Trem de selva é atração do Parque Nacional de Iguazú, na Argentina

Enquanto brasileiros e argentinos seguem na discussão sobre o lado mais bonito das cataratas, Foz do Iguaçu continua se exibindo como uma das 7 Maravilhas Naturais do Mundo.
Consideradas uma das maiores do planeta, cuja queda mais alta é a Garganta do Diabo, com 80 metros de altura, as Cataratas do Iguaçu podem ser observadas tanto no Brasil como na vizinha Argentina, em Puerto Iguazú.
Para viajantes que visitam a atração do lado de lá do rio Iguaçu, a principal porta de entrada é o Parque Nacional Iguazú, uma área de mais 67 mil hectares que está localizada no extremo norte da província de Misiones, na República Argentina.
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Conheça atrações do Parque Nacional Iguazú, na Argentina:

⇒ TREN ECOLÓGICO DE LA SELVA

(foto: Parque Nacional Iguazú/Divulgação)
(foto: Parque Nacional Iguazú/Divulgação)

O percurso de 25 minutos entre as estações Central e Garganta del Diablo é realizado neste trenzinho que percorre 3.700 metros, no interior do parque.
Movido por GPL (Gás de Petróleo Liquefeito), de combustão limpa, esse trem dá acesso a outras áreas do parque como os circuitos Superior e Inferior, e a travessia até a Isla San Martín.
A viagem sobre trilhos termina na estação Garganta del Diablo, onde se localiza a passarela de 1.100 metros sobre o rio Iguazú.

⇒ TRILHAS

Detalhe do Sendero Macuco, uma das opções de trilhas do Parque Nacional Iguazú, na Argentina (foto: Parque Nacional Iguazú/Divulgação)
Detalhe do Sendero Macuco, uma das opções de trilhas do Parque Nacional Iguazú, na Argentina (foto: Parque Nacional Iguazú/Divulgação)

Assim como no lado brasileiro, o Parque Nacional Iguazú, na Argentina, também abriga diversas opções de trilhas com diferentes níveis de dificuldade.
Para quem não conta com muito preparo físico as sugestões são o Sendero Verde (655 metros de extensão e 30 minutos de caminhada) e o Circuito Superior (650 m/1h15). A primeira opção é uma trilha plana que vai da Estación Central até a Estación Cataratas, entre espécies da selva subtropical paranaense; e a segunda, com início na estação de embarque do Tren de la Selva, oferece vista panorâmica da ferradura formada pelos saltos d’água locais como o Dos Hermanas, Mbiguá, Chico, Ramírez , Bossetti e Adán y Eva.
Com 1.700 metros de extensão, o Circuito Inferior também permite ao visitante ficar de cara com os Saltos Dos Hermanas, Chico e Ramirez, cujo roteiro inclui também uma travessia de barco até a Isla San Martín, onde é possível caminhar às margens do rio Iguazú e de suas praias.
Vista do Sendero Macuco (foto: Parque Nacional Iguazú/Divulgação)
Vista do Sendero Macuco (foto: Parque Nacional Iguazú/Divulgação)

⇒ GARGANTA DO DIABO

Vista aérea da Garganta do Diabo (foto: Parque Nacional Iguazú/Divulgação)
Vista aérea da Garganta do Diabo (foto: Parque Nacional Iguazú/Divulgação)

Essa caminhada de mais de 2 km leva a um dos maiores ícones de toda a região: a queda Garganta del Diablo.
O percurso dá acesso à plataforma de observação dessa que é a maior queda de todas as 275 existentes na região das Cataratas do Iguaçu, uma muralha líquida com 80 metros de altura, na fronteira com o Brasil.

⇒ VISITA NOTURNA

(foto: Parque Nacional Iguazú/Divulgação)
(foto: Parque Nacional Iguazú/Divulgação)

Em noites de lua cheia, o Parque Nacional Iguazú conta com passeios noturnos que têm início na estação central do parque e seguem até a plataforma de observação da Garganta do Diabo, a maior queda d’água do complexo. A experiência termina com um coquetel no Restaurante La Selva.
O passeio de lua cheia sem jantar custa 500 pesos argentinos (R$ 193, aproximadamente) e mais 200 pesos (R$ 77, aproximadamente) para quem decide ficar para jantar.
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SAIBA MAIS
Parque Nacional Iguazú
www.iguazuargentina.com

1 Comentário

  1. é importante destacar a boa infra-estrutura que o Parque Nacional del Iguazu tem para receber os milhões de turistas que o visitam todos os anos. A começar por um simpático trenzinho elétrico de bitola estreita que atravessa quilômetros de mata, para ligar a área de estacionamentos – junto ao portao de entrada – ao começo da passarela metálica, que vai ao ponto mais central e majestoso das cataratas: a “Garganta do Diabo”.
    Não é só a estrutura física que impressiona os turistas. Eles também ficam cativados pelas gentilezas e disposição de bem servir dos funcionários do parque.
    É justamente por isto que me sinto à vontade para fazer uma observação: a passarela que vai até a “Garganta do Diabo” é atravessada – de meio em meio metro – por vigas metálicas, que se sobressaem uns dois centímetros, sobre o piso. Estas travessas impedem o livre deslocamento das cadeiras de rodas; dificultam o trabalho de quem empurra a cadeira e maltratam o cadeirante, com solavancos e fortes pancadas nas costas (se ele estiver usando a cadeira de rodas grandes, fornecida pelo próprio parque).
    Depois de ser flagelado por milhares e milhares de trancos e pancadas nas costas, achei que deveria fazer esta observação, procurando evitar que muitos outros cadeirantes sofram como eu.
    Não é preciso grande investimento ou obra de engenharia, para evitar o problema. Basta que a passarela seja recoberta por passadeiras de borracha.
    Ou melhor: basta que um diretor do parque se sujeite a ir- de cadeira de rodas até a “Garganta do Diabo” para ele mesmo descobrir um jeito de prestar melhores serviços a milhares de pessoas que já não podem dispor das próprias pernas para ir admirar uma das maiores maravilhas naturais do mundo.

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