Aos 100 anos, Cripta da Catedral da Sé (SP) abre portas para shows: veja curiosidades

A cripta da Catedral da Sé foi inaugurada em janeiro de 1919, trinta e cinco anos antes da finalização dessa igreja de estilo gótico, no centro histórico de São Paulo. Mais do que um espaço sagrado para os restos mortais de figuras religiosas, nascia um lugar de cultura e história.

Cem anos depois, parece que nada mudou.

Até julho de 2020, a cripta abriga o “Projeto Cem Anos da Cripta da Catedral da Sé”, uma série de concertos gratuitos de música instrumental e canto que acontecem, aos sábados, tanto na cripta quanto em locais restritos da catedral, como os salões do piano e do coro.

Será uma oportunidade inédita de paulistanos e turistas apreciarem esses locais ao som de repertórios que destacarão obras da música clássica e popular brasileira e internacional em formações tão diversas”

- Camilo Cassoli / diretor geral do projeto
Show na cripta da Catedral da Sé, no centro de São Paulo (foto: Divulgação)
Show na cripta da Catedral da Sé, no centro de São Paulo (foto: Divulgação)

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A próxima apresentação do Projeto Cem Anos da Cripta da Catedral da Sé, que também tem transmissão ao vivo pela internet, acontece no Salão do Piano, neste sábado (10 de agosto), às 16h. O repertório de músicas árabe moderna e turca será conduzido pelo duo Mauricio Mouzayek, que toca riq (pandeiro oriental), e o imigrante tunisiano Raouf Jemni,  conhecido por tocar um instrumento de cordas do século 10, conhecido como kanun.

A CRIPTA EM NÚMEROS

– Debaixo da Catedral da Sé e projeto do alemão Maximilian Emil Hehl, a cripta foi o primeiro edifício da igreja a ser construído e fica a 7 metros em relação à Praça da Sé.

– Projetada em formato de cruz, o local tem 365 m² e abriga os restos mortais de todos os bispos da fase diocesana de São Paulo, entre 1745 e 1908.

– Atualmente, conta com 32 câmaras mortuárias, 18 delas ocupadas por personagens ligados às história da igreja e da própria cidade de São Paulo.

Cripta da Catedral da Sé, no centro de São Paulo (foto: Divulgação)

– O local abriga os restos mortais do 1º cidadão paulistano, o cacique Tibiriçá, e de Regente Feijó, regente do Império do Brasil entre 1835 e 1837.

Santos Dumont teve seu corpo guardado na cripta, entre julho e dezembro de 1932, até ser transportado com segurança para o Rio de Janeiro.

– O último corpo sepultado na cripta foi de Paulo Evaristo Arns, em 2016, o único cardeal a ter os restos mortais depositados no local.

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SAIBA MAIS
Projeto Cem Anos da Cripta da Catedral da Sé
Sábados, às 16 horas
A entrada é grátis e a disponibilidade varia de 80 a 120 lugares, segundo o local da apresentação.
www.concertoscripta.com.br

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* com informações da assessoria de imprensa

 

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