Muito além da Björk: o que fazer na Islândia

A câmara de magma do vulcão Thrihnukagigur é um a das atrações em seu interior (foto: Vilhelm Gunnarsson/Inside Volcano)

A Islândia é muito mais do que a terra da Björk. Aliás, essa cantora e compositora da capital Reykjavík é só um dos produtos surreais desse país nórdico, isolado no Atlântico Norte e que, desde 2008, é considerado o país mais seguro do mundo.

Fazer turismo nesse país, no extremo norte do planeta e com menos de 102 mil km², pouco mais do que a área total de Pernambuco, é se banhar em um campo de lava em meio a fumarolas, fazer tratamento de spa em banheiras de madeira lotadas de cerveja, ver baleias singrando fiordes, descer de guindaste até o interior de um vulcão adormecido e conhecer até um museu, cujo acervo é feito de pênis de diversos tipos de animais.

E depois a louca é a Björk?


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Por que visitar?
Fazer turismo na Islândia exige disponibilidade.

Não só para encarar as temperaturas exigentes, baixas inclusive nos meses de verão, mas também pelos custos. Só para você ter uma ideia, um cachorro quente de rua, daqueles bem simples com catchup e mostarda, sai cerca de R$15, e tem hotel, cuja diária começa em R$ 1.700. Sem falar nos passeios mais básicos que giram em torno de R$ 300 por cabeça.

Mas cada centavo investido será revertido em uma das viagens mais fascinantes que você deve fazer.

chegada: Praticamente todas as companhias aéreas dos Estados Unidos que operam no Brasil têm conexões para Reykjavík, a principal porta de entrada para a ilha. Para quem não tem visto estadunidense, a opção é voar até a Europa, via Espanha, Alemanha ou Inglaterra.

paisagem surreal: De origem vulcânica, a segunda maior ilha da Europa fez da sua geografia a melhor atração. Seja por conta ou nos excelentes serviços de transfers, aquele cenário isolado e acidentado é sempre de fácil acesso. Não à toa já é considerado um dos países mais “instagramáveis” do mundo (só não vale fazer como o turista desavisado que, recentemente, atolou no barro seu carro alugado e teve que ser resgatado pela polícia local).

(foto: Blue Lagoon/Divulgação)

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terra de duendes: Eles estão por todas as partes, sobretudo no folclore islandês e nas estradas(!). Em 2013, a construção de uma rodovia no subúrbio de Reykjavík foi interrompida por passar por uma suposta aérea de moradia de elfos. A propósito, uma das recomendações, de acordo com as tradições, é não atirar pedras para não incomodar o ‘povo oculto’ (Huldufólk, em língua islandesa).

de outro mundo: No entanto, o mundo real islandês traz as melhores notícias. O país é o primeiro lugar no ranking de países mais seguros do planeta (Índice Global da Paz 2019), bem como a nação onde a igualdade entre homens e mulheres é mais respeitada (Fórum Econômico Mundial 2018), e um dos cinco países mas felizes do planeta (Relatório da Felicidade Mundial 2019).

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Do anonimato à fama
Após o desmonte bancário islandês que desestruturou a Europa, em 2008, o país viu o turismo alavancar não só a economia local mas também a intolerância com turistas nessa nação discreta de cerca de 340 mil habitantes.

É como se toda a população do Grajaú, distrito da Zona Sul de São Paulo, passasse a receber visitantes de todo o mundo, alucinados com essa ilha, a apenas três horas de avião de Londres. Segundo o Promote Iceland, órgão de promoção turística da Islândia, o país tem mais baleia e ovelha do que gente.

Observação de baleias em Akureyri, no norte da Islândia (foto: Elding Whale Watching/Divulgação)

Primeiro foi a euforia com a chegada em massa de forasteiros, que colocou a indústria do turismo islandês como uma das principais fontes de renda do país. Logo veio a apatia por aquela gente toda, seguida de uma população incomodada com o excesso de visitantes estrangeiros. Se no início deste milênio, a Islândia recebia pouco mais de 300 mil visitantes, o país viu chegar mais de 2,3 milhões de turistas, no ano passado, segundo o Icelandic Tourist Board.

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* O Viagem em Pauta viajou a convite do hoteis.com

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