Cânions do Brasil podem ganhar título inédito da UNESCO

Trilha do Tigre Preto, no Interior do cânion Fortaleza (foto: Eduardo Vessoni)

Aqueles paredões verticais que chegam a 900 metros de altura, o maior conjunto do gênero na América do Sul, ainda são um desconhecido dos turistas brasileiros.

Mas os Cânions do Sul, entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, podem ganhar um novo título.

Em visita recente à Europa, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, esteve na sede da UNESCO para defender a candidatura desse atrativo como geoparque da humanidade.

“O reconhecimento de uma entidade como a Unesco é fundamental para potencializarmos o turismo na região”, declarou em nota, o atual ministro da pasta. Hoje, o Brasil conta apenas com a Serra do Araripe, no Ceará, na Rede Mundial de Geoparques (Global Geoparks Network, em inglês) da agência especializada das Nações Unidas.

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Segundo dados da UNESCO, 127 geoparques são reconhecidos pela instituição, em 35 países, cuja proposta é proteger áreas de relevância geológica internacional, envolvendo educação, desenvolvimento sustentável e participação de comunidades locais.

Vista aérea do cânion Itaimbezinho, em Cambará do Sul (foto: Roni Bittencourt)

A menos de 200 km de Porto Alegre, Cambará do Sul é o principal destino da região dos cânions e abriga dois parques nacionais (Aparados da Serra e o da Serra Geral), onde é possível ver essas formações do alto de mirantes bem estruturados ou no interior dos cânions, em caminhadas puxadas de até 18 quilômetros de extensão, como as trilhas do Rio do Boi e a do Tigre Preto.

Nessa mesma viagem a Paris, o ministro sugeriu também a inclusão do bumba-meu boi-do Maranhão na lista de patrimônios imateriais e a candidatura de Paraty como patrimônio misto (natural e histórico).

Vista da trilha pelo interior do cânion do Itaimbezinho, no Parque Nacional de Aparados da Serra (foto: Eduardo Vessoni)

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* com informações do Ministério do Turismo

 

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