Pauta selecionou alguns dos cenários presentes na obra do cineasta (e que podem ser inspiração para uma viagem ao Japão).

* as fotos do álbum são, meramente, ilustrativas

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VEJA DESTINOS

  • Com roteiro de Akira Kurosawa, ‘Depois da Chuva’ foi o último trabalho do cineasta, morto em 1998. Na foto, detalhe do Castelo de Hikone, patrimônio histórico do século 17 e um dos cenários do filme no Japão (foto: bryan…/Flickr-Creative Commons)

  • Localizada no centro-sul do Japão, Kyoto é um dos endereços mais cenográficos do país e alguns dos locais de filmagem do diretor Akira Kurosawa, como os filmes ‘Depois da Chuva’ e ‘A Saga do Judô’, primeiro filme do diretor, em 1943 (foto: Pedro Szekely/Flickr-Creative Commons)

  • Primeiro filme do diretor japonês Akira Kurosawa, ‘A Saga do Judô’ tem a cidade de Kyoto como um dos cenários dessa obra de 1943. Com roteiro do próprio Kurosawa, baseado no romance homônimo de Tsuneo Tomita, o enredo conta a história do jovem Sugata, quem luta para aprender judô e, ao fazê-lo, aprende sobre o próprio significado da vida, no melhor estilo  Akira Kurosawa de fazer cinema (foto: Pedro Szekely/Flickr-Creative Commons)

  • No filme ‘Ran’ (1985), um dos clássicos da filmografia de Akira Kurosawa, o Castelo de Himeji serviu como uma das locações. O atrativo é considerado um das construções mais impressionantes do Japão. Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, o castelo abriga um conjunto de mais de 80 edifícios de madeira e é um dos mais belos exemplos da arquitetura palaciana japonesa, datado do século 14 (foto: Wei-Te Wong/Flickr-Creative Commons)

  • Localizada em uma região conhecida como Alpes Japoneses, a cidade de Nagoya abriga construções como o Castelo de Nagoya, réplica que substitui a obra original, destruída na 2ª Guerra Mundial. Essa cidade do centro do Japão foi uma das locações de ‘Ran’, um dos clássicos do cineasta Akira Kurosawa (foto: Marufish/Flickr-Creative Commons)

  • Localizada na província de Kumamoto, no sul do Japão, a cidade de Aso é endereço do Aso-san, considerado uma das maiores crateras vulcânicas do mundo. A cidade serviu de cenário para o filme ‘Ran’, de Akira Kurosawa (foto: Kimon Berlin/Flickr-Creative Commons)

  • Epicentro da bomba atômica, no final da 2ª Guerra Mundial, Nagasaki é outro destino japonês, onde Kurosawa filmou ‘Rapsódia em Agosto’. Esse filme de 1991 tem Richard Gere no elenco e a própria bomba de Nagasaki como eixo da história (foto: Peter Enyeart/Flickr-Creative Commons)

  • ÁÁÁ

Kurosawa com música ao vivo

Para homenagear o aniversário de duas décadas de morte do cineasta, o Estúdio Mawaca, em São Paulo, será palco da exibição do filme “Sonhos” com trilha sonora executada ao vivo pelo YUME PROJECT, na experiência cinematográfica “LIVE DREAMS – Sonhos com trilha sonora ao vivo”.

imagem: Divulgação

Composta por Anselmo Mancini e grupo, a performance acontece em São Paulo, em agosto, e terá participação do próprio compositor no piano e samples; Kooi Kawazoe (shamisen e koto); Moisés Pantolfi (vibrafone e percussão); e Silnei Döomaci (flauta transversal e piccolo).

Segundo a produção do evento, “o processo de criação musical respeitou a estética proposta por Kurosawa em sua versão original, mantendo-se assim, ora sonoridades particulares do Japão, ora do ocidente”. Durante a apresentação, os diálogos da obra estarão presentes em sua forma original.

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* com informações do Estúdio Mawaca e do IMDB

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