Altis Belém – o lado moderno de Lisboa

portugueses parecem mesmo não esquecer seu passado de navegações.
Durante séculos, aqueles velhos navegadores estiveram em territórios além-mar antes de encontrarem o cobiçado caminho marítimo para a Índia: deixaram terras seguras em nome de novas descobertas, cruzaram mares de águas desconhecidas e desembarcaram em locais inexplorados antes de redesenhar o mapa do mundo.
O que um dia fora um arrojado projeto da era dos Descobrimentos, agora é tema de hotelaria.
Localizado às margens do Tejo, o símbolo fluvial da Península Ibérica que já serviu de partida de navegadores intrépidos, o Altis Belém recebe viajantes com um dos estabelecimentos mais inovadores e icônicos da capital de Portugal.

Fachada do hotel Altis Belém, em Lisboa
Fachada do hotel Altis Belém, em Lisboa

Com projeto arquitetônico e de decoração inspirados nas antigas navegações, esse hotel boutique às margens do rio Tejo recebe seus hóspedes com a mesma influência de cores, sabores e formas que marcaram aquelas históricas viagens ultramarinas.
Cada um dos 45 quartos recebe o nome de territórios explorados em outros continentes pelos portugueses, das Américas ao Oriente; em seu interior painéis ilustrados decoram as paredes e homenageiam a arte daquelas terras distantes; e imensas janelas protegidas por estruturas vazadas permitem a entrada de luz nestes espaços que variam de 30 m² a 90 m².
Detalhe de um dos quartos do Altos Belém
Detalhe de um dos quartos do Altis Belém

Mais do que uma ideia arrojada que trouxe novas formas a uma antiga área de docas abandonadas de Belém, bairro de Lisboa, o projeto do Altis Belém foi desenhado a partir da pesquisa do historiador Anísio Franco, cujos levantamentos históricos deram nome (e cores) a quartos com nomes como Baía de Todos os Santos, Cabo da Boa Esperança e Rio de Janeiro, além de outras paragens portuguesas menos conhecidas como a Patagônia e seu Estreito de Magalhães, a japonesa Osaka e (quem diria) a arábica Omã.
Daqueles destinos vieram a inspiração para os tons e formatos da decoração como o marfim de Serra Leoa, o azul exagerado da Ilha de Moçambique, as cadeiras de encosto largo de Mombaça, os desenhos geométricos da Etiópia e o ocre das construções coloniais da brasileira Salvador.
Melhor que isso só a paisagem que se abre diante dos olhos do lado de fora.
Erguido entre a Torre de Belém – construção militar de 1520 – e o Padrão dos Descobrimentos – monumento com 50 metros de altura em forma de caravela que abre a foto desta matéria – o Altis Belém é endereço para assistir a um dos mais belos finais de tarde desse destino ribeirinho de onde saíram as naus de Vasco da Gama rumo ao mundo.
E para uma vista sem obstáculos, o projeto arquitetônico do hotel garantiu amplos espaços públicos como grandes janelas envidraçadas em locais como restaurantes, bares e lounge.
No Feitoria, restaurante local dono de 1 estrela Michelin, a gastronomia do mundo se encontra com os pratos de autor assinados pelo chefe Cordeiro em um ambiente com referências a territórios conquistados pelos portugueses.
Na porta, um painel em estilo namban lembra a passagem de caravelas pelo Japão; no salão, a decoração dourada leva o comensal às antigas colônias em terras chinesas; e sobre a mesa, um cardápio que, embora preparado com 80% de produtos nacionais, é um convite a uma viagem internacional em um menu degustação de até cinco pratos que incluem ingredientes trazidos de outras terras como lótus, jasmin, sal negro e alfazema. Entre as carnes, o Feitoria oferece opções como polvo, vieira, robalo, leitão, coelho, pato e vitela.
Restaurante Feitoria, no Altis Belém, em Lisboa
Restaurante Feitoria, no Altis Belém, em Lisboa

Nem a padaria do hotel passou incólume diante de tantas referências e detalhes históricos. É dali que saem também receitas internacionais como o brasileiríssimo pão de queijo e o oriental rolinho primavera.
O Altis Belém é uma das seis opções dessa rede hoteleira portuguesa criada nos anos 70, responsável pela administração de outras unidades como o Altis Park, a 10 minutos do aeroporto; o Altis Suítes, com apartamentos para estadias mais longas; o Altis Avenida, em pleno centro histórico de Lisboa; o Hotel Altis, conhecido por suas pinturas e esculturas de artistas portugueses; e o Altis Prime, no centro financeiro da cidade.
Costumam dizer que o Altis é a alma de Lisboa, mas esta unidade na beira do Tejo parece ter espírito do mundo.
Altis Hotéis
www.altishotels.com
Restaurante Feitoria
www.restaurantefeitoria.com
Site de turismo de Lisboa
www.visitlisboa.com

 

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