Saiba como é viajar de Veneza a Paris, a bordo do Orient-Express

Poderia até ser mais uma viagem de trem, daquelas com vagões que balançam em ritmo hipnotizante e som melódico sobre os trilhos.

Mas para quem embarca em um Orient-Express, imortalizado por Agatha Christie no livro ‘Assassinato no Expresso do Oriente’, uma viagem ferroviária deixa de ser apenas um deslocamento entre destinos e assume status de experiência histórica.

foto: Belmond/Divulgação

Com trens luxuosos de estilo vintage, o Venice Simplon-Orient-Express sai de Paris à noite e chega em Veneza, no meio da tarde seguinte, cuja muvuca da estação ferroviária dessa cidade italiana faz a gente querer voltar para a capital francesa no mesmo trem.

O embarque é precedido de pequenas porções e vinhos, servidos em um lounge em um bar escondido da estação de Paris, onde os passageiros (metidos em traje formal, uma condição para viajar no Orient-Express) são convidados para o embarque.

Interior do Venice Simplon-Orient-Express, que vai de Paris a Veneza ou no sentido contrário (foto: Eduardo Vessoni)

A bordo, os tradicionais mordomos de uniforme azul dão breves explicações sobre as cabines privativas, como as portas do armário que escondem um pequeno lavabo e os horários do jantar no Etoile du Nord, restaurante em estilo Art déco que, assim como as cabines dormitório, foi construído na década de 20.

A travessia de mais de 800 km, que passa pelos interiores da França, Suíça, Áustria e Itália, cruza montanhas de picos nevados e vilarejos de casinhas de madeira. Entre Paris e Veneza, o trem faz uma única parada, na estação de Innsbruck, na Áustria.

De resto, nos sobra ficar com o rosto colado no vidro do trem, vendo aquele cenário alpino de ares bucólicos riscando o cenário, do lado de fora.

CONFIRA CURIOSIDADES DA VIAGEM

foto: Belmond/Divulgação

A ‘Rainha do Crime’, como Agatha Christie ficou conhecida, era passageira regular do Orient-Express e teve inspiração para escrever uma de suas obras mais famosas após uma parada forçada de seis dias na Turquia, quando seu trem que vinha de Istambul foi pego de surpresa por uma forte tempestade de neve.

foto: Eduardo Vessoni

Os jantares são extremamente formais e com regras exigentes de vestimenta a bordo, como terno ou black tie para homens, e vestidos para mulheres. Este é o figurino obrigatório para fazer parte de uma das viagens ferroviárias mais glamurosas do planeta.

foto: Belmond/Divulgação

A companhia costuma criar sensações (gastronômicas e linguísticas) de acordo com a região pela qual acaba de entrar. Basta cruzar a fronteira entre a Áustria e a Itália, por exemplo, para que o garçom do restaurante anuncie: ‘benvenuto a Italia’ e comece a servir pratos de influências italianas como canelone de berinjela.

VEJA FOTOS

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  • Venice Simplon-Orient-Express, em Paris (foto: Eduardo Vessoni)

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  • Vagão-restaurante do Venice Simplon-Orient-Express, que vai de Paris a Veneza (foto: Eduardo Vessoni)

  • Orient-Express, durante parada em Innsbruck, na Áustria (foto: Eduardo Vessoni)

  • Interior do Venice Simplon-Orient-Express, que vai de Paris a Veneza ou no sentido contrário (foto: Eduardo Vessoni)

  • foto: Belmond/Divulgação

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SAIBA MAIS

VENICE SIMPLON-ORIENT-EXPRESS
A viagem de cerca de 24 horas custa a partir de £3,500 e pode ser feita a rota Paris-Veneza ou no sentido contrário.

Conhecida pelas longas viagens entre Paris e a atual Turquia, no final do século 19, a empresa conta também com viagens de trens na América do Sul (em Machu Pichu, no Peru), Europa e Ásia, em países como Tailândia, Malásia e Cingapura.
www.belmond.com

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