4 experiências imperdíveis na Paraíba, além das praias

Nem só com praias e piscinas naturais se faz turismo na Paraíba.

Espremido entre Pernambuco e Rio Grande do Norte, esse estado tem atrações inusitadas que vão além dos belos 130 quilômetros de litoral.

É tudo tão diferente do que se espera em terras nordestinas, que dá para se balançar com a cabeça na Paraíba e os pés em terras potiguares; caminhar entre imensos blocos de granito de até 45 toneladas, em plena ‘Roliúde brasileira; e fazer uma das trilhas mais fascinantes do Nordeste, flutuando em corredores estreitos de um mangue.

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Pêndulo humano na Pedra da Boca

No Parque Estadual da Pedra da Boca, em Araruna, a pouco mais de 160 km da capital João Pessoa, esse pêndulo acontece na boca de uma rocha, a mais de 300 metros de altura, de onde o visitante é içado por um sistema com quatro pontos de ancoragem que o lança por uma corda com 30 metros de comprimento.

Combinado com uma trilha íngreme de 600 metros de extensão e com um rapel, a atividade é de nível fácil e sem impacto.

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‘Roliúde’ nordestina

A 166 km de João Pessoa, a cidade de Cabaceiras ficou famosa em todo o Brasil como cenário de mais de 30 produções, entre documentários e longas nacionais, como ‘Cinemas, Aspirinas e Urubus’, ‘O Auto da Compadecida’ e ‘Canta Maria’. Daí o curioso título de ‘Roliúde nordestina’.

Localizada na região do Cariri, essa cidade de cerca de cinco mil habitantes é considerada um dos destinos turísticos mais importantes do interior da Paraíba e é conhecida pelo Lajedo do Pai Mateus, cujo nome seria uma referência a um ermitão que morou no local.

Segundo estudos, aqueles imensos blocos de granito arredondados com até 45 toneladas têm origem vulcânica.

Pedra do Capacete, no Lajedo do Pai Mateus, em Cabaceiras (foto: Ruy Carvalho/Creative Commons)

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Trilha no mangue

Considerado um dos trechos mais selvagens da Paraíba, Barra do Camaratuba fica no extremo norte do estado e é endereço da Trilha do Caranguejo Uçá, uma caminhada que começa em águas rasas de manguezal, segue a correnteza do rio e termina na foz do Camaratuba.

Tudo isso sobre boias macarrão que auxiliam em áreas mais profundas. Dali para frente o esforço é mínimo e quem dita o ritmo é a correnteza daquelas águas calmas.

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Na rota da cachaça

Conhecido como ‘Caminhos dos Engenhos’, esse roteiro passa por antigos casarões e engenhos de cana-de-açúcar do Brejo paraibano, formado por cidades de ares de interior, como Areia, Bananeiras, Pilões, Serraria e Alagoa Grande.

Engenho Lagoa Verde, responsável pela produção da cachaça Volúpia (foto: Eduardo Vessoni)

A cerca de 100 km de João Pessoa, a região é conhecida por rótulos como Volúpia (Alagoa Grande), Triunfo e Matuta (ambas em Areia), cujos engenhos são abertos para visita.

O Brejo paraibano favorece a produção de cachaças artesanais, devido às temperaturas mais amenas (cerca de 20°, durante o inverno), baixa acidez da bebida e a umidade local, garantindo oferta de água para toda a safra.

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