Jackson do Pandeiro, 100 anos: conheça atrações turísticas na Paraíba

Jackson do Pandeiro (acervo: Sandrinho Dupan)

Se até os anos 50 o som que vinha do sertão era música de nordestino feito por nordestino, Jackson do Pandeiro surgiria no final daquela mesma década para provar que não era bem assim, nego veio.

Sem nenhuma formação musical formal e analfabeto até os 35 anos, José Gomes Filho, seu nome de batismo, foi da gaita ao tamborim, do baião ao samba, da música rural à urbanidade das grandes cidades. VEJA BIOGRAFIA

Eu sou da Paraíba, meu camarada. Muita gente pensa que eu sou pernambucano, outros pensam que eu sou baiano. Então sabe como é. Todo crioulo, pensam logo que é da Bahia. Não sou. Eu sou da Paraíba, de Alagoa Grande”

- Jackson do Pandeiro, no programa Ensaio (1973)

No dia 31 de agosto é comemorado o centenário de Jackson do Pandeiro, o paraibano arretado que foi pintor de parede, palhaço, goleiro e padeiro, antes de se tornar um dos mais importantes artistas da música brasileira.

“Jackson foi precursor de todos os ritmos. Não é à toa que foi carimbado o rei do ritmo”, explica Fernando Moura, um dos autores da biografia ‘Jackson do Pandeiro – o rei do ritmo’ (editora 34).

Para celebrar os 100 anos do músico, o Viagem em Pauta listou as atrações turísticas da Paraíba que homenageiam Jackson do Pandeiro:

MUSEU DOS 3 PANDEIROS
(Campina Grande)
Poucos campinenses conhecem pelo nome original, mas é impossível não reparar nas estruturas de concreto e vidro do Museu de Arte Popular da Paraíba que flutuam sobre o Açude Velho.

Museu dos Três Pandeiros (foto: Ruana Carolina/Wikimedia Commons)

O local, que tem projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, é dividido em três pavilhões arredondados, dedicados ao artesanato, à literatura popular e à música paraibana, como a de Jackson do Pandeiro, Zé Ramalho e Antônio Barros e a esposa Cecéu.

Atualmente, o museu abriga a exposição “Jackson é 100, Jackson é Pop”, com mais de 300 peças relacionadas ao músico, como instrumentos originais e letras inéditas.

Farra de Bodega
(Campina Grande)
Os reis do ritmo e do baião dividem o mesmo endereço em uma rotatória em frente ao Açude Velho, no centro da cidade.

Campina Grande, na Paraíba (foto: Eduardo Vessoni)

As estátuas de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga foram feitas pelo artista plástico Joás Pereira Passos e são acompanhadas de uma mesa, banquinhos e comidas regionais, também em bronze.

Pandeiro Gigante
(Alagoa Grande)

Alagoa Grande, no Brejo paraibano (foto: Eduardo Vessoni)

Ao chegar à terra de Jackson, o visitante é recebido por um portal em forma de pandeiro gigante, na rodovia PB-079 que liga destinos do Brejo paraibano, como os municípios de Areia e Remígio.

foto: Eduardo Vessoni

Memorial Jackson do Pandeiro
(Alagoa Grande)
Em um casarão do final do século 19, esse museu é a principal atração dedicada ao músico, em toda a Paraíba.

O acervo discreto tem instrumentos e figurinos originais, fotografias, recortes de jornais e uma coleção de capas de discos.

Anualmente, o local recebe cerca de 10 mil visitantes. Nada mal para um município de menos de 29 mil habitantes que, de longe, figura entre os destinos turísticos mais lembrados do Nordeste.

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Cachaça Volúpia
(Alagoa Grande)
Assim como lembra Fernando Moura, o biógrafo de Jackson, “para o ritual de concentração, generosas doses das cachaças Santo Amaro e Volúpia”.

Produzida no engenho Lagoa Verde, a premiada Volúpia é envelhecida por quatro anos em barris de carvalho e é conhecida como a primeira bebida do gênero no Brasil a ser comercializada em garrafas de porcelana.

A Paraíba é considerada o maior produtor de cachaça de alambique do Brasil, de onde saem 12 milhões de litros por ano, em 80 engenhos, segundo a Associação Paraibana dos Engenhos de Cachaça de Alambique (ASPECA).

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