Com alta do dólar e início da baixa temporada, é hora de conhecer o Brasil

Alta do dólar, meses menos concorridos e atrações mais vazias. Motivos não faltam para viajar pelo Brasil, durante a baixa temporada que teve início em março.
Viajar de março a junho e de agosto a novembro é sinônimo de passagens aéreas mais baratas, meios de hospedagem com desconto, e alimentação e serviços turísticos a preços menores. Segundo o Ministério do Turismo, por exemplo, uma viagem para Porto de Galinhos (PE) com aéreo, hospedagem em hotel cinco estrelas e alimentação incluídos pode sair quase R$ 2 mil reais a menos que na alta temporada.
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Confira, abaixo, 12 destinos que se destacam na baixa temporada:

LITORAL NORDESTINO

Quando: de agosto a novembro
Por que: Além do clima quente praticamente o ano todo, o preço é atraente: na baixa temporada, os pacotes de viagem ficam em média de 30% a 50% mais baratos do que na alta. Um resort em Ilhéus, por exemplo, cobra R$ 2.370 por duas diárias na alta temporada. A mesma hospedagem custa R$ 659 na baixa, de acordo com uma agência de viagens.
Os destinos mais procurados do mercado são Fortaleza (CE), Porto Seguro (BA), Maceió (AL), Natal (RN) e Porto de Galinhas (PE). Porém lembre-se de que alguns destinos do Nordeste recebem chuvas além do normal e o mar de águas mexidas nem sempre contam com aqueles tons azulados do litoral brasileiro, comum durante o período de verão.
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LITORAL CATARINENSE

(foto: www.caminhosdosertao.com.br)
(foto: www.caminhosdosertao.com.br)

Quando: de março a junho

Por que: Uma das melhores estações para se aproveitar as praias de Santa Catarina é o outono, com dias claros e ensolarados, temperatura amena, menos chuva e praias vazias em relação ao verão, além de preços baixos.
Florianópolis, Balneário Camboriú, São Francisco do Sul, Laguna e Ibituba são as cidades preferidas dos turistas nessa época, inclusive os surfistas, que ficam muito mais à vontade para aproveitar as ondas. A Serra Catarinense, que é próxima ao litoral, também é muito convidativa neste período, especialmente para os adeptos do turismo de aventura. SAIBA MAIS

CIDADES HISTÓRICAS DE MINAS GERAIS

Quando: de abril a setembro
Por que: Em abril, as chuvas diminuem no estado, sendo uma boa oportunidade para fazer uma viagem histórica pelo roteiro Minas Colonial que passa por Tiradentes, São João del Rei, Ouro Preto e Mariana.
As cidades guardam registros arquitetônicos do barroco, recontam a história do país e exibem monumentos de artistas como Aleijadinho. Se a viagem for mais curta, vale a pena conhecer o centro de Belo Horizonte e Brumadinho, onde fica o Instituto Inhotim, maior museu a céu aberto do mundo, que possui um acervo com mais de 500 obras.

PANTANAL

(foto: Trem do Pantanal/Divulgação)
(foto: Trem do Pantanal/Divulgação)

Quando: de abril a setembro
Por que: Os períodos de chuva e seca mudam completamente a paisagem pantaneira. Porém, se o objetivo do visitante é conhecer a fauna e a flora do local, observar pássaros, ter uma temperatura mais amena e noites mais estreladas, o melhor período para se conhecer a região é de abril até setembro, quando as águas começam a baixar, aumentando a visibilidade dos animais e vegetação local.
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LENÇÓIS MARANHENSES

Quando: de maio a setembro
Por que: Após a estação chuvosa, as lagoas entre as dunas ficam cheias e exuberantes.
O maior campo de dunas do Brasil, nos municípios maranhenses de Barreirinhas, Santo Amaro e Primeira Cruz, é também um dos destinos preferidos para quem gosta de turismo de aventura e contato com a natureza. Para quem prefere caminhadas longas e interação com comunidades tradicionais, pode-se ter a experiência de pernoitar em vilarejos.
Para conseguir descontos nessa época, a dica é planejar com pelo menos 60 dias de antecedência.

CHAPADA DOS VEADEIROS

Quando: de abril a maio
Por que: Com o término das chuvas, a vegetação do cerrado fica exuberante e as cachoeiras são mais seguras, com menos risco de trombas d’agua. Para se ter uma ideia, só o município de Alto Paraíso possui mais de 120 cachoeiras catalogadas.
O clima de misticismo e espiritualidade também é muito presente na região, onde encontram-se pousadas aconchegantes, spas, espaços místicos e templos. É também um destino muito requisitado pelos amantes de esportes e atividades de aventura na natureza. SAIBA MAIS

JALAPÃO

(foto: Eduardo Vessoni)
(foto: Eduardo Vessoni)

Quando: de maio a setembro
Por que: Este é o período de seca em Tocantins, estado que abriga o impressionante Parque Estadual do Jalapão, o que melhora o acesso a seus atrativos.
O roteiro, que sai de Palmas e passa pelas cidades de Ponte Alta e Mateiros, costuma durar de três a cinco dias. Os principais atrativos são o Fervedouro, um poço de água cristalina onde os banhistas não afundam; as dunas e a cachoeira da Formiga.
No entanto, o Ministério do Turismo alerta que os preços dos pacotes turísticos para a região não costumam variar muito em relação à alta temporada. Saiba como é uma expedição na região.

FERNANDO DE NORONHA

Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)
Fernando de Noronha (foto: Eduardo Vessoni)

Quando: de abril a junho
Por que: A campanha “Temporada Mais Noronha” oferece descontos de até 30% nos pacotes turísticos para a ilha durante o período de baixa estação.
Embora seja período de chuvas, os turistas conseguem aproveitar os atrativos da ilha, fazer trilhas, mergulhos e passeios de barco.
Economize com o guia “Fernando de Noronha para mãos-de-vaca” que o Viagem em Pautapreparou.

BONITO

Quando: de março a junho
Por que: Os descontos chegam a até 30%.
Localizada no Mato Grosso do Sul, o destino oferece descontos que podem chegar a 30% como a observação da fauna marinha com snorkel no Rio da Prata, incluindo o almoço que, na baixa temporada, pode custar R$ 184 (na alta, o passeio custa R$ 218 por pessoa).
A cidade tem movimento o ano todo, principalmente nos meses de dezembro a fevereiro. Apesar de ser um período chuvoso, alguns passeios em Balneários ou Grutas podem ser prejudicados. Recomenda-se a estadia de sete dias no destino para aproveitar mais de 30 atrativos.

FOZ DO IGUAÇU

Pôr do sol na região da hidrelétrica de Itaipu (foto: Eduardo Vessoni)
Pôr do sol na região da hidrelétrica de Itaipu (foto: Eduardo Vessoni)

Quando: de março a junho
Por que: Os preços das diárias são até 40% mais baratos na baixa, além de os principais atrativos serem menos concorridos, como a queda d’água das Cataratas do Iguaçu, a Trilha do Poço Preto e a visita na Ilha dos Papagaios, onde é possível admirar tanto o nascer quanto o pôr do sol.
Em feriados prolongados, o Parque costuma reunir cerca de 25 mil turistas no período. VEJA TAMBÉM: “Centenária e cobiçada, Foz do Iguaçu abriga atrações para aventureiros”

CANINDÉ DO SÃO FRANCISCO

Quando: de março a junho
Por que: A melhor época para realizar o clássico passeio de catamarã no Cânion do Xingó é o outono, estação em que os raios solares realçam a tonalidade verde esmeralda do Rio São Francisco, principal atrativo da região.
O período de chuvas rápidas ocorre no verão e entre os meses de maio a agosto.
Entre os principais atrativos no município sergipano estão o passeio na Rota do Canganço, que relembra a história de Lampião e Maria Bonita, a trilha que dá acesso à Gruta de Anjico, local onde Lampião foi morto, e mergulhos em praias fluviais.

SERRA GAÚCHA

Quando: de fevereiro a maio; segunda quinzena de agosto a outubro
Por que: A economia nessa época pode chegar a 40%.
O movimento nas cidades é tranquilo e é possível conseguir descontos nos ingressos dos parques.
Atrativos temáticos como a Aldeia do Papai Noel e o Parque de Neve funcionam diariamente ao longo do ano. Além de acontecer eventos na baixa temporada, como a Festa da Colônia em Gramado (agosto), a Festa da Uva, em Caxias do Sul (fevereiro e março), a Festa da Vindima em Bento Gonçalves e Garibaldi (janeiro a março), a Semana do Bebe de Canela (maio) e a Festa Nacional da Música de Gramado (outubro).
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(*fonte: Ministério do Turismo)

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